JESUS ESTÁ VOLTANDO E AGORA?
Graça e paz, meus irmãos.
É uma alegria muito grande estar com vocês nesta noite.
Quero meditar com vocês sobre um tema que desperta esperança, mas também responsabilidade:
Vamos ler inicialmente Mateus 24.29-31.
Logo em seguida à tribulação daqueles dias, o sol escurecerá, a lua não dará a sua claridade, as estrelas cairão do firmamento, e os poderes dos céus serão abalados. Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem; todos os povos da terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória. E ele enviará os seus anjos, com grande clangor de trombeta, os quais reunirão os seus escolhidos, dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus.
(Mateus 24.29-31 – ARA)
Oração
O tema da volta de Cristo é um assunto relacionado à escatologia, ou seja, ao estudo das últimas coisas.
Aprendi que, quando estudamos escatologia, devemos ter humildade, porque existem pontos em que cristãos fiéis possuem interpretações diferentes.
Podemos dizer que alguns temas são escritos “a lápis”, porque precisamos reconhecer os limites da nossa compreensão diante da grandeza da revelação de Deus.
Como disse o Dr. Russell Shedd:
“A escatologia não tem o objetivo de responder às minhas curiosidades, mas de despertar a minha responsabilidade.”
Por isso, nesta noite não entrarei em discussões sobre pré, meso ou pós-tribulação.
Também não entrarei em detalhes sobre as diferentes interpretações a respeito do milênio.
Creio na revelação progressiva das Escrituras e que o Espírito Santo nos conduz ao entendimento daquilo que Deus revelou.
Gosto muito do texto de Filipenses 3.16:
“Todavia, andemos de acordo com o que já alcançamos.”
Portanto, quero que você pense em três perguntas nesta noite:
1 – Você realmente crê que Jesus vai voltar?
2 – Quando Ele voltar, como encontrará você e eu?
3 – Até a sua volta, o que devemos fazer?
Essas três perguntas estão diretamente ligadas ao tema que preparei:
JESUS ESTÁ VOLTANDO E AGORA?
A promessa da volta de Cristo
O próprio Jesus falou sobre sua volta, conhecida no grego como parousia, que significa presença, chegada ou vinda.
Encontramos esse ensino nos três Evangelhos:
• Mateus 24;
• Marcos 13;
• Lucas 21.
Na ocasião, Jesus estava ensinando no Monte das Oliveiras.
Vamos tomar como base o Evangelho de Mateus, capítulo 24.
Mateus 24.1-2:
Tendo Jesus saído do templo, ia-se retirando, quando se aproximaram dele os seus discípulos para lhe mostrar as construções do templo. Ele, porém, lhes disse: Não vedes tudo isto? Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derribada.
Ao ouvir essas palavras, os discípulos fizeram duas perguntas:
1 – Quando acontecerão essas coisas?
2 – Qual será o sinal da tua vinda e da consumação do século?
Jesus, como Mestre perfeito, responde essas perguntas apresentando quatro verdades importantes:
1 – Jesus apresenta uma descrição dos acontecimentos que antecederão sua volta.
2 – Jesus exorta seus discípulos e também a nós a vigiar, aguardar e perseverar.
3 – Jesus faz uma advertência sobre o juízo que virá sobre a terra e seus habitantes.
4 – Jesus fortalece seus discípulos com a promessa da recompensa por ocasião da sua volta.
O início do ensino de Jesus
O ensino de Jesus começa a partir da declaração sobre:
1 – A destruição do templo
Essa profecia teve um cumprimento histórico quando Jerusalém foi destruída no ano 70 d.C. pelo general romano Tito.
A destruição do templo marcou um momento importante na história e, dentro da interpretação escatológica, muitos entendem esse acontecimento como parte do início do período chamado por Jesus de “princípio das dores”.
Muitos outros acontecimentos vieram depois disso, e ainda vivemos nesse período aguardando o cumprimento pleno das palavras de Cristo.
Por isso, precisamos prestar muita atenção à descrição que Jesus faz sobre os acontecimentos futuros.
A pergunta dos discípulos
Eles queriam saber:
• Quando ocorrerão essas coisas?
• Quais serão os sinais desses acontecimentos?
1 – Jesus faz uma descrição dos acontecimentos
Mateus 24.4-8:
Jesus começa alertando sobre:
Falsos Cristos
Ao longo da história muitos apareceram tentando ocupar o lugar que pertence somente a Cristo.
Guerras e rumores de guerras
Nação contra nação e reino contra reino
Fomes e terremotos em vários lugares
Jesus, porém, deixa claro:
“Vede que não vos assusteis, porque é necessário assim acontecer, mas ainda não é o fim.”
(Mateus 24.6)
Não devemos ser dominados pelo medo diante desses acontecimentos, porque tudo está debaixo da soberania de Deus.
Tudo acontece dentro do kairós de Deus, o tempo determinado pelo Senhor.
Um ponto importante
Algumas pessoas dizem:
“Mas guerras sempre existiram. Desde a antiguidade existem conflitos.”
E isso é verdade.
A história humana sempre foi marcada por guerras, disputas e conflitos.
Mas precisamos observar aquilo que Jesus ensinou: não apenas a existência desses acontecimentos, mas também sua intensidade, frequência e o cenário mundial que eles produzem.
Vamos continuar. Nesta parte vamos trabalhar os sinais apresentados por Jesus em Mateus 24 e a aplicação pastoral para os jovens. Mantive seu tom de alerta, mas ajustando para que o foco principal permaneça no ensino de Cristo: não apenas observar os acontecimentos, mas viver preparado diante de Deus.
Os sinais que antecedem a volta de Cristo
Jesus continua sua resposta aos discípulos mostrando que esses acontecimentos fariam parte de um período de preparação para aquilo que viria.
Precisamos entender que Jesus não apresentou esses sinais para satisfazer nossa curiosidade sobre datas ou momentos específicos, mas para despertar em nós vigilância, perseverança e fidelidade.
Como Ele mesmo disse:
“Vede que não vos assusteis, porque é necessário assim acontecer; mas ainda não é o fim.”
(Mateus 24.6)
Os acontecimentos do mundo não estão fora do controle de Deus.
Mesmo em meio às guerras, crises, sofrimentos e instabilidades, Deus continua governando a história.
Guerras e conflitos entre as nações
Jesus disse:
“Porquanto se levantará nação contra nação, reino contra reino…”
(Mateus 24.7)
Ao longo da história, sempre existiram guerras e conflitos.
O Antigo Testamento está repleto de relatos de guerras entre povos e nações.
Também sabemos que, no século XX, o mundo enfrentou duas grandes guerras mundiais, além de diversos outros conflitos:
• Guerra do Vietnã;
• Guerra da Coreia;
• Guerra Fria;
• conflitos no Oriente Médio;
• guerras civis em diferentes países;
• conflitos na África e na Ásia.
E ainda hoje vemos guerras e ameaças entre nações.
O conflito entre Rússia e Ucrânia, por exemplo, trouxe novamente ao mundo o temor de uma instabilidade global maior, envolvendo questões econômicas, energéticas e políticas.
Também observamos tensões entre grandes potências mundiais e conflitos em diferentes regiões.
Mas precisamos lembrar:
Jesus não disse que cada guerra seria automaticamente o sinal do fim.
Ele disse que essas coisas seriam o princípio das dores.
Ou seja, esses acontecimentos apontam para uma realidade maior: a humanidade caminha para o cumprimento dos propósitos de Deus.
Fome e sofrimento no mundo
Jesus também afirmou:
“…e haverá fomes…”
(Mateus 24.7)
A fome sempre esteve presente na história humana.
Milhões de pessoas ainda sofrem com pobreza extrema, falta de recursos básicos e crises alimentares.
Além do sofrimento humano, crises em uma determinada região podem afetar pessoas em outras partes do mundo.
Um problema econômico, uma guerra ou uma instabilidade política em uma nação pode produzir consequências globais.
Mas Jesus novamente nos lembra:
Isso ainda é o princípio das dores.
Terremotos em vários lugares
Jesus também disse:
“…e terremotos em vários lugares.”
(Mateus 24.7)
Todos os anos milhares de tremores acontecem em diferentes regiões do planeta. Muitos deles são pequenos e nem são percebidos pelas pessoas.
Outros, porém, causam grandes destruições.
Nos últimos anos vimos terremotos de grande impacto, como o ocorrido na Turquia e Síria, além de outros terremotos históricos registrados em diferentes partes do mundo.
Alguns podem dizer:
“Mas terremotos sempre aconteceram. Hoje apenas temos mais tecnologia para medir.”
E existe verdade nisso. A tecnologia realmente nos permite identificar eventos que antes não eram registrados.
Porém, a questão principal não é apenas observar um terremoto isolado, mas perceber que Jesus nos chamou a estar atentos aos sinais e a permanecer preparados.
O problema não é a informação que recebemos.
O problema é quando o coração humano vê todos esses acontecimentos e continua indiferente à voz de Deus.
Como Pedro escreveu:
“Nos últimos dias, virão escarnecedores com os seus escárnios, andando segundo as próprias paixões e dizendo: Onde está a promessa da sua vinda?”
(2 Pedro 3.3-4)
Perseguição, apostasia e esfriamento do amor
Jesus continua dizendo:
“Então, sereis atribulados, e vos matarão. Sereis odiados de todas as nações, por causa do meu nome.”
(Mateus 24.9)
E também:
“Levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos.”
(Mateus 24.11-12)
Jesus fala de algo ainda mais profundo do que crises externas.
Ele fala de uma crise espiritual.
A humanidade não enfrentará apenas problemas políticos, econômicos ou sociais, mas também um aumento da rejeição contra Deus e contra sua Palavra.
Cada vez mais vemos:
• falta de temor ao Senhor;
• relativização da verdade bíblica;
• pessoas tratando o pecado como algo normal;
• rejeição dos princípios estabelecidos por Deus;
• zombaria daqueles que desejam permanecer fiéis a Cristo.
Muitos dizem:
“A Bíblia é um livro ultrapassado.”
“Os valores cristãos precisam ser atualizados.”
“Jesus estava errado em alguns aspectos.”
Mas a Palavra de Deus permanece eterna.
O problema nunca será a Palavra precisar se adaptar ao homem.
O problema é o homem precisar se submeter à Palavra de Deus.
O que Jesus espera de nós diante disso?
A pergunta não deve ser apenas:
“Será que Jesus está voltando?”
A pergunta mais importante é:
“Eu estou preparado para encontrá-lo?”
Porque os sinais não foram dados para alimentar especulações, mas para conduzir o povo de Deus a uma vida de vigilância.
Por isso Jesus continua dizendo:
“Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo.”
(Mateus 24.13)
Perseverar até o fim
Perseverar significa:
• permanecer;
• continuar firme;
• não abandonar a fé;
• não fugir diante das dificuldades;
• permanecer confiando em Cristo.
Meus queridos jovens, eu sei que os dias são difíceis.
As ofertas do pecado são constantes.
As tentações estão cada vez mais próximas.
Existe uma pressão enorme para que vocês abandonem os valores de Cristo e sigam o padrão deste mundo.
Mas essa luta não é apenas dos jovens.
A batalha espiritual envolve todos os discípulos de Jesus.
A investida de Satanás é contra Cristo e contra todos aqueles que pertencem a Ele.
Por isso precisamos permanecer firmes na Palavra, vivendo e anunciando o verdadeiro Evangelho: a morte e ressurreição de Cristo.
Paulo nos orienta:
“Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo.”
(Efésios 6.11)
E:
“Estai, pois, firmes, cingindo-vos com a verdade e vestindo-vos da couraça da justiça.”
(Efésios 6.14)
Vamos continuar. Agora entramos em uma parte muito importante do estudo: o juízo de Deus e a necessidade de estar preparado para a volta de Cristo.
Aqui fiz alguns cuidados especiais:
• mantive sua ênfase na realidade do juízo;
• preservei a urgência do chamado ao arrependimento;
• ajustei algumas afirmações escatológicas para ficarem mais firmadas no texto bíblico, sem afirmar como certeza aquilo que pertence ao campo interpretativo.
3 – Jesus faz uma advertência sobre o juízo que virá sobre a terra e seus moradores
Depois de ensinar sobre os sinais e sobre a necessidade de perseverar, Jesus apresenta uma realidade que muitas vezes é esquecida: a sua volta não será apenas um momento de esperança para os salvos, mas também um momento de juízo para aqueles que rejeitaram a Deus.
A volta de Cristo revelará o verdadeiro estado espiritual de cada pessoa.
Jesus ensina isso em Mateus 25, na parábola das ovelhas e dos cabritos.
Vamos ler Mateus 25.31-34:
“Quando vier o Filho do Homem na sua majestade e todos os anjos com ele, então, se assentará no trono da sua glória; e todas as nações serão reunidas em sua presença, e ele separará uns dos outros, como o pastor separa dos cabritos as ovelhas; e porá as ovelhas à sua direita, mas os cabritos, à esquerda; então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo.”
Essa passagem mostra que haverá uma separação definitiva.
Não haverá uma terceira categoria.
Não haverá neutralidade diante de Cristo.
A humanidade será revelada diante do Rei.
A grande questão não será nossa aparência religiosa, nossa posição social, nosso conhecimento bíblico ou nossas realizações humanas.
A pergunta será:
Pertencemos verdadeiramente a Cristo?
Porque o destino final será completamente diferente.
Jesus conclui:
“E irão estes para o castigo eterno, porém os justos, para a vida eterna.”
(Mateus 25.46)
A eternidade é uma realidade.
O céu é uma realidade.
O juízo também é uma realidade.
Por isso a mensagem da volta de Cristo nunca pode ser apenas uma mensagem de curiosidade sobre acontecimentos futuros, mas deve ser um chamado para arrependimento e fé verdadeira.
Tempos difíceis
Jesus também falou sobre um período de grande sofrimento:
“Porque nesse tempo haverá grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido e nem haverá jamais.”
(Mateus 24.21)
E continua:
“Não tivessem aqueles dias sido abreviados, ninguém seria salvo; mas, por causa dos escolhidos, tais dias serão abreviados.”
(Mateus 24.22)
Esse texto nos mostra duas verdades importantes:
Primeiro, que haverá momentos de grande aflição.
Segundo, que Deus continua soberano mesmo nos períodos mais difíceis.
A tribulação não estará fora do controle do Senhor.
Até mesmo os acontecimentos que parecem caóticos aos olhos humanos continuam debaixo da autoridade de Deus.
O alerta do apóstolo Paulo
Paulo também escreveu aos irmãos de Tessalônica alertando sobre acontecimentos que precederiam a manifestação do Senhor.
2 Tessalonicenses 2.3-6:
“Ninguém, de nenhum modo, vos engane, porque isto não acontecerá sem que primeiro venha a apostasia e seja revelado o homem da iniquidade, o filho da perdição, o qual se opõe e se levanta contra tudo que se chama Deus ou é objeto de culto, a ponto de assentar-se no santuário de Deus, ostentando-se como se fosse o próprio Deus. Não vos recordais de que, ainda convosco, eu costumava dizer-vos estas coisas? E, agora, sabeis o que o detém, para que ele seja revelado somente em ocasião própria.”
A Bíblia nos alerta que haverá oposição intensa contra Deus e contra sua verdade.
Ao longo da história, muitos tentaram identificar pessoas específicas como sendo o anticristo.
Mas precisamos ter cuidado.
A Escritura nos chama mais para vigilância espiritual do que para especulações.
O ponto principal não é descobrir um nome, uma pessoa ou uma data.
O ponto principal é permanecer fiel a Cristo.
A necessidade de guardar a Palavra
Jesus nos advertiu sobre o engano.
Por isso precisamos ser como os bereanos:
“Ora, estes de Bereia eram mais nobres que os de Tessalônica; pois receberam a palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim.”
(Atos 17.11)
Precisamos conhecer a Palavra.
Precisamos comparar tudo com as Escrituras.
Precisamos tomar cuidado com o engano espiritual.
Nem tudo aquilo que carrega o nome de cristão realmente representa Cristo.
Voltando ao nosso tema:
JESUS ESTÁ VOLTANDO E AGORA?
A pergunta continua sendo:
Como será a volta de Cristo?
Jesus responde em Mateus 24.27:
“Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até no ocidente, assim há de ser a vinda do Filho do Homem.”
A volta de Cristo será:
• visível;
• gloriosa;
• inesperada;
• incontestável.
Ninguém precisará anunciar que Cristo voltou.
Assim como um relâmpago ilumina todo o céu, a manifestação do Filho do Homem será percebida por todos.
A esperança dos discípulos
Quero ler agora Lucas 21.25-28:
“Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas; sobre a terra, angústia entre as nações em perplexidade por causa do bramido do mar e das ondas; haverá homens que desmaiarão de terror e pela expectativa das coisas que sobrevirão ao mundo; pois os poderes dos céus serão abalados. Então, se verá o Filho do Homem vindo numa nuvem, com poder e grande glória. Ora, ao começarem estas coisas a suceder, exultai e erguei a vossa cabeça; porque a vossa redenção se aproxima.”
Observe a diferença:
O mundo olha para esses acontecimentos com medo.
O discípulo de Cristo olha com esperança.
Por quê?
Porque a promessa não é apenas que os acontecimentos finais virão.
A promessa é que Cristo virá.
Por isso Jesus diz:
“Exultai e erguei a vossa cabeça, porque a vossa redenção se aproxima.”
Essa é a esperança do cristão.
Vamos continuar. Agora entramos na parte mais pastoral do estudo: a resposta que a volta de Cristo exige de nós hoje.
Aqui está o momento em que a mensagem deixa de olhar apenas para os acontecimentos futuros e confronta o coração: se Jesus está voltando, como devemos viver agora?
Mantive sua estrutura das três perguntas e fortalecei a aplicação para os jovens.
RESPONDENDO ÀS NOSSAS TRÊS PERGUNTAS
Depois de observarmos aquilo que Jesus ensinou sobre sua volta, precisamos voltar às três perguntas que fiz no início:
1 – Você realmente crê que Jesus vai voltar?
A primeira pergunta não é apenas se acreditamos intelectualmente na segunda vinda de Cristo.
A pergunta é:
Essa verdade governa a maneira como estamos vivendo?
A volta de Jesus é uma promessa clara das Escrituras.
Ele mesmo disse:
“Voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também.”
(João 14.3)
Se Deus abriu nossos olhos para essa verdade, se fomos alcançados pela graça e recebemos essa esperança, então devemos permanecer firmes.
Mas se alguém ainda tem dúvidas, se ainda não compreende plenamente essas verdades, a resposta não deve ser simplesmente ignorar.
A resposta deve ser buscar ao Senhor.
Clame por misericórdia.
Peça que Deus revele a grandeza da obra de Cristo realizada na cruz.
Peça um coração regenerado, uma fé verdadeira e uma compreensão cada vez maior do Evangelho.
2 – Quando Ele voltar, como encontrará você e eu?
Essa é uma pergunta que precisa nos confrontar.
Quando Cristo voltar, Ele encontrará pessoas apenas ocupadas com as coisas desta vida ou encontrará discípulos esperando por Ele?
Ele encontrará uma geração apaixonada pelo mundo ou uma geração que ama a Cristo?
A Bíblia nos chama a viver:
Em santidade diante de Deus.
Sendo transformados diariamente à imagem de Cristo.
Caminhando em arrependimento.
Buscando obedecer à Palavra.
Produzindo frutos que evidenciam uma vida regenerada.
Mas precisamos também fazer uma advertência.
Se alguém tem vivido uma vida distante de Deus, uma vida sem arrependimento, sem temor e sem compromisso com Cristo, essa pessoa precisa examinar seu coração.
A solução não é apenas tentar melhorar o comportamento.
A necessidade é muito mais profunda.
É necessário o novo nascimento.
É necessário que Deus revele a obra de Cristo na cruz.
É necessário passar da morte para a vida.
Como Jesus disse:
“Importa-vos nascer de novo.”
(João 3.7)
3 – Até a sua volta, o que devemos fazer?
Enquanto aguardamos a volta de Cristo, não fomos chamados para viver de braços cruzados.
Fomos chamados para uma missão.
Devemos ser:
• testemunhas;
• anunciadores do Evangelho;
• servos fiéis;
• luz no meio das trevas.
A nossa vida precisa anunciar Cristo.
As pessoas precisam perceber a obra de Jesus em nós:
• no nosso falar;
• no nosso comportamento;
• nos nossos relacionamentos;
• nas nossas escolhas;
• na maneira como enfrentamos as dificuldades.
A maior pregação que muitos verão será uma vida transformada pelo Evangelho.
O chamado do atalaia
No Antigo Testamento, o atalaia tinha uma responsabilidade muito séria.
Ele ficava em um lugar elevado observando se algum perigo se aproximava.
Quando percebia a ameaça, deveria tocar a trombeta e avisar o povo.
Se o atalaia avisasse e o povo não desse atenção, ele estava livre da responsabilidade.
Mas se ele visse o perigo e permanecesse em silêncio, seria responsabilizado.
Da mesma forma, nós fomos chamados a anunciar a verdade de Deus.
Não podemos guardar o Evangelho apenas para nós.
Precisamos proclamar a mensagem de salvação.
Como Deus disse ao profeta:
Ezequiel 33.7-9:
“A ti, pois, ó filho do homem, te constituí por atalaia sobre a casa de Israel; tu, pois, ouvirás a palavra da minha boca e lhes darás aviso da minha parte. Quando eu disser ao perverso: Ó perverso, certamente morrerás; e tu não falares, para avisar o perverso do seu caminho, morrerá ele na sua iniquidade, mas o seu sangue da tua mão o requererei. Mas, se falares para avisar o perverso do seu caminho, para que dele se converta, e ele não se converter do seu caminho, morrerá ele na sua iniquidade, mas tu livraste a tua alma.”
PARA NÓS QUE FOMOS ALCANÇADOS PELA GRAÇA
Para aquele que pertence a Cristo, a volta de Jesus não deve produzir terror.
Ela deve produzir esperança.
A volta de Cristo é:
1 – Nosso consolo nas tristezas
1 Tessalonicenses 4.17-18:
“Depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor. Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras.”
A esperança da volta de Cristo consola aqueles que sofrem.
A separação causada pela morte não terá a palavra final.
Cristo vencerá definitivamente a morte.
2 – Nosso descanso e alegria nas perseguições
2 Tessalonicenses 1.7:
“E a vós outros, que sois atribulados, alívio juntamente conosco, quando do céu se manifestar o Senhor Jesus com os anjos do seu poder.”
O sofrimento presente não se compara à glória que será revelada.
Deus conhece as lágrimas dos seus filhos e promete justiça perfeita.
3 – Nosso estímulo para uma vida de santificação
1 João 3.3:
“E a si mesmo se purifica todo o que nele tem esta esperança, assim como ele é puro.”
(ARA)
A esperança da volta de Cristo não nos leva à acomodação.
Ela nos leva à santidade.
Quem espera Cristo deseja parecer-se com Cristo.
4 – Nossa confissão de esperança
Hebreus 10.23:
“Guardemos firme a confissão da esperança, sem vacilar, pois quem fez a promessa é fiel.”
(NVT)
Nossa esperança não está baseada nas circunstâncias do mundo.
Está baseada na fidelidade daquele que prometeu.
5 – Nossa segurança e força nas tribulações
Tiago 5.7-8:
“Por isso, irmãos, sejam pacientes enquanto esperam a volta do Senhor. Vejam como os lavradores esperam pacientemente as chuvas do outono e da primavera. Com grande expectativa, aguardam o amadurecimento de sua preciosa colheita. Sejam também pacientes. Fortaleçam-se em seu coração, pois a vinda do Senhor está próxima.”
(NVT)
6 – Nossa força e firmeza
1 Pedro 1.13:
“Portanto, preparem sua mente para a ação e exercitem o autocontrole. Depositem toda a sua esperança na graça que receberão quando Jesus Cristo for revelado.”
(NVT)
JESUS ESTÁ VOLTANDO E AGORA?
Depois de tudo aquilo que ouvimos, a pergunta permanece:
Se Jesus está voltando, como devemos viver hoje?
A volta de Cristo não deve ser apenas uma informação sobre o futuro.
Ela precisa transformar o presente.
Quem realmente espera Cristo voltar não vive de qualquer maneira.
A esperança da volta do Senhor produz vigilância, santidade, perseverança e testemunho.
1 – Guardar a Palavra no coração
Em primeiro lugar, precisamos guardar a Palavra de Deus no coração e tê-la presente em nossa mente, porque ela nos sustenta e nos dá esperança.
Vivemos em um mundo cheio de vozes.
Muitas opiniões disputam nossa atenção.
Muitas ideias tentam substituir a verdade de Deus.
Por isso precisamos conhecer profundamente as Escrituras.
O salmista declarou:
“Guardo no coração as tuas palavras, para não pecar contra ti.”
(Salmos 119.11)
A Palavra de Deus nos protege contra o pecado, contra o engano e contra os falsos ensinamentos.
Também precisamos lembrar aquilo que Deus já fez.
“Quero trazer à memória o que me pode dar esperança.”
(Lamentações 3.21)
Quando guardamos as promessas de Deus, encontramos forças para permanecer firmes.
2 – Estar atentos aos sinais e permanecer vigilantes
Jesus nos ensinou:
“Portanto, vigiai, porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor.”
(Mateus 24.42)
A vigilância bíblica não significa viver tentando descobrir datas ou fazendo previsões.
Significa viver preparado todos os dias.
É uma vida de comunhão com Deus, arrependimento, oração e obediência.
Jesus também disse:
“Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.”
(Mateus 26.41)
Precisamos reconhecer nossa fragilidade e depender diariamente da graça de Deus.
Jesus também advertiu a igreja de Éfeso:
“Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras; e, se não, venho a ti e moverei do seu lugar o teu candeeiro, caso não te arrependas.”
(Apocalipse 2.5)
Uma igreja pode continuar tendo aparência religiosa e, ao mesmo tempo, perder aquilo que é essencial: o amor por Cristo.
Por isso precisamos examinar constantemente nosso coração.
A pergunta não é apenas:
“Eu estou frequentando uma igreja?”
Mas:
“Eu continuo amando Cristo? Minha vida demonstra que pertenço a Ele?”
3 – Necessitamos perseverar firmes na fé em Cristo
A espera pela volta de Jesus não é uma espera passiva.
É uma caminhada de fidelidade.
Somos chamados a permanecer firmes nas promessas de Cristo.
Paulo escreveu:
“Perseverai na oração, vigiando com ações de graças.”
(Colossenses 4.2)
E Jesus nos lembra:
“Ora, ao começarem estas coisas a suceder, exultai e erguei a vossa cabeça; porque a vossa redenção se aproxima.”
(Lucas 21.28)
Observe algo maravilhoso:
O mesmo acontecimento que causa desespero para muitos causa esperança para os filhos de Deus.
Porque nossa esperança não está no mundo melhorar.
Nossa esperança está em Cristo voltar.
4 – Os salvos, os regenerados, os que nasceram de novo são testemunhas vivas de Cristo
Aqueles que foram alcançados pela graça receberam uma missão.
Não fomos salvos apenas para escapar do juízo.
Fomos salvos para anunciar a grandeza daquele que nos salvou.
Deus declarou:
“Vós sois as minhas testemunhas, diz o SENHOR, o meu servo a quem escolhi; para que o saibais, e me creiais, e entendais que sou eu mesmo, e que antes de mim deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá.”
(Isaías 43.10)
Nossa vida deve apontar para Cristo.
As pessoas precisam enxergar o Evangelho não apenas nas nossas palavras, mas também nas nossas atitude
Meus queridos irmãos
A volta de Jesus está próxima.
Não sabemos o dia nem a hora.
Mas sabemos que Ele virá.
Por isso precisamos nos apegar às coisas que realmente têm valor eterno.
Sim, devemos trabalhar.
Devemos estudar.
Devemos construir uma família.
Devemos cumprir nossas responsabilidades nesta vida.
Tudo isso faz parte da nossa caminhada.
Mas jamais podemos viver como se esta terra fosse nosso destino final.
Precisamos estar preparados para que, se o Senhor voltar hoje ou se Ele nos chamar hoje, estejamos firmados na Rocha que é Cristo.
Que o Senhor conserve a vida de cada um de vocês como testemunhas fiéis da obra de Cristo até a sua volta.
25/02/23