NADA ME FALTARÁ
O SENHOR é o meu pastor; nada me faltará. Salmos 23.1
Muitas pessoas, inclusive cristãos, acreditam que esse texto fala, simples e exclusivamente, de coisas materiais, como bênçãos, prosperidade, saúde, vitórias, porém o salmista conhecia pessoalmente O SENHOR e, então, afirma: nada me faltará.
Davi era um homem experiente. Até chegar a ser rei e, mesmo durante seus 40 anos de reinado, passou por inúmeras provações, perseguições, traições, decepções e derrotas. Foi perseguido por Saul e depois por seu próprio filho Absalão. Ainda assim, ele guardou essa confissão em seu coração com alegria e certeza. Se pararmos por alguns instantes e meditarmos na profundidade dessa afirmação, podemos imaginar Davi dizendo em alto e bom som: O SENHOR é o meu pastor, nada me faltará.
Que alegria, que confiança, que certeza, que intimidade Davi tinha com o SENHOR para fazer essa confissão. SENHOR com letra maiúscula, está falando de Javé, aquele que existe que não tem princípio nem fim, o criador de todas as coisas, O Nome impronunciável. Ele é o Alfa e o Ômega, está no princípio, no meio e no final da bíblia. Esse SENHOR é o próprio Jesus Cristo. Se estivermos unidos a Ele, temos pleno contentamento, satisfação e assim poderemos dizer como Davi: O SENHOR é o meu pastor, de nada terei falta (NVI).
Davi, como pastor de ovelhas dedicado e cuidadoso, sabia que Deus é zeloso para com seus filhos, seu rebanho. Porque desde a antiguidade não se ouviu, nem com ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu Deus além de ti, que trabalha para aquele que nele espera. Isaías 64.4.
Assim como as ovelhas de Davi estavam plenamente satisfeitas com seu dono, Davi também reconhecia que, por ser um filho de Deus, poderia alegrar-se, confiar, entregar-se, descansar e agradecer (Salmos 37). Por isso, ele declara: O SENHOR é o meu pastor, e nada me faltará.
Mesmo diante das inúmeras privações, Davi não retrata nesse texto, falta de bens materiais, carência emocional ou qualquer outro sentimento com base em valores deste mundo. O salmista fala de algo superior. Mesmo enfrentando escassez, traições e perseguições de pessoas que amava, ele tinha plena convicção de que não lhe faltava nada, pois possuía um tesouro: a certeza de que era amado pelo SENHOR.
Mas cuidado! Achar que a frase “nada me faltará” funciona como um mantra que elimina dificuldades é um erro. No dia a dia, enfrentamos momentos de seca espiritual, sentimo-nos vazios e, às vezes, até achamos que Deus está distante. Passamos por dores, doenças e cansaços, e Davi expressa sua dor no Salmo 6: “Até quando?” e “Estou cansado de gemer”. Mesmo em meio ao “caos”, Davi sabia (e os filhos sabem), que o Seu Pastor é socorro bem presente nas tribulações Salmo 46.1b.
Paulo, também, nos ensina que a vida cristã envolve altos e baixos, pois ele mesmo aprendeu na prática: Tanto sei estar humilhado como também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez; tudo posso naquele que me fortalece. Filipenses 4.12-13.
Isso nos ensina que, mesmo nas dificuldades, podemos confiar que Deus nos dá força para seguir em frente e que Ele é o nosso sustento, por isso nada me faltará. Da mesma forma, é importante para nós, cristãos, mantermos uma visão equilibrada da vida cristã. O próprio Jesus afirmou que: No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo. João 16.33b.
Falsos mestres e suas teologias malignas ensinam que, se alguém frequentar a “sua igreja”, obedecer à “sua doutrina” e “entregar tudo que tem”, será abençoado, eles prometem riquezas, curas, libertação e ausência de problemas, mas essas afirmações são mentirosas e diabólicas. Jesus adverte severamente esses mestres: Vós sois do diabo, que é vosso pai, e quereis satisfazer-lhe os desejos. Ele foi homicida desde o princípio e jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira. João 8.44.
Também existem aqueles que se bastam, acreditando não precisar de Deus por possuírem bens materiais. Esquecem-se do principal: as riquezas espirituais, que estão contidas somente na pessoa de Cristo, em quem todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento estão ocultos. Colossenses 2.3. Jesus adverte-os: Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? Lucas 12.20.
Há ainda os que se consideram ricos espiritualmente, mas colocam o Evangelho à margem de suas vidas, ouvindo e fazendo pregações humanistas. Também são advertidos: Assim, porque és morno e nem és quente nem frio, estou a ponto de vomitar-te da minha boca; pois dizes: Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma, e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu. Apocalipse 3.16-17.
Por esses motivos, necessitamos de uma análise do alto em nossas vidas. Encontramos, nas Escrituras, exemplos de homens santos que amavam a Deus e eram amados por Ele,
mas sofreram provações. Eles nos inspiram a olhar firmemente para Jesus, confiar, entregar, descansar e agradecer, mesmo em meio a tribulações: Em tudo, dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco. 1 Tessalonicenses 5.18. Quando agimos assim, demonstramos para nós mesmos e para os que nos cercam que: O SENHOR é o meu pastor; nada me faltará.
A grande diferença está em pertencer ao pastor certo, pois existe o Bom Pastor e o mercenário. Por isso mesmo, Jesus afirmou: Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem a mim, João 10.14. Aqueles que pertencem ao Bom Pastor sabem que são cuidados. Em oposição, estão aqueles que pertencem ao mercenário.
Esse impostor deixa faltar o básico para seu rebanho. Eles não têm pastagem verde, mas uma relva seca. Seus abrigos são vulneráveis ao ataque de predadores. Sua água é suja, contaminada e cheia de parasitas. Suas ovelhas têm carência em todas as áreas, semelhantemente estão aqueles que não estão unidos a Cristo, não pertencem ao Bom Pastor e, por consequência, estão mortos espiritualmente.
O fim dessas ovelhas, desses homens, é a doença, a fraqueza e um quadro de tristeza e sofrimento, pois não possuem esperança e não têm condição alguma de saírem de tal situação. Mas, as ovelhas do Bom Pastor não têm essa preocupação, pois confiam no que Jesus disse: Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas. João 10.11. Jesus disse essas palavras há um “rebanho perdido”, mas eles não ouviram sua voz e continuaram a seguir o impostor. As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. João 10.27.
A satisfação e o contentamento são marcas do verdadeiro cristão. Entretanto, muitos têm andado cabisbaixos e tristes, com tantas aflições. Não devemos nos esquecer das palavras de Jesus: E eis que estou convosco todos os dias até a consumação do século. Mateus 28:20b. Ler, meditar na Palavra, ter uma vida de oração e comunhão com os santos ajudam nesses momentos de angústia. Somos membros do mesmo corpo (rebanho), temos uma identidade em Cristo: somos filhos de Deus comprados pelo sangue precioso de Jesus, portanto somos amados do Pai.
Nessa caminhada cristã, estamos sendo moldados ao caráter de Cristo, não podemos tirar nossos olhos do Senhor e confiar nas coisas materiais: status, poder, amizades, ou proximidade e reconhecimento de pessoas importantes. Isso nos leva à inquietude, à insatisfação, à insegurança e a ambição. Irmãos, não esqueçam o que realmente importa: algo simples, mas com uma profundidade e riqueza imensuráveis, e que traz grande contentamento: O SENHOR é o meu pastor; nada me faltará.
Assim como Davi dedicava tempo, atenção, carinho e estava interessado no bem-estar do seu rebanho para estivessem sempre fortes e saudáveis, ele sabia que o Senhor não pouparia “esforços” em favor dos seus. Se fosse preciso, Ele daria sua vida por elas. E esse entendimento de Davi foi confirmado por Cristo: Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão. João 10.28.
Foi justamente isso que Cristo fez na cruz em nosso favor. Éramos ovelhas perdidas, carentes, doentes e fracas. O mercenário, o mau pastor, não cuida do seu rebanho, não tem qualquer amor pelas ovelhas, permitindo que elas sejam devastadas por todo tipo de pestes e predadores. Mas o Bom Pastor, Jesus Cristo, vem ao encontro de todas aquelas ovelhas que o Pai lhe deu. Ele não poupou sua própria vida para resgatá-las das mãos do impostor, a ponto de se entregar por elas, sofrer o dano, a dor, a humilhação e receber sobre si toda a maldição que estava colocada sobre o pobre rebanho.
Foi nessas condições que Cristo, O Bom Pastor, se entregou para pagar o preço do resgate por suas ovelhas. E foi um alto preço: seu sangue puro e sem pecado foi derramado em favor de muitos. Ninguém a tira de mim; pelo contrário, eu espontaneamente a dou. Tenho autoridade para a entregar e também para reavê-la. Este mandato recebi de meu Pai. João 10.18.
Cristo Jesus foi à cruz voluntariamente. Sua morte não foi solitária. Ele nos atraiu em sua morte e, assim como Ele foi ressuscitado pelo Pai, também nos deu a Sua própria vida. Ora, o Deus da paz, que tornou a trazer dentre os mortos a Jesus, nosso Senhor, o grande Pastor das ovelhas, pelo sangue da eterna aliança, Hebreus 13.20.
Essa tão grande salvação é um milagre, e cada um de nós necessita desse milagre, o Novo Nascimento, que só pode vir do alto. Não posso julgar sua vida simplesmente por um olhar externo, mas alertá-lo sobre a necessidade de estar unido a Cristo. O que digo a você é: clame ao Senhor. Peça revelação dessa maravilhosa obra realizada na cruz. Peça revelação de quem você é, em quem você está e onde você passará a eternidade.
Aqueles que estão em Cristo terão, sim, aflições e dores nesta vida. Sofrerão traições e perdas e serão perseguidos por causa de Cristo. Mas eles possuem uma certeza, uma esperança inabalável e podem confessar em alto e bom som: O SENHOR é o meu pastor; de nada terei falta.
Marcos Peixoto – (02/03/2025)
JESUS ESTÁ VOLTANDO E AGORA?
Graça e paz, meus irmãos.
É uma alegria muito grande estar com vocês nesta noite.
Quero meditar com vocês sobre um tema que desperta esperança, mas também responsabilidade:
Vamos ler inicialmente Mateus 24.29-31.
Logo em seguida à tribulação daqueles dias, o sol escurecerá, a lua não dará a sua claridade, as estrelas cairão do firmamento, e os poderes dos céus serão abalados. Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem; todos os povos da terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória. E ele enviará os seus anjos, com grande clangor de trombeta, os quais reunirão os seus escolhidos, dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus.
(Mateus 24.29-31 – ARA)
Oração
O tema da volta de Cristo é um assunto relacionado à escatologia, ou seja, ao estudo das últimas coisas.
Aprendi que, quando estudamos escatologia, devemos ter humildade, porque existem pontos em que cristãos fiéis possuem interpretações diferentes.
Podemos dizer que alguns temas são escritos “a lápis”, porque precisamos reconhecer os limites da nossa compreensão diante da grandeza da revelação de Deus.
Como disse o Dr. Russell Shedd:
“A escatologia não tem o objetivo de responder às minhas curiosidades, mas de despertar a minha responsabilidade.”
Por isso, nesta noite não entrarei em discussões sobre pré, meso ou pós-tribulação.
Também não entrarei em detalhes sobre as diferentes interpretações a respeito do milênio.
Creio na revelação progressiva das Escrituras e que o Espírito Santo nos conduz ao entendimento daquilo que Deus revelou.
Gosto muito do texto de Filipenses 3.16:
“Todavia, andemos de acordo com o que já alcançamos.”
Portanto, quero que você pense em três perguntas nesta noite:
1 – Você realmente crê que Jesus vai voltar?
2 – Quando Ele voltar, como encontrará você e eu?
3 – Até a sua volta, o que devemos fazer?
Essas três perguntas estão diretamente ligadas ao tema que preparei:
JESUS ESTÁ VOLTANDO E AGORA?
A promessa da volta de Cristo
O próprio Jesus falou sobre sua volta, conhecida no grego como parousia, que significa presença, chegada ou vinda.
Encontramos esse ensino nos três Evangelhos:
• Mateus 24;
• Marcos 13;
• Lucas 21.
Na ocasião, Jesus estava ensinando no Monte das Oliveiras.
Vamos tomar como base o Evangelho de Mateus, capítulo 24.
Mateus 24.1-2:
Tendo Jesus saído do templo, ia-se retirando, quando se aproximaram dele os seus discípulos para lhe mostrar as construções do templo. Ele, porém, lhes disse: Não vedes tudo isto? Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derribada.
Ao ouvir essas palavras, os discípulos fizeram duas perguntas:
1 – Quando acontecerão essas coisas?
2 – Qual será o sinal da tua vinda e da consumação do século?
Jesus, como Mestre perfeito, responde essas perguntas apresentando quatro verdades importantes:
1 – Jesus apresenta uma descrição dos acontecimentos que antecederão sua volta.
2 – Jesus exorta seus discípulos e também a nós a vigiar, aguardar e perseverar.
3 – Jesus faz uma advertência sobre o juízo que virá sobre a terra e seus habitantes.
4 – Jesus fortalece seus discípulos com a promessa da recompensa por ocasião da sua volta.
O início do ensino de Jesus
O ensino de Jesus começa a partir da declaração sobre:
1 – A destruição do templo
Essa profecia teve um cumprimento histórico quando Jerusalém foi destruída no ano 70 d.C. pelo general romano Tito.
A destruição do templo marcou um momento importante na história e, dentro da interpretação escatológica, muitos entendem esse acontecimento como parte do início do período chamado por Jesus de “princípio das dores”.
Muitos outros acontecimentos vieram depois disso, e ainda vivemos nesse período aguardando o cumprimento pleno das palavras de Cristo.
Por isso, precisamos prestar muita atenção à descrição que Jesus faz sobre os acontecimentos futuros.
A pergunta dos discípulos
Eles queriam saber:
• Quando ocorrerão essas coisas?
• Quais serão os sinais desses acontecimentos?
1 – Jesus faz uma descrição dos acontecimentos
Mateus 24.4-8:
Jesus começa alertando sobre:
Falsos Cristos
Ao longo da história muitos apareceram tentando ocupar o lugar que pertence somente a Cristo.
Guerras e rumores de guerras
Nação contra nação e reino contra reino
Fomes e terremotos em vários lugares
Jesus, porém, deixa claro:
“Vede que não vos assusteis, porque é necessário assim acontecer, mas ainda não é o fim.”
(Mateus 24.6)
Não devemos ser dominados pelo medo diante desses acontecimentos, porque tudo está debaixo da soberania de Deus.
Tudo acontece dentro do kairós de Deus, o tempo determinado pelo Senhor.
Um ponto importante
Algumas pessoas dizem:
“Mas guerras sempre existiram. Desde a antiguidade existem conflitos.”
E isso é verdade.
A história humana sempre foi marcada por guerras, disputas e conflitos.
Mas precisamos observar aquilo que Jesus ensinou: não apenas a existência desses acontecimentos, mas também sua intensidade, frequência e o cenário mundial que eles produzem.
Vamos continuar. Nesta parte vamos trabalhar os sinais apresentados por Jesus em Mateus 24 e a aplicação pastoral para os jovens. Mantive seu tom de alerta, mas ajustando para que o foco principal permaneça no ensino de Cristo: não apenas observar os acontecimentos, mas viver preparado diante de Deus.
Os sinais que antecedem a volta de Cristo
Jesus continua sua resposta aos discípulos mostrando que esses acontecimentos fariam parte de um período de preparação para aquilo que viria.
Precisamos entender que Jesus não apresentou esses sinais para satisfazer nossa curiosidade sobre datas ou momentos específicos, mas para despertar em nós vigilância, perseverança e fidelidade.
Como Ele mesmo disse:
“Vede que não vos assusteis, porque é necessário assim acontecer; mas ainda não é o fim.”
(Mateus 24.6)
Os acontecimentos do mundo não estão fora do controle de Deus.
Mesmo em meio às guerras, crises, sofrimentos e instabilidades, Deus continua governando a história.
Guerras e conflitos entre as nações
Jesus disse:
“Porquanto se levantará nação contra nação, reino contra reino…”
(Mateus 24.7)
Ao longo da história, sempre existiram guerras e conflitos.
O Antigo Testamento está repleto de relatos de guerras entre povos e nações.
Também sabemos que, no século XX, o mundo enfrentou duas grandes guerras mundiais, além de diversos outros conflitos:
• Guerra do Vietnã;
• Guerra da Coreia;
• Guerra Fria;
• conflitos no Oriente Médio;
• guerras civis em diferentes países;
• conflitos na África e na Ásia.
E ainda hoje vemos guerras e ameaças entre nações.
O conflito entre Rússia e Ucrânia, por exemplo, trouxe novamente ao mundo o temor de uma instabilidade global maior, envolvendo questões econômicas, energéticas e políticas.
Também observamos tensões entre grandes potências mundiais e conflitos em diferentes regiões.
Mas precisamos lembrar:
Jesus não disse que cada guerra seria automaticamente o sinal do fim.
Ele disse que essas coisas seriam o princípio das dores.
Ou seja, esses acontecimentos apontam para uma realidade maior: a humanidade caminha para o cumprimento dos propósitos de Deus.
Fome e sofrimento no mundo
Jesus também afirmou:
“…e haverá fomes…”
(Mateus 24.7)
A fome sempre esteve presente na história humana.
Milhões de pessoas ainda sofrem com pobreza extrema, falta de recursos básicos e crises alimentares.
Além do sofrimento humano, crises em uma determinada região podem afetar pessoas em outras partes do mundo.
Um problema econômico, uma guerra ou uma instabilidade política em uma nação pode produzir consequências globais.
Mas Jesus novamente nos lembra:
Isso ainda é o princípio das dores.
Terremotos em vários lugares
Jesus também disse:
“…e terremotos em vários lugares.”
(Mateus 24.7)
Todos os anos milhares de tremores acontecem em diferentes regiões do planeta. Muitos deles são pequenos e nem são percebidos pelas pessoas.
Outros, porém, causam grandes destruições.
Nos últimos anos vimos terremotos de grande impacto, como o ocorrido na Turquia e Síria, além de outros terremotos históricos registrados em diferentes partes do mundo.
Alguns podem dizer:
“Mas terremotos sempre aconteceram. Hoje apenas temos mais tecnologia para medir.”
E existe verdade nisso. A tecnologia realmente nos permite identificar eventos que antes não eram registrados.
Porém, a questão principal não é apenas observar um terremoto isolado, mas perceber que Jesus nos chamou a estar atentos aos sinais e a permanecer preparados.
O problema não é a informação que recebemos.
O problema é quando o coração humano vê todos esses acontecimentos e continua indiferente à voz de Deus.
Como Pedro escreveu:
“Nos últimos dias, virão escarnecedores com os seus escárnios, andando segundo as próprias paixões e dizendo: Onde está a promessa da sua vinda?”
(2 Pedro 3.3-4)
Perseguição, apostasia e esfriamento do amor
Jesus continua dizendo:
“Então, sereis atribulados, e vos matarão. Sereis odiados de todas as nações, por causa do meu nome.”
(Mateus 24.9)
E também:
“Levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos.”
(Mateus 24.11-12)
Jesus fala de algo ainda mais profundo do que crises externas.
Ele fala de uma crise espiritual.
A humanidade não enfrentará apenas problemas políticos, econômicos ou sociais, mas também um aumento da rejeição contra Deus e contra sua Palavra.
Cada vez mais vemos:
• falta de temor ao Senhor;
• relativização da verdade bíblica;
• pessoas tratando o pecado como algo normal;
• rejeição dos princípios estabelecidos por Deus;
• zombaria daqueles que desejam permanecer fiéis a Cristo.
Muitos dizem:
“A Bíblia é um livro ultrapassado.”
“Os valores cristãos precisam ser atualizados.”
“Jesus estava errado em alguns aspectos.”
Mas a Palavra de Deus permanece eterna.
O problema nunca será a Palavra precisar se adaptar ao homem.
O problema é o homem precisar se submeter à Palavra de Deus.
O que Jesus espera de nós diante disso?
A pergunta não deve ser apenas:
“Será que Jesus está voltando?”
A pergunta mais importante é:
“Eu estou preparado para encontrá-lo?”
Porque os sinais não foram dados para alimentar especulações, mas para conduzir o povo de Deus a uma vida de vigilância.
Por isso Jesus continua dizendo:
“Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo.”
(Mateus 24.13)
Perseverar até o fim
Perseverar significa:
• permanecer;
• continuar firme;
• não abandonar a fé;
• não fugir diante das dificuldades;
• permanecer confiando em Cristo.
Meus queridos jovens, eu sei que os dias são difíceis.
As ofertas do pecado são constantes.
As tentações estão cada vez mais próximas.
Existe uma pressão enorme para que vocês abandonem os valores de Cristo e sigam o padrão deste mundo.
Mas essa luta não é apenas dos jovens.
A batalha espiritual envolve todos os discípulos de Jesus.
A investida de Satanás é contra Cristo e contra todos aqueles que pertencem a Ele.
Por isso precisamos permanecer firmes na Palavra, vivendo e anunciando o verdadeiro Evangelho: a morte e ressurreição de Cristo.
Paulo nos orienta:
“Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo.”
(Efésios 6.11)
E:
“Estai, pois, firmes, cingindo-vos com a verdade e vestindo-vos da couraça da justiça.”
(Efésios 6.14)
Vamos continuar. Agora entramos em uma parte muito importante do estudo: o juízo de Deus e a necessidade de estar preparado para a volta de Cristo.
Aqui fiz alguns cuidados especiais:
• mantive sua ênfase na realidade do juízo;
• preservei a urgência do chamado ao arrependimento;
• ajustei algumas afirmações escatológicas para ficarem mais firmadas no texto bíblico, sem afirmar como certeza aquilo que pertence ao campo interpretativo.
3 – Jesus faz uma advertência sobre o juízo que virá sobre a terra e seus moradores
Depois de ensinar sobre os sinais e sobre a necessidade de perseverar, Jesus apresenta uma realidade que muitas vezes é esquecida: a sua volta não será apenas um momento de esperança para os salvos, mas também um momento de juízo para aqueles que rejeitaram a Deus.
A volta de Cristo revelará o verdadeiro estado espiritual de cada pessoa.
Jesus ensina isso em Mateus 25, na parábola das ovelhas e dos cabritos.
Vamos ler Mateus 25.31-34:
“Quando vier o Filho do Homem na sua majestade e todos os anjos com ele, então, se assentará no trono da sua glória; e todas as nações serão reunidas em sua presença, e ele separará uns dos outros, como o pastor separa dos cabritos as ovelhas; e porá as ovelhas à sua direita, mas os cabritos, à esquerda; então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo.”
Essa passagem mostra que haverá uma separação definitiva.
Não haverá uma terceira categoria.
Não haverá neutralidade diante de Cristo.
A humanidade será revelada diante do Rei.
A grande questão não será nossa aparência religiosa, nossa posição social, nosso conhecimento bíblico ou nossas realizações humanas.
A pergunta será:
Pertencemos verdadeiramente a Cristo?
Porque o destino final será completamente diferente.
Jesus conclui:
“E irão estes para o castigo eterno, porém os justos, para a vida eterna.”
(Mateus 25.46)
A eternidade é uma realidade.
O céu é uma realidade.
O juízo também é uma realidade.
Por isso a mensagem da volta de Cristo nunca pode ser apenas uma mensagem de curiosidade sobre acontecimentos futuros, mas deve ser um chamado para arrependimento e fé verdadeira.
Tempos difíceis
Jesus também falou sobre um período de grande sofrimento:
“Porque nesse tempo haverá grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido e nem haverá jamais.”
(Mateus 24.21)
E continua:
“Não tivessem aqueles dias sido abreviados, ninguém seria salvo; mas, por causa dos escolhidos, tais dias serão abreviados.”
(Mateus 24.22)
Esse texto nos mostra duas verdades importantes:
Primeiro, que haverá momentos de grande aflição.
Segundo, que Deus continua soberano mesmo nos períodos mais difíceis.
A tribulação não estará fora do controle do Senhor.
Até mesmo os acontecimentos que parecem caóticos aos olhos humanos continuam debaixo da autoridade de Deus.
O alerta do apóstolo Paulo
Paulo também escreveu aos irmãos de Tessalônica alertando sobre acontecimentos que precederiam a manifestação do Senhor.
2 Tessalonicenses 2.3-6:
“Ninguém, de nenhum modo, vos engane, porque isto não acontecerá sem que primeiro venha a apostasia e seja revelado o homem da iniquidade, o filho da perdição, o qual se opõe e se levanta contra tudo que se chama Deus ou é objeto de culto, a ponto de assentar-se no santuário de Deus, ostentando-se como se fosse o próprio Deus. Não vos recordais de que, ainda convosco, eu costumava dizer-vos estas coisas? E, agora, sabeis o que o detém, para que ele seja revelado somente em ocasião própria.”
A Bíblia nos alerta que haverá oposição intensa contra Deus e contra sua verdade.
Ao longo da história, muitos tentaram identificar pessoas específicas como sendo o anticristo.
Mas precisamos ter cuidado.
A Escritura nos chama mais para vigilância espiritual do que para especulações.
O ponto principal não é descobrir um nome, uma pessoa ou uma data.
O ponto principal é permanecer fiel a Cristo.
A necessidade de guardar a Palavra
Jesus nos advertiu sobre o engano.
Por isso precisamos ser como os bereanos:
“Ora, estes de Bereia eram mais nobres que os de Tessalônica; pois receberam a palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim.”
(Atos 17.11)
Precisamos conhecer a Palavra.
Precisamos comparar tudo com as Escrituras.
Precisamos tomar cuidado com o engano espiritual.
Nem tudo aquilo que carrega o nome de cristão realmente representa Cristo.
Voltando ao nosso tema:
JESUS ESTÁ VOLTANDO E AGORA?
A pergunta continua sendo:
Como será a volta de Cristo?
Jesus responde em Mateus 24.27:
“Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até no ocidente, assim há de ser a vinda do Filho do Homem.”
A volta de Cristo será:
• visível;
• gloriosa;
• inesperada;
• incontestável.
Ninguém precisará anunciar que Cristo voltou.
Assim como um relâmpago ilumina todo o céu, a manifestação do Filho do Homem será percebida por todos.
A esperança dos discípulos
Quero ler agora Lucas 21.25-28:
“Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas; sobre a terra, angústia entre as nações em perplexidade por causa do bramido do mar e das ondas; haverá homens que desmaiarão de terror e pela expectativa das coisas que sobrevirão ao mundo; pois os poderes dos céus serão abalados. Então, se verá o Filho do Homem vindo numa nuvem, com poder e grande glória. Ora, ao começarem estas coisas a suceder, exultai e erguei a vossa cabeça; porque a vossa redenção se aproxima.”
Observe a diferença:
O mundo olha para esses acontecimentos com medo.
O discípulo de Cristo olha com esperança.
Por quê?
Porque a promessa não é apenas que os acontecimentos finais virão.
A promessa é que Cristo virá.
Por isso Jesus diz:
“Exultai e erguei a vossa cabeça, porque a vossa redenção se aproxima.”
Essa é a esperança do cristão.
Vamos continuar. Agora entramos na parte mais pastoral do estudo: a resposta que a volta de Cristo exige de nós hoje.
Aqui está o momento em que a mensagem deixa de olhar apenas para os acontecimentos futuros e confronta o coração: se Jesus está voltando, como devemos viver agora?
Mantive sua estrutura das três perguntas e fortalecei a aplicação para os jovens.
RESPONDENDO ÀS NOSSAS TRÊS PERGUNTAS
Depois de observarmos aquilo que Jesus ensinou sobre sua volta, precisamos voltar às três perguntas que fiz no início:
1 – Você realmente crê que Jesus vai voltar?
A primeira pergunta não é apenas se acreditamos intelectualmente na segunda vinda de Cristo.
A pergunta é:
Essa verdade governa a maneira como estamos vivendo?
A volta de Jesus é uma promessa clara das Escrituras.
Ele mesmo disse:
“Voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também.”
(João 14.3)
Se Deus abriu nossos olhos para essa verdade, se fomos alcançados pela graça e recebemos essa esperança, então devemos permanecer firmes.
Mas se alguém ainda tem dúvidas, se ainda não compreende plenamente essas verdades, a resposta não deve ser simplesmente ignorar.
A resposta deve ser buscar ao Senhor.
Clame por misericórdia.
Peça que Deus revele a grandeza da obra de Cristo realizada na cruz.
Peça um coração regenerado, uma fé verdadeira e uma compreensão cada vez maior do Evangelho.
2 – Quando Ele voltar, como encontrará você e eu?
Essa é uma pergunta que precisa nos confrontar.
Quando Cristo voltar, Ele encontrará pessoas apenas ocupadas com as coisas desta vida ou encontrará discípulos esperando por Ele?
Ele encontrará uma geração apaixonada pelo mundo ou uma geração que ama a Cristo?
A Bíblia nos chama a viver:
Em santidade diante de Deus.
Sendo transformados diariamente à imagem de Cristo.
Caminhando em arrependimento.
Buscando obedecer à Palavra.
Produzindo frutos que evidenciam uma vida regenerada.
Mas precisamos também fazer uma advertência.
Se alguém tem vivido uma vida distante de Deus, uma vida sem arrependimento, sem temor e sem compromisso com Cristo, essa pessoa precisa examinar seu coração.
A solução não é apenas tentar melhorar o comportamento.
A necessidade é muito mais profunda.
É necessário o novo nascimento.
É necessário que Deus revele a obra de Cristo na cruz.
É necessário passar da morte para a vida.
Como Jesus disse:
“Importa-vos nascer de novo.”
(João 3.7)
3 – Até a sua volta, o que devemos fazer?
Enquanto aguardamos a volta de Cristo, não fomos chamados para viver de braços cruzados.
Fomos chamados para uma missão.
Devemos ser:
• testemunhas;
• anunciadores do Evangelho;
• servos fiéis;
• luz no meio das trevas.
A nossa vida precisa anunciar Cristo.
As pessoas precisam perceber a obra de Jesus em nós:
• no nosso falar;
• no nosso comportamento;
• nos nossos relacionamentos;
• nas nossas escolhas;
• na maneira como enfrentamos as dificuldades.
A maior pregação que muitos verão será uma vida transformada pelo Evangelho.
O chamado do atalaia
No Antigo Testamento, o atalaia tinha uma responsabilidade muito séria.
Ele ficava em um lugar elevado observando se algum perigo se aproximava.
Quando percebia a ameaça, deveria tocar a trombeta e avisar o povo.
Se o atalaia avisasse e o povo não desse atenção, ele estava livre da responsabilidade.
Mas se ele visse o perigo e permanecesse em silêncio, seria responsabilizado.
Da mesma forma, nós fomos chamados a anunciar a verdade de Deus.
Não podemos guardar o Evangelho apenas para nós.
Precisamos proclamar a mensagem de salvação.
Como Deus disse ao profeta:
Ezequiel 33.7-9:
“A ti, pois, ó filho do homem, te constituí por atalaia sobre a casa de Israel; tu, pois, ouvirás a palavra da minha boca e lhes darás aviso da minha parte. Quando eu disser ao perverso: Ó perverso, certamente morrerás; e tu não falares, para avisar o perverso do seu caminho, morrerá ele na sua iniquidade, mas o seu sangue da tua mão o requererei. Mas, se falares para avisar o perverso do seu caminho, para que dele se converta, e ele não se converter do seu caminho, morrerá ele na sua iniquidade, mas tu livraste a tua alma.”
PARA NÓS QUE FOMOS ALCANÇADOS PELA GRAÇA
Para aquele que pertence a Cristo, a volta de Jesus não deve produzir terror.
Ela deve produzir esperança.
A volta de Cristo é:
1 – Nosso consolo nas tristezas
1 Tessalonicenses 4.17-18:
“Depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor. Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras.”
A esperança da volta de Cristo consola aqueles que sofrem.
A separação causada pela morte não terá a palavra final.
Cristo vencerá definitivamente a morte.
2 – Nosso descanso e alegria nas perseguições
2 Tessalonicenses 1.7:
“E a vós outros, que sois atribulados, alívio juntamente conosco, quando do céu se manifestar o Senhor Jesus com os anjos do seu poder.”
O sofrimento presente não se compara à glória que será revelada.
Deus conhece as lágrimas dos seus filhos e promete justiça perfeita.
3 – Nosso estímulo para uma vida de santificação
1 João 3.3:
“E a si mesmo se purifica todo o que nele tem esta esperança, assim como ele é puro.”
(ARA)
A esperança da volta de Cristo não nos leva à acomodação.
Ela nos leva à santidade.
Quem espera Cristo deseja parecer-se com Cristo.
4 – Nossa confissão de esperança
Hebreus 10.23:
“Guardemos firme a confissão da esperança, sem vacilar, pois quem fez a promessa é fiel.”
(NVT)
Nossa esperança não está baseada nas circunstâncias do mundo.
Está baseada na fidelidade daquele que prometeu.
5 – Nossa segurança e força nas tribulações
Tiago 5.7-8:
“Por isso, irmãos, sejam pacientes enquanto esperam a volta do Senhor. Vejam como os lavradores esperam pacientemente as chuvas do outono e da primavera. Com grande expectativa, aguardam o amadurecimento de sua preciosa colheita. Sejam também pacientes. Fortaleçam-se em seu coração, pois a vinda do Senhor está próxima.”
(NVT)
6 – Nossa força e firmeza
1 Pedro 1.13:
“Portanto, preparem sua mente para a ação e exercitem o autocontrole. Depositem toda a sua esperança na graça que receberão quando Jesus Cristo for revelado.”
(NVT)
JESUS ESTÁ VOLTANDO E AGORA?
Depois de tudo aquilo que ouvimos, a pergunta permanece:
Se Jesus está voltando, como devemos viver hoje?
A volta de Cristo não deve ser apenas uma informação sobre o futuro.
Ela precisa transformar o presente.
Quem realmente espera Cristo voltar não vive de qualquer maneira.
A esperança da volta do Senhor produz vigilância, santidade, perseverança e testemunho.
1 – Guardar a Palavra no coração
Em primeiro lugar, precisamos guardar a Palavra de Deus no coração e tê-la presente em nossa mente, porque ela nos sustenta e nos dá esperança.
Vivemos em um mundo cheio de vozes.
Muitas opiniões disputam nossa atenção.
Muitas ideias tentam substituir a verdade de Deus.
Por isso precisamos conhecer profundamente as Escrituras.
O salmista declarou:
“Guardo no coração as tuas palavras, para não pecar contra ti.”
(Salmos 119.11)
A Palavra de Deus nos protege contra o pecado, contra o engano e contra os falsos ensinamentos.
Também precisamos lembrar aquilo que Deus já fez.
“Quero trazer à memória o que me pode dar esperança.”
(Lamentações 3.21)
Quando guardamos as promessas de Deus, encontramos forças para permanecer firmes.
2 – Estar atentos aos sinais e permanecer vigilantes
Jesus nos ensinou:
“Portanto, vigiai, porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor.”
(Mateus 24.42)
A vigilância bíblica não significa viver tentando descobrir datas ou fazendo previsões.
Significa viver preparado todos os dias.
É uma vida de comunhão com Deus, arrependimento, oração e obediência.
Jesus também disse:
“Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.”
(Mateus 26.41)
Precisamos reconhecer nossa fragilidade e depender diariamente da graça de Deus.
Jesus também advertiu a igreja de Éfeso:
“Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras; e, se não, venho a ti e moverei do seu lugar o teu candeeiro, caso não te arrependas.”
(Apocalipse 2.5)
Uma igreja pode continuar tendo aparência religiosa e, ao mesmo tempo, perder aquilo que é essencial: o amor por Cristo.
Por isso precisamos examinar constantemente nosso coração.
A pergunta não é apenas:
“Eu estou frequentando uma igreja?”
Mas:
“Eu continuo amando Cristo? Minha vida demonstra que pertenço a Ele?”
3 – Necessitamos perseverar firmes na fé em Cristo
A espera pela volta de Jesus não é uma espera passiva.
É uma caminhada de fidelidade.
Somos chamados a permanecer firmes nas promessas de Cristo.
Paulo escreveu:
“Perseverai na oração, vigiando com ações de graças.”
(Colossenses 4.2)
E Jesus nos lembra:
“Ora, ao começarem estas coisas a suceder, exultai e erguei a vossa cabeça; porque a vossa redenção se aproxima.”
(Lucas 21.28)
Observe algo maravilhoso:
O mesmo acontecimento que causa desespero para muitos causa esperança para os filhos de Deus.
Porque nossa esperança não está no mundo melhorar.
Nossa esperança está em Cristo voltar.
4 – Os salvos, os regenerados, os que nasceram de novo são testemunhas vivas de Cristo
Aqueles que foram alcançados pela graça receberam uma missão.
Não fomos salvos apenas para escapar do juízo.
Fomos salvos para anunciar a grandeza daquele que nos salvou.
Deus declarou:
“Vós sois as minhas testemunhas, diz o SENHOR, o meu servo a quem escolhi; para que o saibais, e me creiais, e entendais que sou eu mesmo, e que antes de mim deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá.”
(Isaías 43.10)
Nossa vida deve apontar para Cristo.
As pessoas precisam enxergar o Evangelho não apenas nas nossas palavras, mas também nas nossas atitude
Meus queridos irmãos
A volta de Jesus está próxima.
Não sabemos o dia nem a hora.
Mas sabemos que Ele virá.
Por isso precisamos nos apegar às coisas que realmente têm valor eterno.
Sim, devemos trabalhar.
Devemos estudar.
Devemos construir uma família.
Devemos cumprir nossas responsabilidades nesta vida.
Tudo isso faz parte da nossa caminhada.
Mas jamais podemos viver como se esta terra fosse nosso destino final.
Precisamos estar preparados para que, se o Senhor voltar hoje ou se Ele nos chamar hoje, estejamos firmados na Rocha que é Cristo.
Que o Senhor conserve a vida de cada um de vocês como testemunhas fiéis da obra de Cristo até a sua volta.
25/02/23
NOSSA UNIÃO COM CRISTO – EFÉSIOS 2.1–10
Texto base (ARA)
1 Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados,
2 nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência;
3 entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais.
4 Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou,
5 e, estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo — pela graça sois salvos —
6 e, juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus;
7 para mostrar, nos séculos vindouros, a suprema riqueza da sua graça, em bondade para conosco, em Cristo Jesus.
8 Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus;
9 não de obras, para que ninguém se glorie.
10 Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas.
PARTE 1
Creio que uma das doutrinas mais importantes das Escrituras é a da nossa união com Cristo, ou da nossa inclusão em sua morte e ressurreição.
Sem essa realidade, nenhuma das demais doutrinas pode ser corretamente compreendida, porque tudo o que Deus concedeu ao seu povo foi dado em Cristo Jesus. Não existe salvação, justificação, adoção, santificação ou glorificação fora dele. Tudo o que Deus tem para nós está na pessoa de seu Filho.
É justamente essa verdade que o apóstolo Paulo destaca neste texto de Efésios.
Antes de mostrar quem somos hoje em Cristo, Paulo faz questão de lembrar quem éramos sem Cristo.
Qual era a nossa condição?
O versículo 1 nos diz:
“Estando vós mortos nos vossos delitos e pecados.”
Delito é o desvio da verdade.
Pecado é errar o alvo estabelecido por Deus.
Essa era a nossa condição: estávamos mortos para Deus, condenados à morte eterna, separados da comunhão com Ele e incapazes de produzir qualquer vida espiritual em nós mesmos.
É importante entendermos que Paulo não descreve pessoas espiritualmente enfermas, mas espiritualmente mortas. Um morto não reage, não busca a Deus por iniciativa própria e não possui capacidade de gerar vida em si mesmo. Era exatamente essa a nossa situação antes da ação soberana da graça de Deus.
Cada um de nós possuía uma história diferente. Alguns viveram uma vida marcada por pecados mais visíveis; outros, por pecados menos aparentes aos olhos das pessoas. No entanto, diante de Deus, todos estavam igualmente mortos em seus delitos e pecados.
Nos versículos 2 e 3, Paulo descreve como vivíamos antes da conversão:
“Nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência; entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais.”
Esse é o diagnóstico divino de todo aquele que ainda não possui a vida de Cristo.
1 – Dominado pelo mundo;
2 – Dominado por Satanás;
3 – Dominado pela carne;
4 – Filho da ira;
5 – Sem esperança;
6 – Sem Deus.
Essa era a nossa condição e continua sendo a condição de todo aquele que ainda não nasceu de novo, que ainda não foi unido a Cristo pela graça de Deus.
Não importa se alguém nasceu em uma família estruturada, recebeu excelente educação, possui boa condição financeira ou frequenta uma igreja desde pequeno. Nenhuma dessas coisas pode qualificar uma pessoa para estar diante de Deus.
Todas essas vantagens podem esconder o pecado aos olhos dos homens, mas jamais diante de Deus.
Por isso, quando Deus nos vivificou, concedendo-nos vida juntamente com Cristo e nos dando fé para crer no Evangelho, tudo aquilo em que antes poderíamos confiar perdeu completamente o seu valor diante dele. Toda confiança na carne tornou-se inútil, pois somente Cristo é suficiente para a nossa salvação.
PARTE 2
Até este ponto, Paulo apresentou o nosso diagnóstico: mortos em delitos e pecados, escravos do mundo, da carne e de Satanás, e, por natureza, filhos da ira.
Mas então surge uma das expressões mais gloriosas de toda a Escritura:
“Mas Deus…”
Quando tudo parecia perdido, quando não havia qualquer esperança em nós mesmos, Deus entrou em cena. A salvação não começou com uma decisão humana, mas com a iniciativa soberana do próprio Deus.
Os versículos 4 e 5 dizem:
“Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e, estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo — pela graça sois salvos.”
Observe que Paulo não diz que Deus encontrou pessoas buscando por Ele. Também não diz que viu algum mérito em nós. Pelo contrário, ele reforça novamente que ainda estávamos mortos quando Deus nos deu vida juntamente com Cristo.
Foi Deus quem tomou a iniciativa.
Foi Deus quem amou.
Foi Deus quem vivificou.
Foi Deus quem salvou.
Tudo começou nele, e tudo foi realizado por meio de Cristo.
Quais os benefícios da nossa união com Cristo?
Ao sermos unidos a Cristo, recebemos tudo aquilo que Ele conquistou por nós.
1 – Fomos vivificados.
Estávamos mortos espiritualmente, mas Deus nos deu vida juntamente com Cristo.
2 – Fomos salvos da condenação eterna.
A ira de Deus, que justamente pesava sobre nós, foi satisfeita na cruz de Cristo.
3 – Fomos assentados com Cristo nos lugares celestiais.
Nossa posição diante de Deus mudou completamente. Não precisamos conquistar a salvação por meio de esforços ou méritos pessoais, porque, em Cristo, já fomos aceitos pelo Pai.
4 – Recebemos uma nova vida, que produz boas obras.
As boas obras não são a causa da salvação, mas o resultado inevitável de uma vida transformada pela graça.
5 – Fomos aproximados de Deus.
Antes éramos inimigos; agora, em Cristo, fomos reconciliados com o Pai.
6 – Passamos a fazer parte da família de Deus.
Já não somos estrangeiros nem forasteiros, mas filhos e herdeiros juntamente com Cristo.
7 – Estamos firmados sobre a Rocha.
Nosso fundamento não está em nossas obras, emoções ou desempenho espiritual, mas em Cristo, a Rocha eterna.
8 – Vivemos debaixo da promessa do Senhor.
“De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei.”
Essa segurança não está baseada na nossa fidelidade, mas na fidelidade daquele que prometeu.
Deus é infinitamente rico
Quando Paulo afirma que Deus é rico em misericórdia, ele não está dizendo que esse é o único atributo abundante em Deus. As Escrituras mostram a infinita riqueza da sua graça em diversos aspectos.
Deus é rico em:
1 – Longanimidade (Rm 2.4);
2 – Glória (Rm 9.23);
3 – Graça (Ef 1.7);
4 – Misericórdia (Ef 2.4);
5 – Herança (Ef 1.18);
6 – As insondáveis riquezas de Cristo (Ef 3.8).
Além disso, vemos essas riquezas sendo derramadas sobre o seu povo:
• Rico em misericórdia para o pecador (Ef 2.4);
• Graça abundante para o maior dos devedores (1Tm 1.14-15);
• Compaixão para com o arrependido (Lc 15.20);
• Perdão completo para aquele que confessa os seus pecados (1Jo 1.9).
“Mas Deus…”
Essa pequena expressão muda completamente a história da humanidade.
Mas Deus nos amou de tal maneira que deu o seu Filho unigênito (Jo 3.16).
Mas Deus, sendo justo, lançou sobre Cristo a culpa do seu povo, para que nele fôssemos feitos justiça de Deus (2Co 5.21; Is 53.6).
Mas Deus, sendo misericordioso, aceitou plenamente o sacrifício único e perfeito de Cristo na cruz.
Mas Deus nos concedeu o privilégio de sermos feitos seus filhos, por meio de Cristo (Jo 1.12).
Percebem como essa expressão é extraordinária?
E poderíamos continuar:
Mas Cristo, sendo obediente até a morte, cumpriu perfeitamente a vontade do Pai.
Mas Cristo não permaneceu na sepultura. O Pai o ressuscitou dentre os mortos, e, por sua ressurreição, recebemos uma nova vida.
Mas Cristo nos amou de tal maneira que enviou o Espírito Santo para habitar em nós, consolar-nos, ensinar-nos, lembrar-nos de suas palavras e convencer o mundo do pecado, da justiça e do juízo.
PARTE 3
Os versículos 6 e 7 nos dizem:
“E, juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus; para mostrar, nos séculos vindouros, a suprema riqueza da sua graça, em bondade para conosco, em Cristo Jesus.”
Como aconteceu a nossa união com Cristo?
Estávamos mortos em nossos delitos e pecados, incapazes de nos aproximar de Deus. Então, por sua graça, Deus nos deu vida juntamente com Cristo.
Nossa união com Cristo aconteceu pela ação soberana de Deus. Fomos incluídos na obra realizada por seu Filho. Sua morte tornou-se a nossa morte; sua ressurreição tornou-se a nossa ressurreição; e sua vida tornou-se a nossa vida.
Esse é o coração do Evangelho.
O Evangelho não anuncia apenas que Cristo morreu e ressuscitou. Ele anuncia que, pela graça de Deus, fomos unidos a Cristo, de modo que participamos dos benefícios de sua morte, de sua ressurreição e de sua vida.
Por isso, toda a nossa esperança está nele. Não vivemos para tentar conquistar aquilo que Cristo já conquistou por nós. Vivemos porque fomos unidos àquele que venceu o pecado, a morte e o inferno.
Essa união nos garante uma posição completamente nova diante de Deus.
O que recebemos por estarmos unidos a Cristo?
1 – Fomos crucificados com Cristo.
“Sabendo isto: que foi crucificado com ele o nosso velho homem…” (Rm 6.6)
“Estou crucificado com Cristo…” (Gl 2.19-20)
Nosso velho homem foi crucificado com Cristo. A condenação que pesava sobre nós foi levada por Ele na cruz.
2 – Fomos sepultados com Cristo.
“Fomos, pois, sepultados com ele…” (Rm 6.4)
O sepultamento aponta para o fim definitivo da velha vida. Deus não reformou o velho homem; em Cristo, Ele declarou o fim da nossa antiga condição.
3 – Fomos vivificados com Cristo.
“…nos deu vida juntamente com Cristo…” (Ef 2.5)
A vida espiritual não nasceu em nós por esforço próprio. Ela foi concedida por Deus quando nos uniu ao seu Filho.
4 – Fomos ressuscitados com Cristo.
“…juntamente com ele nos ressuscitou…” (Ef 2.6)
Assim como Cristo venceu a morte, também recebemos uma nova vida. Já não pertencemos ao domínio da morte, mas ao reino do Filho amado.
5 – Somos coerdeiros com Cristo.
“Se somos filhos, somos também herdeiros…” (Rm 8.17)
Tudo aquilo que pertence ao Filho nos é concedido pela graça, porque fomos feitos participantes da família de Deus.
6 – Seremos glorificados com Cristo.
“…se com ele sofremos, para que também com ele sejamos glorificados.” (Rm 8.17)
Nossa glorificação ainda será plenamente revelada, mas sua certeza está garantida porque estamos unidos àquele que já foi glorificado pelo Pai.
Percebam que tudo isso está ligado à nossa união com Cristo.
Não existe uma única bênção espiritual que seja concedida fora dele.
Não fomos unidos apenas aos ensinos de Cristo.
Não fomos unidos apenas ao exemplo de Cristo.
Fomos unidos à própria pessoa de Cristo.
É por isso que Paulo repete tantas vezes a expressão:
“Em Cristo.”
Toda a vida cristã acontece em Cristo.
Toda a nossa aceitação acontece em Cristo.
Toda a nossa esperança está em Cristo.
Toda a nossa segurança está em Cristo.
Toda a nossa herança está em Cristo.
Fora dele, permanecemos mortos em nossos pecados.
Nele, recebemos tudo aquilo que Deus preparou para os seus filhos.
E qual é a nossa posição diante de Deus?
As Escrituras respondem com clareza:
“…para sermos santos e irrepreensíveis perante ele…” (Efésios 1.4).
Deus nos vê em Cristo.
Isso significa que nossa aceitação diante dele não está fundamentada em nosso desempenho espiritual, mas na perfeita justiça de Cristo que nos foi imputada.
Essa verdade não produz acomodação, mas gratidão.
Quem foi unido a Cristo passa a viver de maneira diferente, não para conquistar o favor de Deus, mas porque já foi alcançado por esse favor.
Essa nova vida torna-se visível em todas as áreas da existência.
Na família.
No trabalho.
No trânsito.
Nos negócios.
Na igreja.
No serviço cristão.
Em qualquer lugar, a união com Cristo produz um novo modo de viver.
Nossa vida passa a refletir o caráter daquele que habita em nós.
Assim, as pessoas não enxergam apenas mudanças externas, mas percebem a bondade, a graça e o amor de Deus sendo manifestados na vida daqueles que pertencem a Cristo.
PARTE 4
Nossa união com Cristo não é por mérito humano
Paulo conclui esse trecho mostrando que nossa união com Cristo não aconteceu por causa das nossas obras ou de qualquer mérito encontrado em nós.
Os versículos 8 a 10 dizem:
“Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie. Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas.”
Esse texto destrói completamente qualquer tentativa humana de atribuir a si mesmo algum motivo de glória diante de Deus.
A salvação é pela graça.
A fé é o meio pelo qual recebemos essa salvação.
E até mesmo essa fé não nasce da capacidade humana, mas é dom concedido por Deus.
Não existe espaço para orgulho espiritual.
Não existe espaço para dizer: “Eu fui salvo porque fui melhor que os outros.”
Não existe espaço para dizer: “Eu alcancei Deus porque busquei mais.”
A única resposta correta diante da salvação é a adoração e a gratidão, porque tudo vem dele.
Como Paulo declara:
“Para que ninguém se glorie.”
A graça em nossa vida
A graça não é apenas o ponto inicial da vida cristã. Ela é o fundamento de toda a caminhada com Cristo.
Somos herdeiros da graça da vida (1Pe 3.7);
O Senhor é o doador da graça (Jo 1.16);
Pela graça fomos salvos (Ef 2.8);
Debaixo da graça temos vitória sobre o pecado (Rm 6.14);
Pela graça somos aquilo que somos (1Co 15.10);
Pela graça somos fortalecidos (2Tm 2.1);
Na graça podemos crescer (2Pe 3.18);
Pela graça nosso coração é confirmado (Hb 13.9);
Nosso falar deve ser sempre temperado com graça (Lc 4.22; Cl 4.6).
A vida cristã começa pela graça, permanece pela graça e será completada pela graça.
Algumas verdades que precisamos sempre lembrar
Sei que muitos de vocês já conhecem essas verdades, mas é necessário que constantemente voltemos às bases da nossa fé em Cristo Jesus.
Precisamos lembrar:
1 – Somos salvos pela graça.
Não fomos alcançados por merecimento, mas pela misericórdia de Deus.
2 – Somos salvos mediante a fé.
A fé é o instrumento pelo qual recebemos aquilo que Deus realizou em Cristo.
3 – A fé é dom de Deus.
O próprio Cristo é o autor e consumador da nossa fé.
“Olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus…” (Hb 12.2)
4 – Nenhuma obra nossa, por mais altruísta que seja, pode conquistar a salvação.
Nossas obras jamais poderiam pagar uma dívida que somente Cristo poderia quitar.
5 – Ninguém pode se gloriar pelo fato da salvação.
Toda glória pertence a Deus, porque a salvação é um presente da sua graça.
6 – Agora somos novas criaturas.
Já não somos governados pelo velho homem, mas podemos declarar:
“Logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim…” (Gl 2.20)
7 – As boas obras fazem parte da vida daquele que nasceu do alto.
Elas não são a causa da salvação, mas evidenciam a transformação realizada por Deus.
8 – Essas boas obras foram preparadas pelo próprio Deus.
Não caminhamos por um caminho criado por nós mesmos. Deus preparou as obras nas quais devemos andar.
Conclusão
Quero terminar com mais dois textos.
Romanos 6.11:
“Assim também vós considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus.”
Essa é a realidade daquele que foi unido a Cristo.
Antes estávamos mortos em nossos delitos e pecados.
Agora estamos vivos para Deus.
Antes pertencíamos ao domínio do pecado.
Agora pertencemos a Cristo.
Antes caminhávamos segundo o curso deste mundo.
Agora caminhamos nas boas obras que Deus preparou para nós.
A grande pergunta que fica para cada um de nós é:
Nossa vida demonstra que fomos unidos a Cristo?
Porque a verdadeira união com Cristo não é apenas uma doutrina que afirmamos com nossos lábios; ela é uma realidade espiritual que transforma completamente a maneira como vivemos.
Quem está em Cristo recebeu uma nova identidade, uma nova posição diante de Deus e uma nova esperança para a eternidade.
E toda essa obra começou com uma única expressão:
“Mas Deus…”
20/06/2024 – Marcos Peixoto
O QUE OCUPA O CORAÇÃO DE NOSSOS FILHOS?
Este estudo é baseado no capítulo 11 — Deuses Falsos, do livro Desafio aos Pais, de Paul Tripp.
Decidi dar a esta apresentação o seguinte título:
O QUE OCUPA O CORAÇÃO DE NOSSOS FILHOS?
O autor utiliza o conceito de “formar um adorador”. Particularmente, creio que não existe a possibilidade de formar um verdadeiro adorador sem a regeneração. Portanto, o principal objetivo deste capítulo é refletir sobre a salvação de nossos filhos.
A partir desse ponto, precisamos compreender aquilo que governa o coração de nossos filhos.
E isso vale para cada um de nós.
Se sou filho de Deus, isso significa que fui regenerado, recebi a vida de Cristo. Já não vivo eu, mas Cristo vive em mim, e sei que o caráter de Cristo está sendo formado em minha vida.
Sendo essa uma realidade na minha vida e na sua como pais, vamos agora olhar para o coração de nossos filhos.
Filipenses 3:12-16
“Não que eu o tenha já recebido ou tenha já obtido a perfeição; mas prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus. Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus. Todos, pois, que somos perfeitos, tenhamos este sentimento; e, se, porventura, pensais doutro modo, também isto Deus vos esclarecerá. Todavia, andemos de acordo com o que já alcançamos.”
A primeira pergunta que precisamos fazer é:
1 – Ele ou ela é realmente uma nova criatura? Foi regenerado(a)?
Temos apenas duas respostas diante de nós.
Se a resposta for sim, o coração dele será ensinável.
Vamos, sim, enfrentar alguns conflitos, mas, sendo filho de Deus, o Espírito Santo tratará com ele nas questões do arrependimento, do perdão, do entendimento, do bom senso e do domínio próprio. Entretanto, tudo isso ainda está sendo formado em seu coração e em sua mente, e isso precisa ficar claro.
O caráter de Cristo está sendo formado no coração deles, assim como está sendo formado em nosso coração e em nossa mente.
2 – Se nossos filhos ainda não passaram por essa mudança de natureza, precisamos agir de maneira a apresentar-lhes o Evangelho de Cristo e viver esse Evangelho em nossos atos, em nossas palavras, na maneira como tratamos os assuntos com eles e até mesmo na correção. Tudo isso precisa ser administrado com amor, misericórdia, justiça e perdão.
O autor faz três perguntas aos pais:
1. Por que meus filhos agem da forma como agem?
2. Como acontece a mudança no coração e na vida de nossos filhos?
3. Como posso ser um instrumento de mudança no coração e na vida dos meus filhos?
Essas perguntas têm relação direta com a natureza deles.
Ou eles continuam com a natureza pecadora, ou foram regenerados e receberam uma natureza espiritual.
Se nossos filhos querem governar, não obedecem, são rebeldes e persistem nos mesmos erros, é um forte indício de que sua natureza ainda é pecadora.
Por outro lado, se, quando repreendidos, reconhecem seus erros, ainda que seja necessário explicar várias vezes e de maneiras diferentes para que consigam enxergar, e demonstram arrependimento, sem ressentimentos, isso evidencia que estão sendo conduzidos por Deus no processo da salvação.
A semente do pecado
Todo ser humano nasce com o desejo implícito de ser Deus.
“…como Deus sereis…”
Por isso, a natureza pecadora tem dificuldade em reconhecer seus erros, aceitar autoridade, admitir que não sabe tudo e reconhecer que precisa dos outros. Essa é a semente do pecado plantada no Jardim do Éden.
Às vezes, afastamos nossos filhos de atividades que julgamos importantes para eles. Entretanto, não podemos nos esquecer de que os adultos da relação somos nós.
Exemplos:
• A menina gosta de se maquiar, tirar selfies e vestir-se conforme a moda.
• Os meninos só querem saber de videogame e celular.
Precisamos entender que a geração deles é diferente da nossa e buscar um ponto de equilíbrio, para não provocarmos sua ira nem afastá-los cada vez mais.
O que a Bíblia ensina sobre os filhos
Pais, não irriteis os vossos filhos, para que não fiquem desanimados.
Colossenses 3:21
Beijai o Filho para que se não irrite, e não pereçais no caminho; porque dentro em pouco se lhe inflamará a ira. Bem-aventurados todos os que nele se refugiam.
Salmos 2:12
O que ouvimos e aprendemos, o que nos contaram nossos pais, não o encobriremos a seus filhos; contaremos à vindoura geração os louvores do SENHOR, o seu poder e as maravilhas que fez…
Salmos 78:3-7
Ensina a criança no caminho em que deve andar e, ainda quando for velho, não se desviará dele.
Provérbios 22:6
Amarás, pois, o SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força…
Deuteronômio 6:5-9
Exemplo pessoal
Não me lembro de meu pai ser carinhoso comigo.
Lembro-me de muitas e muitas surras.
Abraçar, beijar e dizer que me amava… nunca.
Ele era pernambucano, criado em uma família desestruturada, sem amor e sem Deus. Como uma pessoa nessa condição poderia demonstrar amor?
A maneira dele era não deixar faltar nada em casa, comprar alguns brinquedos, bicicleta, roupas… Essa era a forma como demonstrava amor.
Fui pai aos 42 anos e já precisei pedir perdão à Talita e à Rúbia várias vezes. Depois que confessei, em uma quarta-feira, minha irritação diante da igreja, isso melhorou muito. Muitas pessoas, inclusive, comentaram comigo sobre essa mudança.
O que está em nosso coração é o que sairá por nossa boca e será refletido em nossas atitudes.
Há amor, paz, perdão, misericórdia, bondade, longanimidade e domínio próprio? Se sim, isso é fruto do Espírito. Se não, é porque ainda precisamos da vida de Cristo operando em nós.
O que os outros pensam de mim?
PREOCUPAR-SE COM O QUE OS OUTROS PENSAM É UM PROBLEMA
Necessitamos estar atentos aos sinais e às falas de nossos filhos.
Se eles sempre comentam:
“Fulano pensa assim…”
“Ciclano disse isso…”
“Beltrano age dessa maneira…”
isso pode ser um sinal de que estão sendo excessivamente influenciados pela opinião dos outros. Seu caráter ainda é instável, frágil e precisa ser trabalhado.
O coração deles deseja agradar aos outros, e não a Deus.
O que fazer?
Ensinar-lhes a Palavra de Deus.
Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.
Mateus 6:33
Um irmão costumava dizer:
“Quem está sentado na arquibancada da sua vida? Deus ou os homens?”
Se é Deus, a Ele seja toda a glória. Se são os homens, então a glória está sendo dada a eles.
Identidade
Esse tema já foi trabalhado com eles várias vezes, mas precisamos reforçar continuamente esses ensinamentos bíblicos sobre quem eles são, pois isso refletirá diretamente em seu caráter e em seu coração.
Eles são filhos amados do Pai, comprados pelo precioso sangue de Cristo, e agora o caráter de Cristo está sendo formado neles. Isso precisa estar muito claro em seus corações.
QUEM OCUPA O CORAÇÃO DELES?
SONHOS • AMIGOS • TRABALHO • NAMORADO(A) • MEDO DO FUTURO • JESUS CRISTO
Nossos filhos precisam aprender, por meio da Palavra, quem está no controle de suas vidas.
Pode ser:
1. Eles mesmos.
2. O pecado que os governa (essas duas opções, na prática, são a mesma coisa).
3. O Senhor.
“Seja a paz de Cristo o árbitro em vosso coração, à qual, também, fostes chamados em um só corpo; e sede agradecidos.”
Colossenses 3:15
Existe paz, de modo geral, no coração de nossos filhos?
Existe sede pela Palavra?
Existe gratidão?
Não temos como saber isso com absoluta certeza. Entretanto, podemos ensinar os princípios bíblicos e observar, por meio de conversas, atitudes, comportamentos, relacionamento com a família e com outras pessoas, além dos interesses que demonstram, para onde o coração deles está apontando.
O QUE OCUPA O CORAÇÃO DOS NOSSOS FILHOS?
“Amarás, pois, o SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força.”
Deuteronômio 6:5
Outras referências:
• Deuteronômio 11:16
• Deuteronômio 30:6
• 1 Samuel 12:21
• Salmos 4:2
• Salmos 115:4-8
• Isaías 42:8
• Isaías 44:6
• Ezequiel 14:4
• 1 Coríntios 10:14
• 1 João 2:15
• 1 João 2:17
Essas são apenas algumas passagens, entre tantas outras, que tratam desse assunto nas Escrituras.
O QUE NOS GOVERNA COMO PAIS?
O QUE GOVERNA OS NOSSOS FILHOS?
Tanto as nossas palavras quanto as nossas ações são pautadas por aquilo que nos governa.
Se é Cristo quem nos governa, quando cometemos pecados ou delitos, o Espírito Santo nos confronta.
Da mesma forma acontece com nossos filhos.
Toda desobediência tem sua origem no pecado e na rebeldia.
Essa luta para ser igual a Deus nos acompanha desde a queda. Contudo, ela também deve nos incomodar, para que apresentemos tudo diante de Deus e, pela ação do Espírito Santo, vamos nos despojando dessas práticas em nosso processo de santificação.
“Rogo igualmente aos jovens: sede submissos aos que são mais velhos; outrossim, no trato de uns com os outros, cingi-vos todos de humildade, porque Deus resiste aos soberbos; contudo, aos humildes concede a sua graça.”
1 Pedro 5:5
Toda complacência, toda submissão, todo respeito, toda responsabilidade, toda honra, todo espírito pacificador e toda boa escolha nossa, inclusive em relação aos nossos filhos, devem ser pautados pela submissão a Cristo.
Tudo deve ser para a glória de Cristo.
1 Coríntios 10:31
O FIM PRINCIPAL DO HOMEM
Pergunta 1
Qual é o fim principal do homem?
Resposta: O fim principal do homem é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre.
Referências: Romanos 11:36; 1 Coríntios 10:31; Salmos 73:25-26; Isaías 43:7; Romanos 14:7-8; Efésios 1:5-6; Isaías 60:21; Isaías 61:3.
Nossos filhos não devem ser criados apenas para receber educação, ter sucesso profissional, conquistar uma boa casa, um bom casamento ou tornar-se bons cidadãos.
Tudo isso é importante, e devemos lutar para que alcancem essas bênçãos.
Mas o fim principal do homem — tanto deles quanto o nosso — é glorificar a Cristo.
Isso precisa estar muito claro em nossa mente e também na mente deles.
NOSSO COMPROMISSO COMO PAIS
Somos instrumentos pelos quais nossos filhos formam sua percepção a respeito de Deus.
O pecado impede que Cristo seja visto, contemplado e adorado.
Precisamos buscar, diariamente, oportunidades para sermos esses instrumentos na vida de nossos filhos, para que aprendam a confessar seus pecados e a arrepender-se de suas práticas pecaminosas.
Isaías 42:16
“Guiarei os cegos por um caminho que não conhecem, fá-los-ei andar por veredas desconhecidas; tornarei as trevas em luz perante eles e os caminhos escabrosos, planos. Estas coisas lhes farei e jamais os desampararei.”
Quando ajudamos nossos filhos a enxergar e identificar o que motiva o coração deles, seus desejos e suas ações, estamos cooperando com a obra de Cristo.
Criar filhos tem muito mais a ver com iluminar sua mente e seu coração para que enxerguem quem realmente são do que permitir que a cultura deste mundo molde sua identidade.
NOSSOS FILHOS SÃO SEMELHANTES A NÓS
Quando observamos as dificuldades de nossos filhos, é como se estivéssemos olhando para nós mesmos, pois muitas vezes agimos da mesma maneira diante do nosso Pai celestial.
Cada dia é uma nova oportunidade para sermos tratados por Deus e, ao mesmo tempo, tratarmos nossos filhos.
Eles estão passando, ou ainda passarão, por problemas emocionais, financeiros, políticos e espirituais. Enfrentarão inúmeras tentações, sofrerão boas e más influências e terão muitos caminhos diante de si.
Por isso, precisamos auxiliá-los a enxergar todas essas situações à luz da Palavra de Deus, pois somente ela pode lhes dar verdadeira esperança.
PERGUNTAS IMPORTANTES
• O que Deus deseja que meu filho enxergue neste momento?
• Como posso ajudá-lo a enxergar?
Não por meio de ameaças.
Não por meio de punições.
Não com palavras que desanimam.
Não levantando a voz.
Agindo assim, eles apenas se fecharão e procurarão fugir dos pais na primeira oportunidade.
CONDUZINDO-OS À CONFISSÃO
Conduzir nossos filhos à confissão significa ter conversas ternas, pacientes e compreensivas, que produzam discernimento, para que eles possam identificar aquilo que ainda não reconhecem e não conseguem enxergar.
Essa confissão não deve ser como um julgamento, com promotor, juiz, júri e advogado de defesa.
Ela deve ser espontânea, marcada pelo reconhecimento do pecado e pelo desejo sincero de não permanecer naquele caminho.
Eles precisam compreender a confissão no sentido bíblico: aceitação, perdão, cura e amor.
A única esperança verdadeira deles deve estar depositada na pessoa de Jesus Cristo.
Vamos confrontá-los?
Sim.
Mas em amor.
Vamos questionar suas ações e reações?
Sim.
Mas em amor.
Eles precisam enxergar em nós o amor e o perdão de Deus, da mesma forma que fomos perdoados por Ele em Cristo Jesus.
“Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.”
1 João 1:9
Que o Senhor nos conceda sabedoria e discernimento para agirmos de maneira construtiva e sermos instrumentos para a salvação de nossos filhos.
Somos totalmente dependentes da graça de Deus para criar nossos filhos e para vivermos nossos relacionamentos familiares.
Cada dificuldade é uma oportunidade para dependermos ainda mais do Senhor e nos achegarmos, com confiança, ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e socorro em tempo oportuno.
Marcos Peixoto
24/03/2024
DEUS NÃO FALHA COM QUEM ESPERA NELE!
Salmo 31:24
Tende bom ânimo, e ele fortalecerá o vosso coração, todos vós que esperais no Senhor.
Quem de nós nunca sentiu o coração vacilar diante das dificuldades?
Quem de nós já teve dúvidas se realmente o Senhor ouviu nossa oração?
A Bíblia está repleta de exemplos de homens e mulheres que passaram por momentos assim.
Mesmo aquele que está em Cristo, que tem a certeza de sua morte e ressurreição com Cristo, que tem a certeza de que está unido a Cristo e que tem a eternidade para conhecer o Senhor, por causa da nossa natureza terrena, fraca e inconstante, e dos ataques sutis de Satanás, em muitas ocasiões vê surgirem medos, incertezas e até dúvidas.
Aconteceu isso com Abraão, Moisés, Josué, Davi e vários profetas…
Jesus não teve dúvidas, mas ficou angustiado até a morte quando estava prestes a ir para a cruz.
João 12.27
Agora, está angustiada a minha alma, e que direi eu? Pai, salva-me desta hora? Mas precisamente com este propósito vim para esta hora.
Mas Ele sabia que o Pai o ouvia a toda hora. Foi assim na ressurreição de Lázaro:
João 11.42
Aliás, eu sabia que sempre me ouves, mas assim falei por causa da multidão presente, para que creiam que tu me enviaste.
Cristo Jesus é verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem.
Jesus, sendo 100% homem, sabe o que é padecer. Isaías 53 nos diz que Ele era homem de dores, experimentado no sofrimento, e foi tentado e sofreu as dores mais terríveis que um homem pode suportar. Mas Ele tinha a certeza de que Seu Pai era com Ele e de que todo o Seu sofrimento resgataria a criação, tiraria o homem do pecado e o levaria para o reino do Seu amor.
É nesse salmo que Davi traz à nossa memória a esperança para confiarmos no Senhor. Davi também passou por momentos de dor, perseguição, traição, incertezas e pecados, mas ele conhecia o SENHOR, o Bom Pastor.
Ao escrever: “Tende bom ânimo, e ele fortalecerá o vosso coração, todos vós que esperais no Senhor”, ele falava de uma esperança verdadeira, provada em sua própria experiência com Deus.
Se você espera no Senhor, sua esperança não é em vão. Seu coração pode até enfraquecer, mas Deus é aquele que fortalece os Seus filhos.
Tende bom ânimo, e ele fortalecerá o vosso coração, todos vós que esperais no Senhor.
Davi confiou no Senhor quando enfrentou problemas dolorosos e singulares, e Deus o livrou. No final dessa libertação, ele escreveu este salmo para ser cantado pelos fiéis de todos os tempos e em todas as situações.
Essa exortação de Davi é baseada em sua própria experiência.
Pense, então, que você pode ouvir Davi, que há muito adormeceu, que há muito está com o Senhor, falando de seu túmulo real e dizendo, como resultado de sua própria experiência feliz:
Tende bom ânimo, e ele fortalecerá o vosso coração, todos vós que esperais no Senhor.
Antes de mais nada, gostaria que você notasse um detalhe.
O salmista está falando: “Todos vocês que esperam no Senhor.”
Não devemos considerar todas as partes da Bíblia como dirigidas a cada indivíduo. Há muitas mensagens para todos os filhos de Adão, mas há certas partes dela que estão reservadas e pertencem apenas àquela semente, de acordo com a promessa, que se distingue pela fé, pela qual se sabe que está em aliança com Deus e que Deus Pai deu ao Seu Filho.
A Sagrada Escritura discrimina.
Ela faz algumas promessas gerais, mas suas palavras escolhidas são dadas a pessoas de caráter especial.
A quem Davi está falando?
Todos vocês que esperam no Senhor.
Somente esperam no Senhor aqueles que estão unidos a Cristo. Aqueles que estão ligados ao mundo não esperam no Senhor; sua esperança está em coisas, riquezas, poder e pessoas.
Já os filhos são homens e mulheres com esperança.
• Eles ainda não têm tudo o que esperam ter.
• Ainda não entraram na posse de toda a sua herança.
• Eles têm uma esperança que aguarda algo melhor.
• Eles têm uma esperança viva, que vê coisas invisíveis para os outros e contempla glórias que o olho humano jamais contemplou.
A pergunta é: você e eu temos essa esperança?
Todos os seus tesouros estão diante de você ou estão atrás de você?
Para os que são realmente filhos de Deus, sua esperança está onde seus olhos ainda não veem, nem suas mãos podem alcançar. O povo de Deus é um povo que espera e, portanto, aguarda o cumprimento das promessas que Deus fez a eles por meio de Jesus Cristo.
Os que estão unidos a Cristo esperam coisas boas, pois isso está implícito quando o salmista fala daqueles que esperam no Senhor. Afinal, ninguém cuja esperança está no Senhor espera coisas más.
Não somos levados pela esperança no Senhor a esperar até mesmo as coisas temporais além de um certo limite.
• Não esperamos riquezas.
• Não esperamos uma longa permanência aqui, pois ouvimos uma voz nos dizendo: “Este não é o seu descanso, pois está poluído.”
Nossa esperança não poderia, mesmo que quisesse, contentar-se com as coisas que são visíveis e temporais.
Esperamos por uma cidade cujo construtor e criador é o SENHOR. Esperamos alegrias que os olhos não viram, nem os ouvidos ouviram, nem subiram ao coração do homem.
Estamos esperando por coisas tão boas que só podem vir do próprio Deus. Nossa esperança sobre elas, portanto, está inteiramente nEle.
Glória a Deus, pois nossa esperança está enraizada, fundamentada e estabelecida no Senhor.
Todos vocês que esperam no Senhor.
Davi está nos dizendo que não temos esperança à parte do Senhor. Esperamos no Pai, no Filho e no Espírito Santo.
Para o Pai, olhamos com a expectativa de um filho que é herdeiro.
Para o Filho de Deus, olhamos esperando por aquela festa de casamento que será celebrada com Aquele a quem estamos prometidos por um noivado que nunca poderá ser desfeito.
Para o Espírito Santo, cremos que Ele está conosco a todo momento, consolando-nos, animando-nos, ensinando-nos, revelando-nos e exortando-nos em todo o tempo.
Salmo 62.1-2
Somente em Deus, ó minha alma, espera silenciosa; dele vem a minha salvação. Só ele é a minha rocha, e a minha salvação, e o meu alto refúgio; não serei muito abalado.
Normalmente temos grandes expectativas, mas nossas expectativas não estão em homens que morrem nem em homens que vivem. Nossas expectativas estão nAquele que nunca morre, nunca falha e nunca decepciona aqueles que nEle confiam.
Aquele que crê deve ter certeza em quem crê; caso contrário, é apenas um acreditar…
Romanos 10.8-11
Porém que se diz? A palavra está perto de ti, na tua boca e no teu coração; isto é, a palavra da fé que pregamos.
Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo.
Porque com o coração se crê para justiça e com a boca se confessa a respeito da salvação.
Porquanto a Escritura diz: Todo aquele que nele crê não será confundido.
Mas, como já falamos, habitamos em um corpo terreno, suscetível a muitas emoções, e por isso Davi nos anima:
Todos vocês que esperam no Senhor!
Somos tão pequenos. Muitas vezes nos sentimos inúteis, incompreendidos, medrosos e trêmulos.
Algumas vezes não somos quem queremos ser e nem mesmo conseguimos enxergar nossas próprias imperfeições.
Essa passagem vem como um bálsamo para nos curar, pois traz esperança, revigora a nossa alma… O texto continua:
Ele fortalecerá o vosso coração.
Creio que todos concordam que há uma fraqueza frequente, aparente em muitos daqueles que esperam no Senhor. É uma fraqueza perigosa, pois é uma fraqueza do coração.
O texto diz:
Tende bom ânimo, e ele fortalecerá o vosso coração,
onde está implícito que, às vezes, o coração daqueles que esperam no Senhor fica fraco.
Como você bem sabe, a doença cardíaca é uma doença muito perigosa. Mesmo que haja muito pouco de errado com o coração, é um assunto sério, pois todas as outras partes do corpo serão afetadas.
Cada um de nós pode enfrentar, ocasionalmente — e até com muita frequência —, uma fraqueza do coração.
Então perde-se a coragem e a alegria, e isso acaba nos tornando medrosos e temerosos. Essa fraqueza ocorre em muitas ocasiões. Algumas vezes, vemos aqueles que esperam no Senhor muito fracos de coração sob grande sofrimento.
Não creio que nos falte confiança em nós mesmos — pelo menos a alguns de nós, não —, mas é a confiança em Deus que se deseja, e isso é outra coisa.
Essa confiança em Deus torna os fracos fortes e os tímidos corajosos. Que todos nós tenhamos uma grande porção dela correndo em nossas veias!
Deus nos livre da fraqueza de coração, para que não prejudiquemos o reino de nosso Senhor retendo o nosso serviço.
Entre em contato com o seu Deus, lance-se sobre o poder divino, e você se levantará com nova força e poder. Mas, se um dia você se separar dEle, então tudo estará acabado para você.
Se o seu coração está fraco, o Senhor colocará coragem nele. A covardia enfraquece, o medo esgota nossas forças, e o salmista nos exorta:
Tende bom ânimo, e ele fortalecerá o vosso coração.
Amém.
14 /02/ 25
HÁ CURA PARA O CEGO
Então chegaram a Betsaida. E lhe trouxeram um cego e pediram a Jesus que tocasse nele. Jesus, tomando o cego pela mão, levou-o para fora da aldeia. Então cuspiu nos olhos do homem e, impondo-lhe as mãos, perguntou: — Você vê alguma coisa? O homem, recuperando a visão, respondeu: — Vejo pessoas, mas elas parecem árvores que andam. Então Jesus novamente pôs as mãos sobre os olhos dele. E o homem, passando a ver claramente, ficou restabelecido; e distinguia tudo de modo perfeito. E Jesus o mandou para casa, recomendando-lhe: — Não entre na aldeia. Marcos 8:21-26
Vamos meditar nesse texto do Evangelho de Marcos onde encontramos um dos milagres mais curiosos da Bíblia. Não foi simplesmente um milagre, mas foram dois milagres realizados por Jesus.
Podemos dizer que Jesus realiza um milagre de forma gradual, ou seja, cura um cego fisicamente, e também nos mostra o processo de transformação espiritual.
Outra questão que nesse texto é Jesus levar o homem para fora da aldeia para o curar, e ainda alertá-lo a não retornar aquele local.
Esse é o pano de fundo para nossa meditação nesta manhã.
v.22 – Então, chegaram a Betsaida; e lhe trouxeram um cego, rogando-lhe que o tocasse.
Quando Jesus realiza esse milagre a sua fama já o antecedia.
Muitas maravilhas já haviam sido feitas por Ele, e as notícias, como sempre, chegam rápido…
Vocês sabem que no primeiro século, as notícias tinham que ser levadas por pessoas que transmitiam boca a boca ou através de cartas, dependendo o local, deveria utilizar embarcações, cavalos…
Jesus já havia ensinado em muitos lugares, realizado milagres, como a multiplicação dos pães duas vezes, curado muitas pessoas, e em virtude destes sinais e maravilhas, muitos o seguiam…
No local, vilarejo, cidade em que Jesus chegava, já haviam muitas pessoas esperando, para vê-lo, ouvi-lo, quem sabe ser curada, mas também haviam os curiosos e os sépticos, que não acreditavam, e ainda muitos judaizantes de plantão que por inveja, perseguiam e tentavam pegar Jesus em alguma cilada…
Nesse contexto, chegaram, Jesus, os discípulos e mais uma caravana que o seguia em Betsaida…
Betsaida (significa casa de pesca). Era um pequeno vilarejo as margens do Lago Genesaré (ou mar da Galileia), a 6 km de Cafarnaum e cerca de 200 kg ao norte de Jerusalém.
Betsaida também era o local de moradia de quatro dos doze discípulos de Jesus (André, Pedro, Felipe e João).
Era comum, Jesus chegar em uma localidade e uma grande multidão o aguardar.
Eles buscavam principalmente a cura para o corpo, visto que as chances de receber um milagre a partir de Jesus eram muito grandes. Outros ainda queriam por curiosidade ver esse homem que fazia maravilhas e milagres…
Podemos nos lembrar de Zaqueu, que subiu em uma árvore para ver Jesus, pois era um homem de pequena estatura, ele foi um desses curiosos, que teve sua vida transformada ao ter um encontro pessoal com Jesus.
É importante ressaltar que: Jesus nunca se negou socorrer aqueles que o buscavam e hoje, da mesma forma, Ele continua a socorrer aqueles que o buscam.
O Salmista Davi sabia disso, tanto que escreve no Salmos 46:1:
Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações.
Vamos voltar para o versículo 22 e continuar a leitura:
E lhe trouxeram um cego, rogando-lhe que o tocasse:
Naquele tempo, por falta de recursos, informações e mesmo para que a manifestação da glória de Deus acontecesse, haviam muitos cegos, coxos, leprosos, ou seja, muitas doenças congênitas.
Essas doenças congênitas têm suas causas em alterações que surgem durante a formação do feto, na gestação (que podem afetar qualquer tecido do corpo humano, como ossos, músculos ou órgãos, resultando em alterações físicas, desenvolvimento incompleto ou funcionamento incorreto de vários órgãos).
Dessa forma, os que tinham tais doenças, eram colocados à margem da sociedade…
Inclusive, os religiosos de plantão, alegavam que por causa do pecado dos pais ou da própria pessoa é que ele se encontrava naquela situação… vemos aqui que um dos problemas do religioso é a falta de misericórdia e amor pelo próximo… (isso fere 6 mandamentos de Deus).
Se esse pensamento dos religiosos fosse verdade, imaginem como seria o mundo, pois a Palavra de Deus nos diz:
Eu nasci na iniquidade, e em pecado me concebeu minha mãe. Salmos 51:5
Sendo assim, o homem nasce em pecado, separado, inimigo de Deus, todos nasceriam com algum problema, de cegueira, deficiência física, auditiva, na fala etc.
Entretanto, espiritualmente falando isso é um fato verídico.
O maior problema, a maior deficiência do ser humano é a cegueira espiritual, a separação de Deus, viver no mundo sem esperança de uma vida eterna…
O pecado é o grande e maior problema do homem, e somente Jesus Cristo pode tirar o homem do lamaçal em que vive.
E minha oração nesse dia é que, se porventura alguém aqui presente ainda tem os olhos espirituais fechados, que eles sejam abertos para contemplar a obra maravilhosa que Cristo fez em nosso favor, nos tirando do império das trevas e nos transportando para o reino do seu amor.
Essa obra foi a nossa atração no corpo de Cristo onde Ele nos incluiu em sua morte, sepultamento e ressurreição. Esse é o maior milagre que qualquer um de nós pode receber…
Quero lembra-los que a Palavra nos diz que não há ninguém que busque a Deus, e se nós estamos aqui hoje, buscando o Senhor, é porque Ele nos buscou primeiro.
Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora. João 6:37
E como foi isso? Texto muito conhecido nos diz:
Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. João 3:16
Jesus veio a esse mundo para buscar pecadores como eu e você. E esse cego de Betsaida tem muito a ver com você e comigo…
1 ponto para gravarmos é:
Precisamos levar as pessoas até Jesus, apontar o caminho
Voltemos para o texto:
v. 23: Jesus, tomando o cego pela mão, levou-o para fora da aldeia e, aplicando-lhe saliva aos olhos e impondo-lhe as mãos, perguntou-lhe: Vês alguma coisa?
Interessante que mesmo sendo um local pequeno, Jesus leva o homem para fora da aldeia.
Em outra ocasião, quando Jesus cura um surdo e gago Marcos 7. 31-37, ele também tira o homem da multidão…
Multidão é um problema, pois no meio dela existem todos os tipos de pessoas, e principalmente os incrédulos…
Quero frisar isso – Assim como os amigos e talvez parentes desse cego o levaram a Jesus, nossa missão como cristãos é levar as pessoas a Cristo.
Apresentar o Evangelho. Mostrar, pela Palavra que todos nasceram em pecado e carecem da graça de Deus.
O convencimento do pecado é obra do Espírito Santo. Você e eu não temos poder de converter ninguém.
Se o fizermos, estaremos convertendo-os para nós mesmos…
Jesus afasta esse homem da multidão, e mais, para fora da aldeia…
1 – Talvez para afastar o homem daquele povo que era incrédulo…
2 – talvez também por que aquele local já havia sido julgado por sua incredulidade…
Mateus 11:21
Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Porque, se em Tiro e em Sidom se tivessem operado os milagres que em vós se fizeram, há muito que elas se teriam arrependido com pano de saco e cinza.
Esse alerta serve para cada um de nós:
Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado. Marcos 16:16
Outro ponto que chama atenção nesse milagre é a prontidão e o cuidado de Jesus, que toma o cego pela mão…
O Criador do universo, O Senhor dos senhores, O Rei dos reis sendo guia de um cego.
Paulo criticou os judeus de plantão por se orgulharem de sua procedência, de terem a lei a seu favor, mas não a cumprirem.
Que estás persuadido de que és guia dos cegos, luz dos que se encontram em trevas, Tu, que te glorias na lei, desonras a Deus pela transgressão da lei? Romanos 2:19 e 23
Os judeus se orgulhavam das suas obras e de conhecer a lei de Moisés, mas não reconheceram o Messias, e além de transgredir a Lei eram pedra de tropeço para os mais fracos.
E aqueles que Deus deu a Jesus, Ele continua se importando e buscando e hoje mesmo Ele quer ganhar o meu e o seu coração.
Esse cego era desprezado, assim como outros que Jesus buscou…
Foi assim com Zaqueu, com Maria Madalena, com os leprosos, com Bartimeu entre outros. Jesus sempre está pronto para receber aqueles que o buscam.
Verso 23 continua:
Aplicando-lhe saliva aos olhos e impondo-lhe as mãos, perguntou-lhe: Vês alguma coisa?
O que nos chama atenção nesse milagre é justamente esse fato:
Jesus que já havia curado multidões, multiplicado pães, andado sobre o mar, ressuscitado mortos pergunta ao pobre homem se ele via alguma coisa. Será que Jesus não podia curar esse homem de uma vez? Pense nisso…
Mas a resposta do homem ainda mais curiosa:
Este, recobrando a vista, respondeu:
Vejo os homens, porque como árvores os vejo, andando. Marcos 8:24.
Olhando para o texto, parece que o milagre não foi suficiente e precisou de um “retoque”, será?
O texto continua:
Então, novamente lhe pôs as mãos nos olhos, e ele, passando a ver claramente, ficou restabelecido; e tudo distinguia de modo perfeito. Marcos 8:25.
1 – Uma hipótese é que o primeiro toque tenha restaurado os olhos, enquanto a outra transmitiu possibilitou a faculdade de usá-los.
Você já deve ter ouvido aquela expressão: tem olhos, mas não vê?
Exemplo:
Pensa em sua casa: Geralmente o homem, tem dificuldade de encontrar a meia, a bermuda, aquela blusa… E grita para a esposa: – onde está minha meia…
A mulher responde: – Na gaveta… Mas eu já procurei e não está lá… – Então a mulher vai, abre a gaveta e acontece um “milagre” – a meia aparece…
A meia sempre esteve lá mas os olhos não a viram…
Ou tem ouvidos, mas não escuta?
Exemplo:
Você conta algo para a pessoa, pensa que ela está ouvindo, e ela então pergunta: – o que foi que você falou mesmo?
Isso também acontece na vida espiritual…
A Palavra de Deus, a Bíblia é o nosso manual, nosso guia, nossa bússola, lemos, meditamos, mas não cumprimos o que está escrito…
Ouvimos, domingo após domingo o pastor pregar o Evangelho, mas, para tristeza e vergonha, na segunda feira esquece-se tudo…
Esse milagre em “duas etapas” é o único exemplo registrado de uma cura progressiva…
Mas por que ele foi registrado dessa forma? O que ele tem para nos ensinar nos dias atuais?
Dos quatro casos registrados de visão restaurada, todos os pacientes, exceto um, vieram ou foram levados ao Médico.
No caso do cego de nascença, o Médico veio ao paciente.
Por isso repito, nossa missão é levar as pessoas até Jesus, de que forma?
Apresentando o Evangelho para elas.
– Alguém pode perguntar: Mas e aquelas pessoas que estão nos confins da terra, em lugares ermos? A resposta é: Fique tranquilo, o Senhor vai busca-lo, de uma forma ou de outra. Se essa pessoa foi dada por Deus a Jesus, ela vai ter um encontro real com Cristo.
2 – Hipótese, e é a que eu entendo como a mais correta, mas não deixa de estar ligada a primeira é:
Mesmo os discípulos andando com Jesus por 3 anos, eles ainda não compreendiam de fato quem era Jesus. Eles precisavam da ressureição de Cristo para que houvesse a plena revelação, e o Espírito Santo para confirmar esse fato em seus corações…
Nós hoje, com a Bíblia em nossas mãos, com a facilidade que temos, também, em muitos casos não temos uma visão clara de Jesus, de quem ele realmente é, da sua grandiosa obra em nosso favor.
Muitas vezes, conhecemos, histórias da Bíblia, conhecemos os feitos de Moisés, dos profetas, de Davi… mas Cristo ainda está encoberto, vemos vagamente, como esse cego viu aqueles homens, como árvores…
Isso significa que tanto os discípulos e nós hoje necessitamos da revelação do Espírito Santo para que possamos ver claramente Jesus Cristo e toda a sua obra redentora em nosso favor…
Quem é Jesus?
Vamos um pouco mais adiante do nosso texto base…
Marcos 8:27-29
Então, Jesus e os seus discípulos partiram para as aldeias de Cesaréia de Filipe; e, no caminho, perguntou-lhes: Quem dizem os homens que sou eu?
E responderam: João Batista; outros: Elias; mas outros: Algum dos profetas.
Então, lhes perguntou: Mas vós, quem dizeis que eu sou? Respondendo, Pedro lhe disse: Tu és o Cristo.
E em Mateus, esse diálogo vai um pouco adiante e Jesus responde a Pedro:
Mateus 16:17
Então, Jesus lhe afirmou: Bem-aventurado és, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue que to revelaram, mas meu Pai, que está nos céus.
A revelação verdadeira e completa de quem era Jesus veio do Pai (lembrando que Jesus ainda não havia soprado o Espírito Santo sobre a Igreja).
Aqui temos o ponto alto desse milagre, aliás, o maior milagre que pode acontecer na vida do homem é justamente esse: Ter os olhos abertos para enxergar, crer que Jesus é O Cristo, O Messias, aquele que foi enviado por causa do amor de Deus para resgatar o homem da cegueira em que vive.
O milagre do novo nascimento só pode ocorrer pela obra maravilhosa do Espírito Santo de Deus, que revela ao homem quem ele é, sua carência do amor, misericórdia e graça de Deus, e de que nada do que fazemos ou deixamos de fazer faz com que Deus nos ame mais ou menos.
Deus nos ama por causa de Jesus. Aquele que está em Cristo é um amado de Aba.
Você e eu nascemos afastados de Deus, como nos diz Efésios 2:1
Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados.
Você pode pensar que pode alcançar Deus por meio de uma religiosidade, da honestidade, da sinceridade, da humildade, por boas obras, boas ações, mas isso é impossível.
A salvação não é conquistada por meritocracia. A salvação nos é doada gratuitamente por meio da obra que Cristo realizou na cruz.
Talvez você não saiba com exatidão que obra foi essa, mas quero dizer a você que eu também não conhecia.
Eu sabia que Jesus tinha morrido na cruz. Eu sabia que Jesus tinha ressuscitado, e isso me parecia o suficiente, até que eu soube que Cristo não morreu sozinho, Ele me levou a morrer com Ele. A morte de Cristo foi a minha morte pois eu fui incluído em sua morte…
E eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim mesmo. João 12:32
E o texto que me fez saber da minha inclusão está em Romanos 6.6
Sabendo isto: que foi crucificado com ele o nosso velho homem, para que o corpo do pecado seja destruído, e não sirvamos o pecado como escravos;
Se você não tinha conhecimento desse fato, agora você sabe, e a minha oração é que o Espírito Santo de Deus leve cada um a crer nessa morte com Cristo, pois assim fomos justificados diante de Deus.
A justiça de Cristo foi imputada, colocada em nós, e na sua ressurreição ganhamos uma nova vida.
Essa nova vida não vive na prática do pecado, pelo contrário, passa a odiar o pecado…
Antes, amigos do mundo, agora continuamos no mundo, mas não somos mais consumidos e conduzidos pelas coisas do mundo.
Cristo é a nossa vida, é o nosso alvo, e com alegria, confiança e esperança aguardamos a volta do nosso Senhor para nos resgatar e assim recebermos um novo corpo, um corpo igual ao de Cristo, glorificado, sem dor, sem medo, sem pecado…
Acredito que aqui temos a tipificação da religião e do Evangelho.
1 – Jesus leva o cego fora do arraial, passa em seus olhos a saliva. Este primeiro contato é o saber, isto nos leva a enxergar as coisas como que nubladas, com um véu que nos impede de ver claramente. Está é a visão de Cristo crucificado, todos enxergam assim.
2 – Jesus toca novamente nos olhos do “meio cego”, mas agora ele vê claramente. Está é a visão não só de Cristo crucificado, mas da minha inclusão em Cristo, tanto na morte como na ressureição, essa é a nossa união com Cristo.
Nesse ato que somos levados a crer nesse fato, o véu é removido, e agora as coisas começam a clarear, a fazer sentido… Começamos a enxergar as maravilhas que Deus fez, faz e fará. E a Palavra, A Bíblia vai nos mostrar apontar essas coisas…
Agora começamos a ver as coisas claramente, há um desvendar, aquilo que encontramos em Isaías 43:10 SABER – CRER – ENTENDER. – percebem como em nossas vidas esse milagre também é gradual…
Esse é o milagre que aconteceu na vida daquele cego.
Esse é o milagre que aconteceu na minha vida há cerca de 20 anos.
E espero que hoje o Espírito Santo faça um milagre na sua vida, caso você ainda não seja um filho de Deus.
Para aqueles que já estão em Cristo, que tem o privilégio de ser filhos, perseverem na santidade, lendo a Palavra, orando, tendo comunhão com os santos, anunciando esse Evangelho da graça…
V.26 Jesus adverte o cego para que: não estrasse na aldeia, ou seja, não volte ao velho modo de vida seu, agora vc está vendo claramente e vc não pertence mais a este lugar.
07/12/2024