DEUS NÃO FALHA COM QUEM ESPERA NELE!
Salmo 31:24
Tende bom ânimo, e ele fortalecerá o vosso coração, todos vós que esperais no Senhor.
Quem de nós nunca sentiu o coração vacilar diante das dificuldades?
Quem de nós já teve dúvidas se realmente o Senhor ouviu nossa oração?
A Bíblia está repleta de exemplos de homens e mulheres que passaram por momentos assim.
Mesmo aquele que está em Cristo, que tem a certeza de sua morte e ressurreição com Cristo, que tem a certeza de que está unido a Cristo e que tem a eternidade para conhecer o Senhor, por causa da nossa natureza terrena, fraca e inconstante, e dos ataques sutis de Satanás, em muitas ocasiões vê surgirem medos, incertezas e até dúvidas.
Aconteceu isso com Abraão, Moisés, Josué, Davi e vários profetas…
Jesus não teve dúvidas, mas ficou angustiado até a morte quando estava prestes a ir para a cruz.
João 12.27
Agora, está angustiada a minha alma, e que direi eu? Pai, salva-me desta hora? Mas precisamente com este propósito vim para esta hora.
Mas Ele sabia que o Pai o ouvia a toda hora. Foi assim na ressurreição de Lázaro:
João 11.42
Aliás, eu sabia que sempre me ouves, mas assim falei por causa da multidão presente, para que creiam que tu me enviaste.
Cristo Jesus é verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem.
Jesus, sendo 100% homem, sabe o que é padecer. Isaías 53 nos diz que Ele era homem de dores, experimentado no sofrimento, e foi tentado e sofreu as dores mais terríveis que um homem pode suportar. Mas Ele tinha a certeza de que Seu Pai era com Ele e de que todo o Seu sofrimento resgataria a criação, tiraria o homem do pecado e o levaria para o reino do Seu amor.
É nesse salmo que Davi traz à nossa memória a esperança para confiarmos no Senhor. Davi também passou por momentos de dor, perseguição, traição, incertezas e pecados, mas ele conhecia o SENHOR, o Bom Pastor.
Ao escrever: “Tende bom ânimo, e ele fortalecerá o vosso coração, todos vós que esperais no Senhor”, ele falava de uma esperança verdadeira, provada em sua própria experiência com Deus.
Se você espera no Senhor, sua esperança não é em vão. Seu coração pode até enfraquecer, mas Deus é aquele que fortalece os Seus filhos.
Tende bom ânimo, e ele fortalecerá o vosso coração, todos vós que esperais no Senhor.
Davi confiou no Senhor quando enfrentou problemas dolorosos e singulares, e Deus o livrou. No final dessa libertação, ele escreveu este salmo para ser cantado pelos fiéis de todos os tempos e em todas as situações.
Essa exortação de Davi é baseada em sua própria experiência.
Pense, então, que você pode ouvir Davi, que há muito adormeceu, que há muito está com o Senhor, falando de seu túmulo real e dizendo, como resultado de sua própria experiência feliz:
Tende bom ânimo, e ele fortalecerá o vosso coração, todos vós que esperais no Senhor.
Antes de mais nada, gostaria que você notasse um detalhe.
O salmista está falando: “Todos vocês que esperam no Senhor.”
Não devemos considerar todas as partes da Bíblia como dirigidas a cada indivíduo. Há muitas mensagens para todos os filhos de Adão, mas há certas partes dela que estão reservadas e pertencem apenas àquela semente, de acordo com a promessa, que se distingue pela fé, pela qual se sabe que está em aliança com Deus e que Deus Pai deu ao Seu Filho.
A Sagrada Escritura discrimina.
Ela faz algumas promessas gerais, mas suas palavras escolhidas são dadas a pessoas de caráter especial.
A quem Davi está falando?
Todos vocês que esperam no Senhor.
Somente esperam no Senhor aqueles que estão unidos a Cristo. Aqueles que estão ligados ao mundo não esperam no Senhor; sua esperança está em coisas, riquezas, poder e pessoas.
Já os filhos são homens e mulheres com esperança.
• Eles ainda não têm tudo o que esperam ter.
• Ainda não entraram na posse de toda a sua herança.
• Eles têm uma esperança que aguarda algo melhor.
• Eles têm uma esperança viva, que vê coisas invisíveis para os outros e contempla glórias que o olho humano jamais contemplou.
A pergunta é: você e eu temos essa esperança?
Todos os seus tesouros estão diante de você ou estão atrás de você?
Para os que são realmente filhos de Deus, sua esperança está onde seus olhos ainda não veem, nem suas mãos podem alcançar. O povo de Deus é um povo que espera e, portanto, aguarda o cumprimento das promessas que Deus fez a eles por meio de Jesus Cristo.
Os que estão unidos a Cristo esperam coisas boas, pois isso está implícito quando o salmista fala daqueles que esperam no Senhor. Afinal, ninguém cuja esperança está no Senhor espera coisas más.
Não somos levados pela esperança no Senhor a esperar até mesmo as coisas temporais além de um certo limite.
• Não esperamos riquezas.
• Não esperamos uma longa permanência aqui, pois ouvimos uma voz nos dizendo: “Este não é o seu descanso, pois está poluído.”
Nossa esperança não poderia, mesmo que quisesse, contentar-se com as coisas que são visíveis e temporais.
Esperamos por uma cidade cujo construtor e criador é o SENHOR. Esperamos alegrias que os olhos não viram, nem os ouvidos ouviram, nem subiram ao coração do homem.
Estamos esperando por coisas tão boas que só podem vir do próprio Deus. Nossa esperança sobre elas, portanto, está inteiramente nEle.
Glória a Deus, pois nossa esperança está enraizada, fundamentada e estabelecida no Senhor.
Todos vocês que esperam no Senhor.
Davi está nos dizendo que não temos esperança à parte do Senhor. Esperamos no Pai, no Filho e no Espírito Santo.
Para o Pai, olhamos com a expectativa de um filho que é herdeiro.
Para o Filho de Deus, olhamos esperando por aquela festa de casamento que será celebrada com Aquele a quem estamos prometidos por um noivado que nunca poderá ser desfeito.
Para o Espírito Santo, cremos que Ele está conosco a todo momento, consolando-nos, animando-nos, ensinando-nos, revelando-nos e exortando-nos em todo o tempo.
Salmo 62.1-2
Somente em Deus, ó minha alma, espera silenciosa; dele vem a minha salvação. Só ele é a minha rocha, e a minha salvação, e o meu alto refúgio; não serei muito abalado.
Normalmente temos grandes expectativas, mas nossas expectativas não estão em homens que morrem nem em homens que vivem. Nossas expectativas estão nAquele que nunca morre, nunca falha e nunca decepciona aqueles que nEle confiam.
Aquele que crê deve ter certeza em quem crê; caso contrário, é apenas um acreditar…
Romanos 10.8-11
Porém que se diz? A palavra está perto de ti, na tua boca e no teu coração; isto é, a palavra da fé que pregamos.
Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo.
Porque com o coração se crê para justiça e com a boca se confessa a respeito da salvação.
Porquanto a Escritura diz: Todo aquele que nele crê não será confundido.
Mas, como já falamos, habitamos em um corpo terreno, suscetível a muitas emoções, e por isso Davi nos anima:
Todos vocês que esperam no Senhor!
Somos tão pequenos. Muitas vezes nos sentimos inúteis, incompreendidos, medrosos e trêmulos.
Algumas vezes não somos quem queremos ser e nem mesmo conseguimos enxergar nossas próprias imperfeições.
Essa passagem vem como um bálsamo para nos curar, pois traz esperança, revigora a nossa alma… O texto continua:
Ele fortalecerá o vosso coração.
Creio que todos concordam que há uma fraqueza frequente, aparente em muitos daqueles que esperam no Senhor. É uma fraqueza perigosa, pois é uma fraqueza do coração.
O texto diz:
Tende bom ânimo, e ele fortalecerá o vosso coração,
onde está implícito que, às vezes, o coração daqueles que esperam no Senhor fica fraco.
Como você bem sabe, a doença cardíaca é uma doença muito perigosa. Mesmo que haja muito pouco de errado com o coração, é um assunto sério, pois todas as outras partes do corpo serão afetadas.
Cada um de nós pode enfrentar, ocasionalmente — e até com muita frequência —, uma fraqueza do coração.
Então perde-se a coragem e a alegria, e isso acaba nos tornando medrosos e temerosos. Essa fraqueza ocorre em muitas ocasiões. Algumas vezes, vemos aqueles que esperam no Senhor muito fracos de coração sob grande sofrimento.
Não creio que nos falte confiança em nós mesmos — pelo menos a alguns de nós, não —, mas é a confiança em Deus que se deseja, e isso é outra coisa.
Essa confiança em Deus torna os fracos fortes e os tímidos corajosos. Que todos nós tenhamos uma grande porção dela correndo em nossas veias!
Deus nos livre da fraqueza de coração, para que não prejudiquemos o reino de nosso Senhor retendo o nosso serviço.
Entre em contato com o seu Deus, lance-se sobre o poder divino, e você se levantará com nova força e poder. Mas, se um dia você se separar dEle, então tudo estará acabado para você.
Se o seu coração está fraco, o Senhor colocará coragem nele. A covardia enfraquece, o medo esgota nossas forças, e o salmista nos exorta:
Tende bom ânimo, e ele fortalecerá o vosso coração.
Amém.
14 /02/ 25
HÁ CURA PARA O CEGO
Então chegaram a Betsaida. E lhe trouxeram um cego e pediram a Jesus que tocasse nele. Jesus, tomando o cego pela mão, levou-o para fora da aldeia. Então cuspiu nos olhos do homem e, impondo-lhe as mãos, perguntou: — Você vê alguma coisa? O homem, recuperando a visão, respondeu: — Vejo pessoas, mas elas parecem árvores que andam. Então Jesus novamente pôs as mãos sobre os olhos dele. E o homem, passando a ver claramente, ficou restabelecido; e distinguia tudo de modo perfeito. E Jesus o mandou para casa, recomendando-lhe: — Não entre na aldeia. Marcos 8:21-26
Vamos meditar nesse texto do Evangelho de Marcos onde encontramos um dos milagres mais curiosos da Bíblia. Não foi simplesmente um milagre, mas foram dois milagres realizados por Jesus.
Podemos dizer que Jesus realiza um milagre de forma gradual, ou seja, cura um cego fisicamente, e também nos mostra o processo de transformação espiritual.
Outra questão que nesse texto é Jesus levar o homem para fora da aldeia para o curar, e ainda alertá-lo a não retornar aquele local.
Esse é o pano de fundo para nossa meditação nesta manhã.
v.22 – Então, chegaram a Betsaida; e lhe trouxeram um cego, rogando-lhe que o tocasse.
Quando Jesus realiza esse milagre a sua fama já o antecedia.
Muitas maravilhas já haviam sido feitas por Ele, e as notícias, como sempre, chegam rápido…
Vocês sabem que no primeiro século, as notícias tinham que ser levadas por pessoas que transmitiam boca a boca ou através de cartas, dependendo o local, deveria utilizar embarcações, cavalos…
Jesus já havia ensinado em muitos lugares, realizado milagres, como a multiplicação dos pães duas vezes, curado muitas pessoas, e em virtude destes sinais e maravilhas, muitos o seguiam…
No local, vilarejo, cidade em que Jesus chegava, já haviam muitas pessoas esperando, para vê-lo, ouvi-lo, quem sabe ser curada, mas também haviam os curiosos e os sépticos, que não acreditavam, e ainda muitos judaizantes de plantão que por inveja, perseguiam e tentavam pegar Jesus em alguma cilada…
Nesse contexto, chegaram, Jesus, os discípulos e mais uma caravana que o seguia em Betsaida…
Betsaida (significa casa de pesca). Era um pequeno vilarejo as margens do Lago Genesaré (ou mar da Galileia), a 6 km de Cafarnaum e cerca de 200 kg ao norte de Jerusalém.
Betsaida também era o local de moradia de quatro dos doze discípulos de Jesus (André, Pedro, Felipe e João).
Era comum, Jesus chegar em uma localidade e uma grande multidão o aguardar.
Eles buscavam principalmente a cura para o corpo, visto que as chances de receber um milagre a partir de Jesus eram muito grandes. Outros ainda queriam por curiosidade ver esse homem que fazia maravilhas e milagres…
Podemos nos lembrar de Zaqueu, que subiu em uma árvore para ver Jesus, pois era um homem de pequena estatura, ele foi um desses curiosos, que teve sua vida transformada ao ter um encontro pessoal com Jesus.
É importante ressaltar que: Jesus nunca se negou socorrer aqueles que o buscavam e hoje, da mesma forma, Ele continua a socorrer aqueles que o buscam.
O Salmista Davi sabia disso, tanto que escreve no Salmos 46:1:
Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações.
Vamos voltar para o versículo 22 e continuar a leitura:
E lhe trouxeram um cego, rogando-lhe que o tocasse:
Naquele tempo, por falta de recursos, informações e mesmo para que a manifestação da glória de Deus acontecesse, haviam muitos cegos, coxos, leprosos, ou seja, muitas doenças congênitas.
Essas doenças congênitas têm suas causas em alterações que surgem durante a formação do feto, na gestação (que podem afetar qualquer tecido do corpo humano, como ossos, músculos ou órgãos, resultando em alterações físicas, desenvolvimento incompleto ou funcionamento incorreto de vários órgãos).
Dessa forma, os que tinham tais doenças, eram colocados à margem da sociedade…
Inclusive, os religiosos de plantão, alegavam que por causa do pecado dos pais ou da própria pessoa é que ele se encontrava naquela situação… vemos aqui que um dos problemas do religioso é a falta de misericórdia e amor pelo próximo… (isso fere 6 mandamentos de Deus).
Se esse pensamento dos religiosos fosse verdade, imaginem como seria o mundo, pois a Palavra de Deus nos diz:
Eu nasci na iniquidade, e em pecado me concebeu minha mãe. Salmos 51:5
Sendo assim, o homem nasce em pecado, separado, inimigo de Deus, todos nasceriam com algum problema, de cegueira, deficiência física, auditiva, na fala etc.
Entretanto, espiritualmente falando isso é um fato verídico.
O maior problema, a maior deficiência do ser humano é a cegueira espiritual, a separação de Deus, viver no mundo sem esperança de uma vida eterna…
O pecado é o grande e maior problema do homem, e somente Jesus Cristo pode tirar o homem do lamaçal em que vive.
E minha oração nesse dia é que, se porventura alguém aqui presente ainda tem os olhos espirituais fechados, que eles sejam abertos para contemplar a obra maravilhosa que Cristo fez em nosso favor, nos tirando do império das trevas e nos transportando para o reino do seu amor.
Essa obra foi a nossa atração no corpo de Cristo onde Ele nos incluiu em sua morte, sepultamento e ressurreição. Esse é o maior milagre que qualquer um de nós pode receber…
Quero lembra-los que a Palavra nos diz que não há ninguém que busque a Deus, e se nós estamos aqui hoje, buscando o Senhor, é porque Ele nos buscou primeiro.
Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora. João 6:37
E como foi isso? Texto muito conhecido nos diz:
Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. João 3:16
Jesus veio a esse mundo para buscar pecadores como eu e você. E esse cego de Betsaida tem muito a ver com você e comigo…
1 ponto para gravarmos é:
Precisamos levar as pessoas até Jesus, apontar o caminho
Voltemos para o texto:
v. 23: Jesus, tomando o cego pela mão, levou-o para fora da aldeia e, aplicando-lhe saliva aos olhos e impondo-lhe as mãos, perguntou-lhe: Vês alguma coisa?
Interessante que mesmo sendo um local pequeno, Jesus leva o homem para fora da aldeia.
Em outra ocasião, quando Jesus cura um surdo e gago Marcos 7. 31-37, ele também tira o homem da multidão…
Multidão é um problema, pois no meio dela existem todos os tipos de pessoas, e principalmente os incrédulos…
Quero frisar isso – Assim como os amigos e talvez parentes desse cego o levaram a Jesus, nossa missão como cristãos é levar as pessoas a Cristo.
Apresentar o Evangelho. Mostrar, pela Palavra que todos nasceram em pecado e carecem da graça de Deus.
O convencimento do pecado é obra do Espírito Santo. Você e eu não temos poder de converter ninguém.
Se o fizermos, estaremos convertendo-os para nós mesmos…
Jesus afasta esse homem da multidão, e mais, para fora da aldeia…
1 – Talvez para afastar o homem daquele povo que era incrédulo…
2 – talvez também por que aquele local já havia sido julgado por sua incredulidade…
Mateus 11:21
Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Porque, se em Tiro e em Sidom se tivessem operado os milagres que em vós se fizeram, há muito que elas se teriam arrependido com pano de saco e cinza.
Esse alerta serve para cada um de nós:
Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado. Marcos 16:16
Outro ponto que chama atenção nesse milagre é a prontidão e o cuidado de Jesus, que toma o cego pela mão…
O Criador do universo, O Senhor dos senhores, O Rei dos reis sendo guia de um cego.
Paulo criticou os judeus de plantão por se orgulharem de sua procedência, de terem a lei a seu favor, mas não a cumprirem.
Que estás persuadido de que és guia dos cegos, luz dos que se encontram em trevas, Tu, que te glorias na lei, desonras a Deus pela transgressão da lei? Romanos 2:19 e 23
Os judeus se orgulhavam das suas obras e de conhecer a lei de Moisés, mas não reconheceram o Messias, e além de transgredir a Lei eram pedra de tropeço para os mais fracos.
E aqueles que Deus deu a Jesus, Ele continua se importando e buscando e hoje mesmo Ele quer ganhar o meu e o seu coração.
Esse cego era desprezado, assim como outros que Jesus buscou…
Foi assim com Zaqueu, com Maria Madalena, com os leprosos, com Bartimeu entre outros. Jesus sempre está pronto para receber aqueles que o buscam.
Verso 23 continua:
Aplicando-lhe saliva aos olhos e impondo-lhe as mãos, perguntou-lhe: Vês alguma coisa?
O que nos chama atenção nesse milagre é justamente esse fato:
Jesus que já havia curado multidões, multiplicado pães, andado sobre o mar, ressuscitado mortos pergunta ao pobre homem se ele via alguma coisa. Será que Jesus não podia curar esse homem de uma vez? Pense nisso…
Mas a resposta do homem ainda mais curiosa:
Este, recobrando a vista, respondeu:
Vejo os homens, porque como árvores os vejo, andando. Marcos 8:24.
Olhando para o texto, parece que o milagre não foi suficiente e precisou de um “retoque”, será?
O texto continua:
Então, novamente lhe pôs as mãos nos olhos, e ele, passando a ver claramente, ficou restabelecido; e tudo distinguia de modo perfeito. Marcos 8:25.
1 – Uma hipótese é que o primeiro toque tenha restaurado os olhos, enquanto a outra transmitiu possibilitou a faculdade de usá-los.
Você já deve ter ouvido aquela expressão: tem olhos, mas não vê?
Exemplo:
Pensa em sua casa: Geralmente o homem, tem dificuldade de encontrar a meia, a bermuda, aquela blusa… E grita para a esposa: – onde está minha meia…
A mulher responde: – Na gaveta… Mas eu já procurei e não está lá… – Então a mulher vai, abre a gaveta e acontece um “milagre” – a meia aparece…
A meia sempre esteve lá mas os olhos não a viram…
Ou tem ouvidos, mas não escuta?
Exemplo:
Você conta algo para a pessoa, pensa que ela está ouvindo, e ela então pergunta: – o que foi que você falou mesmo?
Isso também acontece na vida espiritual…
A Palavra de Deus, a Bíblia é o nosso manual, nosso guia, nossa bússola, lemos, meditamos, mas não cumprimos o que está escrito…
Ouvimos, domingo após domingo o pastor pregar o Evangelho, mas, para tristeza e vergonha, na segunda feira esquece-se tudo…
Esse milagre em “duas etapas” é o único exemplo registrado de uma cura progressiva…
Mas por que ele foi registrado dessa forma? O que ele tem para nos ensinar nos dias atuais?
Dos quatro casos registrados de visão restaurada, todos os pacientes, exceto um, vieram ou foram levados ao Médico.
No caso do cego de nascença, o Médico veio ao paciente.
Por isso repito, nossa missão é levar as pessoas até Jesus, de que forma?
Apresentando o Evangelho para elas.
– Alguém pode perguntar: Mas e aquelas pessoas que estão nos confins da terra, em lugares ermos? A resposta é: Fique tranquilo, o Senhor vai busca-lo, de uma forma ou de outra. Se essa pessoa foi dada por Deus a Jesus, ela vai ter um encontro real com Cristo.
2 – Hipótese, e é a que eu entendo como a mais correta, mas não deixa de estar ligada a primeira é:
Mesmo os discípulos andando com Jesus por 3 anos, eles ainda não compreendiam de fato quem era Jesus. Eles precisavam da ressureição de Cristo para que houvesse a plena revelação, e o Espírito Santo para confirmar esse fato em seus corações…
Nós hoje, com a Bíblia em nossas mãos, com a facilidade que temos, também, em muitos casos não temos uma visão clara de Jesus, de quem ele realmente é, da sua grandiosa obra em nosso favor.
Muitas vezes, conhecemos, histórias da Bíblia, conhecemos os feitos de Moisés, dos profetas, de Davi… mas Cristo ainda está encoberto, vemos vagamente, como esse cego viu aqueles homens, como árvores…
Isso significa que tanto os discípulos e nós hoje necessitamos da revelação do Espírito Santo para que possamos ver claramente Jesus Cristo e toda a sua obra redentora em nosso favor…
Quem é Jesus?
Vamos um pouco mais adiante do nosso texto base…
Marcos 8:27-29
Então, Jesus e os seus discípulos partiram para as aldeias de Cesaréia de Filipe; e, no caminho, perguntou-lhes: Quem dizem os homens que sou eu?
E responderam: João Batista; outros: Elias; mas outros: Algum dos profetas.
Então, lhes perguntou: Mas vós, quem dizeis que eu sou? Respondendo, Pedro lhe disse: Tu és o Cristo.
E em Mateus, esse diálogo vai um pouco adiante e Jesus responde a Pedro:
Mateus 16:17
Então, Jesus lhe afirmou: Bem-aventurado és, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue que to revelaram, mas meu Pai, que está nos céus.
A revelação verdadeira e completa de quem era Jesus veio do Pai (lembrando que Jesus ainda não havia soprado o Espírito Santo sobre a Igreja).
Aqui temos o ponto alto desse milagre, aliás, o maior milagre que pode acontecer na vida do homem é justamente esse: Ter os olhos abertos para enxergar, crer que Jesus é O Cristo, O Messias, aquele que foi enviado por causa do amor de Deus para resgatar o homem da cegueira em que vive.
O milagre do novo nascimento só pode ocorrer pela obra maravilhosa do Espírito Santo de Deus, que revela ao homem quem ele é, sua carência do amor, misericórdia e graça de Deus, e de que nada do que fazemos ou deixamos de fazer faz com que Deus nos ame mais ou menos.
Deus nos ama por causa de Jesus. Aquele que está em Cristo é um amado de Aba.
Você e eu nascemos afastados de Deus, como nos diz Efésios 2:1
Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados.
Você pode pensar que pode alcançar Deus por meio de uma religiosidade, da honestidade, da sinceridade, da humildade, por boas obras, boas ações, mas isso é impossível.
A salvação não é conquistada por meritocracia. A salvação nos é doada gratuitamente por meio da obra que Cristo realizou na cruz.
Talvez você não saiba com exatidão que obra foi essa, mas quero dizer a você que eu também não conhecia.
Eu sabia que Jesus tinha morrido na cruz. Eu sabia que Jesus tinha ressuscitado, e isso me parecia o suficiente, até que eu soube que Cristo não morreu sozinho, Ele me levou a morrer com Ele. A morte de Cristo foi a minha morte pois eu fui incluído em sua morte…
E eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim mesmo. João 12:32
E o texto que me fez saber da minha inclusão está em Romanos 6.6
Sabendo isto: que foi crucificado com ele o nosso velho homem, para que o corpo do pecado seja destruído, e não sirvamos o pecado como escravos;
Se você não tinha conhecimento desse fato, agora você sabe, e a minha oração é que o Espírito Santo de Deus leve cada um a crer nessa morte com Cristo, pois assim fomos justificados diante de Deus.
A justiça de Cristo foi imputada, colocada em nós, e na sua ressurreição ganhamos uma nova vida.
Essa nova vida não vive na prática do pecado, pelo contrário, passa a odiar o pecado…
Antes, amigos do mundo, agora continuamos no mundo, mas não somos mais consumidos e conduzidos pelas coisas do mundo.
Cristo é a nossa vida, é o nosso alvo, e com alegria, confiança e esperança aguardamos a volta do nosso Senhor para nos resgatar e assim recebermos um novo corpo, um corpo igual ao de Cristo, glorificado, sem dor, sem medo, sem pecado…
Acredito que aqui temos a tipificação da religião e do Evangelho.
1 – Jesus leva o cego fora do arraial, passa em seus olhos a saliva. Este primeiro contato é o saber, isto nos leva a enxergar as coisas como que nubladas, com um véu que nos impede de ver claramente. Está é a visão de Cristo crucificado, todos enxergam assim.
2 – Jesus toca novamente nos olhos do “meio cego”, mas agora ele vê claramente. Está é a visão não só de Cristo crucificado, mas da minha inclusão em Cristo, tanto na morte como na ressureição, essa é a nossa união com Cristo.
Nesse ato que somos levados a crer nesse fato, o véu é removido, e agora as coisas começam a clarear, a fazer sentido… Começamos a enxergar as maravilhas que Deus fez, faz e fará. E a Palavra, A Bíblia vai nos mostrar apontar essas coisas…
Agora começamos a ver as coisas claramente, há um desvendar, aquilo que encontramos em Isaías 43:10 SABER – CRER – ENTENDER. – percebem como em nossas vidas esse milagre também é gradual…
Esse é o milagre que aconteceu na vida daquele cego.
Esse é o milagre que aconteceu na minha vida há cerca de 20 anos.
E espero que hoje o Espírito Santo faça um milagre na sua vida, caso você ainda não seja um filho de Deus.
Para aqueles que já estão em Cristo, que tem o privilégio de ser filhos, perseverem na santidade, lendo a Palavra, orando, tendo comunhão com os santos, anunciando esse Evangelho da graça…
V.26 Jesus adverte o cego para que: não estrasse na aldeia, ou seja, não volte ao velho modo de vida seu, agora vc está vendo claramente e vc não pertence mais a este lugar.
07/12/2024
Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR, teu Deus, te dá. Êxodo 20.12
A Lei de Deus não é um simples conjunto de regras, mas a expressão do Seu caráter santo. Ela deve estar gravada no coração, e não apenas ser seguida externamente. É a Lei que nos revela quem Deus é e nos mostra como devemos viver diante d’Ele. Entre os dez Mandamentos, apenas dois são afirmativos, e o quinto mandamento é o único que traz uma promessa. Além disso, a Lei expõe o pecado, revelando sua natureza enganosa. O pecado promete que não haverá consequências, mas seu fim sempre leva à destruição.
Primeiramente, é importante entender o significado da palavra “honra”. No hebraico, kabad ou kabed está relacionado a algo de grande peso e importância, transmitindo a ideia de dignidade, glória e abundância. No grego, timao significa estimar, considerar algo valioso, reverenciar. Portanto, honrar pai e mãe não é algo superficial, mas uma responsabilidade de grande valor para os filhos, pois os pais são dignos de estima e respeito.
Essa reverência, amor e honra, primeiramente, pertencem a Deus, pois, em Cristo, fomos adotados como filhos, e Ele se tornou nosso Pai. No entanto, sabemos que nem todos os pais foram bons exemplos. Muitos foram negligentes, abusivos ou perversos, mas, se estivermos unidos a Cristo, somos capazes de discernir essa diferença e, inclusive, exercer o perdão.
Muitos acreditam, de forma equivocada, que os mandamentos estão ultrapassados e pertencem apenas à Antiga Aliança. No entanto, Jesus deixou claro que não veio abolir a Lei, mas cumpri-la. Apenas as leis cerimoniais e civis foram anuladas, pois estavam ligadas especificamente ao povo judeu. Entretanto, os mandamentos morais permanecem, pois refletem o caráter de Deus.
Paulo reforça esse princípio em suas cartas aos cristãos de Colossos: Filhos, obedecei a vossos pais no Senhor, pois isto é justo. Honra a teu pai e a tua mãe (que é o primeiro mandamento com promessa, para que te vá bem, e sejas de longa vida sobre a terra.
Efésios 6:1-3.
Filhos, em tudo obedecei a vossos pais; pois fazê-lo é grato diante do Senhor. Colossenses 3:20.
Mas a responsabilidade não é apenas dos filhos. Paulo também adverte os pais: Pais, não irriteis os vossos filhos, para que não fiquem desanimados. Colossenses 3:21.
E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor. Efésios 6:4.
O próprio Jesus reforçou esse mandamento, pois Ele, mais do que qualquer outro filho, honrou e amou Seu Pai. Honra a teu pai e a tua mãe e amarás o teu próximo como a ti mesmo. Mateus 19:19. Ele também confrontou aqueles que, por meio de tradições humanas, anulavam a Palavra de Deus: Porque Deus ordenou: Honra a teu pai e a tua mãe”; e: Quem maldisser a seu pai ou a sua mãe seja punido de morte”. Mas vós dizeis: Se alguém disser a seu pai ou a sua mãe: É oferta ao Senhor aquilo que poderias aproveitar de mim; esse jamais honrará a seu pai ou a sua mãe. E, assim, invalidastes a palavra de Deus, por causa da vossa tradição. Mateus 15:4-6.
Quando Jesus conversou com o jovem rico, Ele reafirmou a importância desse mandamento: Sabes os mandamentos: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não dirás falso testemunho, honra a teu pai e a tua mãe. Lucas 18:20. A honra aos pais é uma expressão prática da obediência a Deus e continua sendo um princípio essencial para aqueles que vivem sob a graça de Cristo.
Honrar o pai e a mãe significa tratá-los com respeito, reverência e cuidado, especialmente na velhice. Esse é o único mandamento acompanhado de uma promessa: para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR, teu Deus, te dá. Êxodo 20:12b.
Esse mandamento nos ensina que não somos autossuficientes nem independentes. Viemos ao mundo por meio de nossos pais, e Deus usa essa relação para nos ensinar o princípio da obediência. Se não honramos aqueles que vemos e com quem convivemos diariamente, como obedeceremos e honraremos a Deus?
A ordem de honrar pai e mãe reflete o desejo de Deus para que vivamos com respeito, obediência e reconhecimento da autoridade estabelecida por Ele.
O Senhor sabia que a estabilidade da sociedade começa no lar e, quando os filhos aprendem a obedecer aos pais, toda a estrutura familiar e social é fortalecida. Hoje, vemos muitas famílias desestruturadas, jovens e adolescentes totalmente sem rumo. Passam horas, nas redes sociais e jogos, trocando o dia pela noite, e os pais não exercem a devida autoridade. Esse caminho pode levar a vícios, rebeldia e a todo tipo de pecado e depravação. Tristemente, muitas situações como essas estão diretamente relacionadas à falta de testemunho da vida de Cristo dos pais dentro do lar.
Muitos diagnósticos precipitados ou falsos são confundidos com síndromes por falta de uma disciplina no lar. Sim, existem casos reais de enfermidades emocionais, várias síndromes que precisam ser tratadas corretamente e por profissionais competentes. Entretanto, a ausência de disciplina, respeito, autoridade e a própria negligência dos pais em viver o Evangelho no lar causam distúrbios nos filhos. Os pais que não ensinam seus filhos no caminho do Senhor contribuem para uma geração desorientada e vulnerável ao pecado.
Precisamos de sabedoria do alto, e Tiago nos lembra que podemos pedi-la a Deus, que dá liberalmente a todos (Tiago 1:5). A história de Israel nos ensina que a desobediência aos pais e, sobretudo, a Deus, trouxe consequências severas. O quinto mandamento é uma ordem de Deus que nos ensina princípios como:
1 – Honra: o verbo “honrar” implica mais do que apenas obedecer. Ele envolve respeito, consideração e uma atitude de gratidão pelos sacrifícios e esforços dos pais em criar e guiar os filhos. A honra aos pais é uma forma de demonstrar reverência a Deus, pois Ele é o autor dessa autoridade;
2 – Obediência: para os filhos, isso envolve uma obediência diligente aos pais, enquanto estiverem sob sua autoridade, e isso se estende até a fase adulta, quando a honra e respeito continuam, mesmo que as circunstâncias mudem;
3 – Prolongamento da vida: quando honramos nossos pais, experimentamos bênçãos em nossas vidas. O desrespeito e a rebeldia contra a autoridade, especialmente a de nossos pais, trazem consequências negativas, enquanto a honra resulta em bênçãos;
4 – Fundamento para outros relacionamentos: a base que este mandamento estabelece para a família, onde há respeito mútuo, também serve como modelo para outros relacionamentos sociais e eclesiásticos. O respeito à autoridade de Deus, por exemplo, é muitas vezes refletido em como tratamos aqueles que Ele colocou acima de nós, como nossos pais.
O quinto mandamento nos ensina a importância da família, do respeito à autoridade e da promessa de bênçãos para aqueles que vivem em obediência a Deus. No entanto, por nós mesmos, somos incapazes de cumprir essa ordem, assim como qualquer outro mandamento. Somente em Cristo, pela Sua obra na cruz, recebemos um novo coração e um novo espírito, capacitados pela graça para viver segundo a vontade de Deus.
A forma como honramos nossos pais reflete diretamente nossa disposição em honrar ao Senhor, que estabeleceu essa estrutura familiar para nosso bem. Mas o pecado corrompeu o coração humano e, sem Cristo, nossa tendência natural é a rebeldia. Vivemos em um mundo que, assim como nos tempos de Moisés, resiste à obediência a Deus. A sociedade moderna, frequentemente, distorce ou ignora o princípio de honrar pai e mãe, mas a verdadeira obediência só pode ser fruto da transformação que Cristo opera em nós. Somente unidos a Cristo podemos viver em obediência genuína, não por obrigação, mas por amor àquele que nos salvou.
Vamos examinar algumas relações com o cenário atual:
1. Desrespeito à autoridade familiar: o pecado corrompeu o coração humano, levando à rebeldia contra toda autoridade, incluindo a familiar. A desobediência aos pais e o desprezo por sua autoridade têm se tornado normais, especialmente nestes tempos em que se exalta a independência e o empoderamento. No entanto, Cristo, na cruz, nos atraiu a Si para nos libertar desse espírito de rebeldia e restaurar em nós um coração submisso à vontade de Deus. Quando nos rendemos a Cristo, reconhecemos que toda autoridade foi instituída por Deus e passamos a enxergar nossos pais sob essa perspectiva. Somente pela cruz podemos vencer o orgulho e a dureza do coração, aprendendo a viver em humildade e obediência, não apenas diante dos pais, mas, acima de tudo, diante do próprio Deus;
2. A crise das famílias: em todos os lugares e culturas, as famílias enfrentam crises, como separações, falta de respeito entre seus membros, gerando violência doméstica, negligência ou a falta de envolvimento dos pais na criação dos filhos. Isso cria um ambiente onde o respeito e a honra aos pais tornam-se difíceis de praticar, especialmente para crianças que não crescem em lares estáveis. No entanto, quando a família tem um encontro real com Cristo, esse cenário muda. A autoridade, o amor e o temor a Deus passam a nortear esse lar;
3. Consumo e egoísmo: o mundo moderno promove uma mentalidade consumista e egocêntrica, na qual a busca por satisfação pessoal pode levar muitos a negligenciar os outros, inclusive os próprios pais. O mandamento de honrar os pais é uma lembrança de que a verdadeira honra é expressa pelo cuidado, gratidão e consideração por aqueles que nos deram a vida e, com amor cuidaram e cuidam de nós;
4. Mudança nos papéis familiares: a sociedade está passando por uma “reconfiguração” dos papéis familiares. Os novos modelos de família têm trazido uma esquizofrenia para o lar, e isso refletirá em uma sociedade cada vez mais caótica e distante de Deus. O quinto mandamento não se limita a um modelo cultural específico, mas aponta para o princípio eterno da honra e respeito, que transcende mudanças sociais e nos une a Cristo;
5. Tecnologia e desconexão: a tecnologia tem causado um distanciamento entre as gerações, especialmente entre pais e filhos. Com a ascensão das redes sociais, muitos jovens preferem interagir com amigos online a relacionarem com seus pais em casa, criando uma desconexão emocional. O mandamento de honrar pai e mãe nos desafia a buscar uma comunicação verdadeira e próxima. Uma maneira de combatermos essa distorção é o culto familiar (momento para ler, meditar e orar em família);
6. Promessa de bênçãos: com o caos moderno, a ansiedade e a insegurança dominam muitos lares, o princípio de que honrar os pais traz bênçãos e prolongamento de dias, ainda são válidos. Jesus nunca prometeu uma vida cristã sem dificuldades, mas Ele nos prometeu paz e nos animou a sermos perseverantes na obediência a Deus.
Portanto, embora a aplicação do quinto mandamento possa ser desafiadora no mundo de hoje, só em Cristo encontramos a graça e a força para fazê-lo de forma verdadeira. Ele, que foi perfeitamente obediente ao Pai e se entregou por nós na cruz, capacita-nos para honrar nossos pais, não apenas como um dever, mas como uma expressão do amor transformador do Evangelho.
Em meio ao individualismo, ao desrespeito à autoridade e à crise das famílias, somente por nossa união com Cristo, podemos viver esse mandamento como um testemunho vivo de obediência, fé e amor em um mundo que tanto carece da luz de Deus. O conselho é: Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR, teu Deus, te dá.
Marcos Peixoto – 06/04/2025
Eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não o fiz com ostentação de linguagem ou de sabedoria. Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado. E foi em fraqueza, temor e grande tremor que eu estive entre vós. A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana, e sim no poder de Deus.
Essa carta aos santos em Corinto foi escrita por volta do ano 55 d.C. Paulo havia fundado essa igreja em sua segunda viagem missionária, cerca de 5 anos antes. Corinto era uma cidade grega muito importante, rica e extremamente corrompida moralmente. Era um centro comercial estratégico, com dois portos, e abrigava diversos cultos pagãos — o mais famoso acontecia no templo da deusa Afrodite, onde mil prostitutas cultuais serviam. Por isso, a cidade era associada à devassidão.
A igreja de Corinto era composta por gentios e judeus convertidos, muitos de origem humilde, mas também havia alguns mais abastados. Era uma igreja com muitos dons espirituais, mas cheia de problemas graves, como: divisões internas e facções (1.10-17); imoralidade sexual, inclusive incesto (5:1); litígios entre irmãos levados ao tribunal secular (6.1-8); abusos nos cultos e nos dons espirituais (capítulos 11 a 14). Havia, ainda, dúvidas sobre o casamento, alimentos sacrificados a ídolos e a ressurreição dos mortos.
Essa carta é muito atual, pois vivemos em um mundo corrompido. Dentro das igrejas do século XXI ainda existem muitos erros doutrinários, luta por poder, divisões, falsos mestres e tantos outros problemas.
Nela, Paulo mostra que a verdadeira sabedoria está na cruz de Cristo — e não na sabedoria do mundo. Ela foi escrita com esta intenção: corrigir e ensinar sobre a verdadeira sabedoria cristã. Dessa forma, Paulo não usou retórica humana nem sofisticação intelectual para se comunicar, mas depositou toda confiança no poder do Espírito Santo.
O foco da pregação de Paulo não era em conhecimento humano ou em falar o que as pessoas gostariam de ouvir, muito menos em acusar ou proteger pessoas ou seus atos. Paulo vai direto ao ponto, a essência do Evangelho é Cristo crucificado.
Eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não o fiz com ostentação de linguagem ou de sabedoria (v.1). Paulo evita usar uma linguagem rebuscada ou filosófica que impressione o homem natural. Ele era um homem culto, aprendeu aos pés de Gamaliel, um dos homens mais sábio entre os judeus e foi um discípulo exemplar, pois sua vida era irrepreensível do ponto de vista humano. (Abra a sua bíblia em Filipenses 3.4-8).
O foco da pregação não está em argumentos humanos que geram orgulho ou confusão, mas no poder de Deus e na revelação do Espírito Santo. Quem o homem é, para onde ele vai em seu estado de pecado e qual a solução para que ele seja levado ao verdadeiro arrependimento. Nenhum pregador, por mais eloquente ou sábio que seja, pode gerar essa nova vida, tampouco é possível conquistá-la por méritos. Somente a graça e a misericórdia de Deus é que podem alcançar o homem perdido.
Podemos extrair a primeira lição: não é nossa eloquência, conhecimento, status social, argumentação que vão levar as pessoas a mudarem de vida, mas a pregação do Evangelho, que é a morte e a ressurreição de Cristo. Mais exatamente, que o nosso velho homem foi crucificado com Cristo, está morto, sepultado e, na ressurreição, ganhamos a nova vida, uma vida que está sendo santificada dia a dia, que chamamos de salvação da alma.
Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado (v.2). A pregação central de Paulo é a pessoa e obra de Jesus Cristo, especialmente a cruz, pois foi ali que o velho homem morreu, foi sepultado e, na ressurreição, ganhou uma nova vida. (Rm 6.6).
A cruz que, para o mundo, é loucura 1 Cor 1.18, é o centro da mensagem que salva. Muitos rejeitam essa mensagem, inclusive dentro das igrejas, mas, independentemente, da rejeição do homem, ela é o motivo pelo qual somos unidos a Cristo: i) na cruz, houve a nossa justificação; ii) na cruz, o nosso pecado foi pago, e o inimigo foi derrotado, ele não tem mais poder sobre a morte, foi destronado; iii) na cruz, o velho homem foi morto e a inimizade contra Deus foi desfeita.
Paulo rejeita qualquer conhecimento ou sabedoria que desvie desse foco. E nós, também, não podemos ser iludidos, enganados com pregações humanistas, que prometem prosperidade, cura, vida boa… Não existe nada de bom para o homem fora de Cristo.
E foi em fraqueza, temor e grande tremor que eu estive entre vós (v.3). Paulo não prega com confiança na sua própria força, mas reconhece sua fragilidade humana. Isso revela, para cada um de nós, humildade e dependência total de Cristo, seja no ministério ou em qualquer atividade em nosso dia a dia.
O “temor e tremor” a que Paulo se refere falam da reverência diante da responsabilidade de transmitir a verdade de Deus, seja no púlpito ou para as pessoas que convivem conosco, e isso começa no nosso lar, com os vizinhos, no trabalho, no trânsito, na igreja, em todo lugar, em todo tempo. Lembre-se: Mas àquele a quem muito foi dado, muito lhe será exigido; e àquele a quem muito se confia, muito mais lhe pedirão. Lucas 12:48b
A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder (v.4).
Paulo destaca que o que sustenta sua pregação é a ação do Espírito Santo e não a eloquência humana. A verdadeira eficácia do Evangelho está no poder sobrenatural de Deus para convencer e transformar vidas. A linguagem pode ser simples, mas é revestida de poder divino. Não é o seu ou meu conhecimento das Escrituras. Não é a nossa atitude, postura de voz, português correto (claro, tudo isso é bom), mas é o que Cristo fez primeiramente em nossa vida (na minha vida). Quando falamos por experiência própria há empatia, seja no púlpito ou individualmente, mas o convencimento é somente obra do Espírito Santo de Deus.
Para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana, e sim no poder de Deus. Paulo quer que a fé dos corintos seja firme e segura, não baseada em argumentos ou conhecimento humano, que são instáveis e transitórios. A fé verdadeira repousa no poder de Deus que age no coração e na vida dos filhos. Se pensamos que podemos apoiar a fé em coisas deste mundo, estamos totalmente enganados. Primeiramente, não temos fé, a um dom de Deus, e o autor é Jesus Cristo. Além disso, nada, neste mundo, pode levar o homem a Deus. Jesus Cristo é o único mediador entre Deus e os homens (I Tm 2.5).
Mas como podemos colocar em prática tais ensinamentos? Como isso pode ser real em nosso dia a dia? Quero enumerar alguns pontos, mas saiba que não são regras, não são normas, entretanto nos ajudam a permanecer na Verdade. Gosto muito das palavras do salmista quando diz: Firma os meus passos na tua palavra, e não me domine iniquidade alguma. Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e, luz para os meus caminhos. Salmos 119.105 e 133.
1. A Mensagem: seja individualmente, em pequenos grupos ou mesmo no púlpito, é preciso ter, como centro, Jesus Cristo crucificado. Creio que a visão da nossa comunidade reflete esse cuidado: conhecer pessoalmente a Cristo crucificado, sepultado e ressurreto, e torná-lo conhecido em todo lugar, por meio da amorosa graça do Pai;
2. Humildade ao anunciar o Evangelho: não podemos confiar em nossa capacidade humana, mas reconhecer nossa fraqueza e depender do Espírito Santo. Ao anunciar o Evangelho, a glória sempre será de Cristo. Somos apenas servos. Lembre-se: Jesus, o criador de todas as coisas, lavou os pés dos discípulos;
3. Confiança e dependência: o Espírito Santo tem a suprema missão: Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo: do pecado, porque não creem em mim; da justiça, porque vou para o Pai, e não me vereis mais; do juízo, porque o príncipe deste mundo já está julgado. João 16:8-11. Essa missão é dEle;
4. Uma Fé Sólida: a fé verdadeira não é uma questão de filosofia ou inteligência, mas de esperança e confiança em nossa união com Cristo. Ele é o autor da fé. Não temos fé em nós mesmos. Não temos estoque dela para emprestar a outros. Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus. Efésios 2.8. Peça a Deus a fé para crer e proclamar;
5. E um alerta: a missão de anunciar o Evangelho foi dada a todos os que são filhos de Deus. O Evangelho é simples, a mensagem é objetiva. A Palavra de Deus não volta vazia. O poder transformador não está em quem fala, mas na Palavra de Deus. Sim, é muito bom ter uma linguagem correta, sem vícios, sem buscar impressionar pessoas. Todos que nasceram do alto podem anunciar o Evangelho, mesmo com suas fraquezas e limitações.
Cabe aqui ainda uma última consideração: quem ouve também precisa ter cuidado. As palavras sábias, as falas mansas, as mensagens eloquentes, e muitos outros enganos estão encobrindo um falso evangelho e falsos mestres. Ouça com cuidado e atenção qualquer que seja a pregação. Fuja do humanismo, no qual o homem é o centro, e Cristo está de fora.
O Evangelho não depende da oratória, muito menos de técnicas ou sabedoria humana, mas da revelação da obra que Cristo realizou na cruz. Ele morreu e nos levou a morrer com Ele. Foi sepultado, e o velho homem com Ele. Mas Jesus Cristo ressuscitou e nos deu uma Nova Vida. Assim, como Paulo, necessitamos depender totalmente de Deus, para que nossa fé esteja firmada unicamente na pessoa de Jesus Cristo. Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado.
Marcos Peixoto – 24/08/2025
Quando você vai a determinados restaurantes ou lanchonetes, no cardápio às vezes há “combos promocionais”, como: suco, lanche e batata. Isso é comum — é uma forma de incentivar o cliente a consumir mais.
Da mesma forma aconteceu com o pecado.
A proposta de Satanás foi:
Porque Deus sabe que, no dia em que dele comerdes, se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal. Gênesis 3.5
A proposta parecia excelente: ser como Deus, conhecer o bem e o mal.
Eva, e posteriormente Adão, não sabiam o que era o bem ou o mal. Eles eram neutros em relação a essas questões.
Mas Satanás, astuto — aquele que veio para matar, roubar e destruir — não disse que o homem receberia um “combo de maldade” e sofreria uma morte eterna por causa do pecado da desobediência.
Quero chamar a sua atenção, nesta tarde, para a ansiedade — um mal que afeta a humanidade desde então.
A ansiedade não escolhe classe social, raça ou idade. Ela alcança até mesmo o cristão. Por isso Jesus tratou desse assunto, e por isso Paulo também tratou.
Charles Spurgeon disse: “A ansiedade não tira a aflição do amanhã, apenas a energia de hoje.”
Então, quero conversar com você sobre como podemos combater a ansiedade pela Palavra de Deus.
1 – ESTAR EM CRISTO – (essencial para combater a ansiedade)
Porque, se fomos unidos com ele na semelhança da sua morte, certamente, o seremos também na semelhança da sua ressurreição, sabendo isto: que foi crucificado com ele o nosso velho homem, para que o corpo do pecado seja destruído, e não sirvamos o pecado como escravos. Romanos 6.5-6
“Mas você disse que até o cristão terá aflições!”
Sim — e é por isso que estamos falando agora de como combater a ansiedade, que pode vir por meio das aflições da vida.
Por estar em Cristo, você tem confiança, certeza, descanso e esperança de que Jesus não te deixará, não te abandonará. Temos um trono da graça ao qual recorrer. Deus é socorro bem presente na angústia.
Assim também vós considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus. Romanos 6.11
2 – FÉ NA SOBERANIA DE DEUS – (para combater a ansiedade)
Salmos 103.19
Nos céus, estabeleceu o SENHOR o seu trono, e o seu reino domina sobre tudo.
Soberania significa autoridade, poder de governar. Deus é soberano — tudo está debaixo do seu governo.
Satanás precisou da permissão de Deus para agir na vida de Jó.
Jesus disse a Pedro:
Lucas 22.31-32
Simão, Simão, eis que Satanás vos reclamou para vos peneirar como trigo!
Eu, porém, roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; tu, pois, quando te converteres, fortalece os teus irmãos.
Temos um Deus soberano.
Jesus tem o Nome sobre todo nome.
Não pedimos a ídolos ou imagens. O profeta Jeremias diz:
Jeremias 10.5-10
Os ídolos são como um espantalho em pepinal; não podem falar; necessitam de quem os leve, porquanto não podem andar. Não os temais, porque não podem fazer mal, e não está neles o fazer o bem. Ninguém há semelhante a ti, ó SENHOR; tu és grande, e grande é o poder do teu nome. Quem não te temeria, ó Rei das nações? Porque isso te compete; porquanto entre todos os sábios das nações e em todos os seus reinos ninguém há semelhante a ti. Mas eles todos se embruteceram e se tornaram loucos; ensino de ídolos é madeira.
Trazem prata batida de Társis e ouro de Ufaz, obra do artífice e das mãos do ourives; as suas vestes são de estofo azul e púrpura; obra de homens peritos são todos eles. Mas o SENHOR é verdadeiramente Deus; ele é o Deus vivo e o Rei eterno; do seu furor treme a terra, e as nações não podem suportar a sua indignação.
3 – CONTENTAMENTO – (uma arma para combater a ansiedade)
Hebreus 13.5-6
Seja a vossa vida sem avareza. Contentai-vos com as coisas que tendes; porque ele tem dito: De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei. Assim, afirmemos confiantemente: O Senhor é o meu auxílio, não temerei; que me poderá fazer o homem?
1 Timóteo 6.6-8
De fato, grande fonte de lucro é a piedade com o contentamento.
Porque nada temos trazido para o mundo, nem coisa alguma podemos levar dele.
Tendo o que comer e vestir, estejamos contentes.
Paulo, em Filipenses, fala das coisas que roubam a nossa alegria e o nosso contentamento:
circunstâncias, coisas, pessoas e a ansiedade (preocupações).
E Jesus, no Sermão do Monte, ensinou:
Mateus 6.25-34
Por isso, vos digo: não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo, mais do que as vestes? Observai as aves do céu: não semeiam, não colhem, nem ajuntam em celeiros; contudo, vosso Pai celeste as sustenta. Porventura, não valeis vós muito mais do que as aves? Qual de vós, por ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado ao curso da sua vida?
E por que andais ansiosos quanto ao vestuário? Considerai como crescem os lírios do campo: eles não trabalham, nem fiam. Eu, contudo, vos afirmo que nem Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles. Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós outros, homens de pequena fé? Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? Ou: Com que nos vestiremos? Porque os gentios é que procuram todas estas coisas; pois vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas; buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal.
Uma boa definição de ansiedade é esta: é como estar em uma cadeira de balanço ou em uma rede — você está em movimento, mas não sai do lugar. A ansiedade faz isso conosco.
Ontem mesmo fiquei assim à tarde: havia o estudo no pequeno grupo, e hoje este também…
Clamei por misericórdia, pelo socorro bem presente — e então veio o alívio.
4 – ESPERANÇA NAS PROMESSAS – (mais uma arma para combater a ansiedade)
(Existe uma estimativa de que a Bíblia contém mais de 7.000 promessas — será que há alguma para você, que está ansioso?)
Romanos 8.17
Ora, se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e coerdeiros com Cristo; se com ele sofremos, também com ele seremos glorificados.
1 João 5.13-14
Estas coisas vos escrevi, a fim de saberdes que tendes a vida eterna, a vós outros que credes em o nome do Filho de Deus. E esta é a confiança que temos para com ele: que, se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve.
Hebreus 7.25
Por isso, também pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles.
5 – FOCO NA REALIDADE ESPIRITUAL – (para combater a ansiedade)
Filipenses 4.4-7
Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos. Seja a vossa moderação conhecida de todos os homens. Perto está o Senhor. Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus.
Colossenses 3.1-4
Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus. Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra; porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus. Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então, vós também sereis manifestados com ele, em glória.
Romanos 12.2
E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.
Mateus 6.19-21
Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam; porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração.
Então, irmãos, esta palavra teve o objetivo de ajudar você e a mim em nossa caminhada cristã.
Cristo está sendo formado em nós. Estamos no processo chamado santificação.
Teremos aflições, teremos momentos de ansiedade — mas a Palavra nos ensina a não andarmos dominados por ela.
Não podemos impedir que um pássaro voe sobre nossas cabeças, mas podemos impedir que ele faça um ninho.
Por isso, na santificação, há também a nossa participação:
Ler a Palavra, meditar, orar, participar das reuniões da igreja, dos cultos, estar em comunhão com os irmãos — tudo isso nos ajuda a não andarmos ansiosos por coisa alguma.
Que o Senhor continue derramando suas bênçãos sobre a vida de cada um de nós.
Que Cristo cresça, e que eu diminua a cada dia.
Amém!
Marcos Peixoto – 19/10/2024