SENHOR, ENSINA-ME O CAMINHO EM QUE DEVO ANDAR
Texto principal: Isaías 48.17-22
Assim diz o SENHOR, o teu Redentor, o Santo de Israel: Eu sou o SENHOR, o teu Deus, que te ensina o que é útil e te guia pelo caminho em que deves andar. Ah! Se tivesses dado ouvidos aos meus mandamentos! Então, seria a tua paz como um rio, e a tua justiça, como as ondas do mar. Também a tua posteridade seria como a areia, e os teus descendentes, como os grãos da areia; o seu nome nunca seria eliminado nem destruído de diante de mim. Saí da Babilônia, fugi de entre os caldeus e anunciai isto com voz de júbilo; proclamai-o e levai-o até ao fim da terra; dizei: O SENHOR remiu a seu servo Jacó. Não padeceram sede, quando ele os levava pelos desertos; fez-lhes correr água da rocha; fendeu a pedra, e as águas correram. Para os perversos, todavia, não há paz, diz o SENHOR. Isaías 48.17-22
INTRODUÇÃO — QUEM ESTÁ DIRIGINDO OS NOSSOS PASSOS?
Ao longo da vida, tomamos decisões diariamente. Algumas são simples, enquanto outras produzem consequências que nos acompanham durante muitos anos. Decidimos sobre nossa família, casamento, criação dos filhos, trabalho, relacionamentos, recursos financeiros e até mesmo sobre aquilo que permitimos ocupar nossos pensamentos.
Mas existe uma pergunta que deveria anteceder todas essas decisões:
Senhor, qual é o caminho em que devo andar?
O profeta Isaías apresenta uma declaração extraordinária da parte de Deus: Eu sou o SENHOR, o teu Deus, que te ensina o que é útil e te guia pelo caminho em que deves andar. Isaías 48.17
Observe que Deus não apenas apresenta um destino. Ele ensina o caminho e conduz aqueles que lhe pertencem. Foi assim com Abraão, Moisés, Elias e tantos outros servos que enfrentaram dificuldades e precisaram aprender a depender da direção do Senhor.
E conosco não é diferente. A Palavra de Deus não foi entregue para orientar apenas uma parte de nossa existência, mas todas as áreas da vida.
Entretanto, precisamos compreender algo fundamental: o grande problema do homem não é simplesmente desconhecer o caminho. Muitas vezes, ele conhece a orientação, mas seu coração não deseja obedecer.
1. DEUS É QUEM NOS ENSINA O CAMINHO
O texto começa apresentando quem está falando. Não é um conselheiro humano oferecendo sugestões para uma vida melhor. É o próprio Senhor, o Santo de Israel, aquele que se apresenta ao seu povo como Redentor.
Deus estava falando a Israel, um povo que havia experimentado sua fidelidade, recebido seus mandamentos e, mesmo assim, repetidamente se afastado dos seus caminhos.
Antes de apresentar a orientação, Deus lembra ao povo quem Ele é.
Isso é importante para compreendermos a vida cristã. Não podemos pensar que primeiro precisamos organizar nossa vida, corrigir nossos comportamentos e nos tornar pessoas melhores para, então, merecermos a presença de Deus.
A Escritura ensina exatamente o contrário. É Deus quem, por sua graça, vivifica o pecador e o conduz a Cristo. A salvação não é resultado do esforço humano, mas da misericórdia e do poder do Senhor.
Paulo declara:
Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo — pela graça sois salvos. Efésios 2.4-5
Portanto, quando falamos sobre andar nos caminhos do Senhor, precisamos começar pela redenção. Não obedecemos para conquistar a salvação; a obediência é fruto da nova vida que recebemos em Cristo.
O Senhor continua declarando que nos ensina o que é útil.
Nem tudo aquilo que desejamos é útil. Nem tudo que nos agrada é bom. Podemos tomar decisões movidos pelo orgulho, pela inveja, pela ambição ou simplesmente pelo desejo de satisfazer nossa vontade.
Por isso, precisamos aprender a ouvir a Palavra de Deus antes de decidir qual caminho seguir.
2. O PROBLEMA NÃO É A FALTA DE ORIENTAÇÃO, MAS A DESOBEDIÊNCIA
Ah! Se tivesses dado ouvidos aos meus mandamentos! Então, seria a tua paz como um rio, e a tua justiça, como as ondas do mar. Isaías 48.18
Percebemos aqui o lamento do Senhor diante da desobediência de seu povo. Israel havia recebido orientação, mas não dera ouvidos aos mandamentos de Deus.
O problema não estava na ausência de direção divina, mas na resistência do povo em obedecer.
E será que não encontramos essa mesma realidade em nossa vida?
Quantas vezes conhecemos o ensinamento bíblico sobre o perdão, mas continuamos alimentando ressentimentos? Sabemos que devemos falar a verdade, mas procuramos justificar pequenas mentiras. Conhecemos o mandamento de amar o próximo, mas permitimos que a indiferença, a maledicência e o egoísmo governem nossas atitudes.
Sabemos que devemos buscar primeiro o Reino de Deus, mas facilmente permitimos que os interesses desta vida ocupem o lugar que pertence ao Senhor.
O autor de Hebreus nos lembra que Deus falou de muitas maneiras pelos profetas e, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho. (Hebreus 1.1-2)
Portanto, Deus não nos deixou sem orientação. Temos sua Palavra, que nos conduz ao conhecimento de Cristo e nos ensina a viver para sua glória.
Mas precisamos compreender que a desobediência não é apenas um problema de comportamento. Ela revela algo mais profundo: a condição do coração humano.
Foi isso que aconteceu com Saul. Quando desobedeceu ao Senhor, procurou justificar sua atitude por meio de sacrifícios religiosos. Entretanto, Samuel lhe respondeu:
Tem, porventura, o SENHOR tanto prazer em holocaustos e sacrifícios quanto em que se obedeça à sua palavra? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar, e o atender, melhor do que a gordura de carneiros. 1 Samuel 15.22
Saul desejava apresentar sacrifícios, mas não havia obedecido à Palavra.
Podemos participar das atividades da igreja, conhecer as Escrituras e realizar muitas coisas aparentemente boas, mas continuar resistindo à vontade de Deus.
Jesus declarou:
Porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração. Mateus 6.21
Nosso tesouro pode ser o dinheiro, a reputação, os projetos pessoais, o conforto ou o desejo de reconhecimento. Aquilo que ocupa o primeiro lugar em nosso coração influencia nossas decisões e revela a quem estamos servindo.
Será que desejamos verdadeiramente obedecer à vontade de Deus ou queremos apenas que Ele abençoe os caminhos que nós mesmos escolhemos?
3. CRISTO É A RESPOSTA: MORREMOS COM ELE PARA RECEBER UMA NOVA VIDA
É neste ponto que precisamos olhar para a obra de Jesus Cristo na cruz do Calvário.
Cristo não veio apenas para ensinar princípios de comportamento ou oferecer bons exemplos. Ele veio para salvar pecadores, reconciliá-los com Deus e libertá-los do domínio do pecado.
Paulo declara:
Sabendo isto: que foi crucificado com ele o nosso velho homem, para que o corpo do pecado seja destruído, e não sirvamos o pecado como escravos. Romanos 6.6
Essa verdade é fundamental para compreendermos a obediência cristã.
Na união com Cristo, nosso velho homem foi crucificado. Aquela condição de escravidão ao pecado, que caracterizava nossa vida anterior, foi decisivamente atingida pela obra redentora de Jesus.
Mas a obra de Cristo não termina na morte.
Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida. Romanos 6.4
Em Cristo recebemos uma nova vida. Fomos libertos do domínio do pecado para vivermos diante de Deus, não mais como escravos de nossos antigos desejos, mas como servos da justiça.
Isso não significa que o cristão tenha alcançado a perfeição ou que nunca mais enfrentará tentações. Ainda vivemos em um corpo mortal e enfrentamos diariamente a luta contra o pecado. Entretanto, já não pertencemos ao mesmo domínio de antes.
Agora temos uma nova vida, novos desejos e uma nova direção.
É por isso que a obediência não pode ser tratada apenas como uma obrigação exterior. Ela é fruto da vida daquele que foi regenerado pelo Espírito Santo e está sendo transformado à imagem de Cristo.
O Senhor não apenas nos mostra o caminho. Pela sua graça, Ele nos concede vida para que possamos andar nele.
Precisamos, então, considerar uma pergunta pessoal: temos apenas conhecimento religioso ou nossa vida revela a obra transformadora de Cristo?
Porque podemos conhecer os mandamentos e permanecer espiritualmente mortos. Podemos conhecer a linguagem da igreja e nunca ter experimentado o novo nascimento.
O homem necessita de algo muito mais profundo do que orientações morais. Ele necessita nascer de novo.
4. A NOVA VIDA EXIGE SANTIFICAÇÃO E OBEDIÊNCIA
Se fomos unidos a Cristo em sua morte e ressurreição, como devemos viver agora?
Paulo responde:
Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é idolatria. Colossenses 3.5
Observe que o apóstolo está falando àqueles que pertencem a Cristo. O velho homem foi crucificado, mas a natureza terrena, com suas práticas pecaminosas, precisa ser mortificada.
Essa é a caminhada da santificação.
Paulo continua mencionando a ira, a indignação, a maldade, a maledicência, a linguagem obscena e a mentira. São pecados que podem estar presentes em situações aparentemente comuns do nosso cotidiano.
Podemos demonstrar impaciência com nosso cônjuge, agir com dureza na criação dos filhos, tratar mal alguém no trabalho, alimentar inveja de um irmão ou falar mal de pessoas dentro da própria igreja.
A santificação não acontece apenas quando estamos reunidos no templo. Ela se manifesta na maneira como falamos, ouvimos, trabalhamos, tratamos as pessoas e reagimos às circunstâncias da vida.
E aqui encontramos uma aplicação importante da ordem de Isaías 48.20, quando Deus ordena ao seu povo que saia da Babilônia.
Historicamente, Deus estava anunciando a libertação de Israel do domínio babilônico. Era uma ordem concreta para aquele povo. Entretanto, podemos reconhecer um princípio espiritual: quando Deus liberta seu povo, também o chama a abandonar os caminhos que pertencem à antiga condição.
Paulo também nos adverte em 1 Coríntios 10.14 – Portanto, meus amados, fugi da idolatria.
Existem situações em que reconhecer o pecado não basta. Precisamos abandoná-lo. Não podemos continuar alimentando aquilo que sabemos ser contrário à vontade de Deus e esperar que nossa vida espiritual permaneça saudável.
Talvez alguém precise abandonar a mentira, a pornografia, a maledicência, a inveja, a ostentação ou outros comportamentos que estão escravizando sua vida.
Não abandonamos o pecado para conquistar a salvação. Somos chamados a abandoná-lo porque, em Cristo, recebemos uma nova vida.
Por isso, não basta afirmar que sabemos que determinada prática está errada.
Precisamos perguntar: O que deve mudar concretamente em minha vida para que minhas atitudes correspondam à Palavra de Deus?
5. O DEUS QUE NOS CHAMA TAMBÉM NOS CONDUZ
O versículo 21 de Isaías 48 nos recorda que Deus sustentou seu povo, providenciando água durante a caminhada pelo deserto.
O Senhor não apenas ordenava que seu povo saísse da Babilônia. Ele também anunciava seu cuidado e sua provisão durante a caminhada.
Essa verdade nos ajuda a compreender algo importante: andar nos caminhos do Senhor não significa viver sem dificuldades.
A Bíblia não promete que a obediência nos livrará de todas as aflições, enfermidades, perdas ou sofrimentos. Pelo contrário, o próprio Jesus advertiu seus discípulos de que, no mundo, passariam por aflições.
Entretanto, Ele também prometeu:
E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século. Mateus 28.20
Nossa esperança não está na ausência de dificuldades, mas na presença do Senhor.
Existem desertos que atravessamos como consequência de nossas próprias decisões. Outros fazem parte das provações que Deus permite para aperfeiçoar nossa fé e ensinar-nos a depender dele.
Nem sempre compreendemos os caminhos pelos quais o Senhor nos conduz. Às vezes, questionamos suas providências, comparamos nossa situação com a de outras pessoas e perguntamos por que determinadas aflições aconteceram justamente conosco.
Mas precisamos lembrar que Deus continua sendo nosso Pai, mesmo quando não compreendemos seus caminhos.
Porque o Senhor corrige a quem ama e açoita a todo filho a quem recebe. Hebreus 12.6
E não estamos sozinhos nessa caminhada. O Espírito Santo nos conduz à verdade, aplica a Palavra de Deus à nossa vida e opera em nós no processo de santificação.
Por isso, precisamos perguntar: qual deserto você está atravessando neste momento? Como tem reagido às dificuldades? Tem procurado ouvir a Palavra de Deus ou permitido que a murmuração governe seus pensamentos?
Se você pertence a Cristo, sua esperança está naquele que prometeu estar com os seus até o fim.
6. A OBEDIÊNCIA DEVE ALCANÇAR TODAS AS ÁREAS DA VIDA
Voltamos à declaração que orienta este estudo, em Isaías 48.17, na qual o Senhor afirma que nos ensina o que é útil e nos guia pelo caminho em que devemos andar.
Se o Senhor é nosso Deus, sua Palavra não pode ser considerada apenas em determinados momentos. Ela deve governar nossa maneira de viver.
Precisamos obedecer dentro de casa, no relacionamento entre marido e esposa, na criação dos filhos e no cuidado com nossos familiares. Precisamos obedecer no trabalho, nas decisões financeiras, nos relacionamentos e na maneira como utilizamos nosso tempo.
Também precisamos obedecer na igreja, exercitando o amor fraternal, o perdão, a humildade e a disposição de servir sem buscar reconhecimento.
A obediência não pode ser seletiva. Não podemos escolher apenas os mandamentos que nos agradam e ignorar aqueles que confrontam nossos desejos.
Isso não significa que alcançaremos uma obediência perfeita nesta vida. Continuaremos necessitando da graça e da misericórdia do Senhor. Mas aquele que nasceu de novo não pode tratar a desobediência como algo normal.
Por isso, a pergunta que deve acompanhar nossas decisões é aquela apresentada pelo apóstolo Paulo:
Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus. 1 Coríntios 10.31
Aquilo que estou fazendo glorifica a Deus?
Essa pergunta alcança todas as áreas da nossa existência, porque o objetivo da vida cristã não é simplesmente conquistar uma vida mais tranquila, organizada ou bem-sucedida.
Nosso chamado é viver para a glória daquele que nos salvou.
CONCLUSÃO — ESTAMOS ANDANDO NO CAMINHO DO SENHOR?
Ao longo deste estudo, vimos que Deus se apresenta como aquele que ensina o que é útil e conduz seu povo pelo caminho em que deve andar.
Vimos também que o grande problema do homem não está simplesmente na falta de orientação, mas na condição de seu coração. Entretanto, a resposta de Deus não consiste apenas em oferecer novos mandamentos. Ele enviou seu Filho, Jesus Cristo, para realizar a obra da redenção.
Na cruz, Cristo morreu pelos pecadores. Aqueles que estão unidos a Ele tiveram o velho homem crucificado e receberam uma nova vida para andar em novidade de vida.
Agora somos chamados à santificação, a mortificar nossa natureza terrena e a abandonar os caminhos que não correspondem à vontade do Senhor.
E nessa caminhada não estamos sozinhos. Deus nos sustenta por sua graça, conduz-nos por sua Palavra e opera em nós por meio do Espírito Santo.
Talvez durante muito tempo nossa oração tenha sido: Senhor, tira-me desta situação. Resolve este problema. Afasta de mim está dificuldade.
Não há problema em apresentar nossas aflições diante de Deus. Mas precisamos aprender a fazer uma oração ainda mais profunda:
Senhor, ensina-me o que é útil e guia-me pelo caminho em que devo andar.
Não queremos apenas que Deus retire as consequências de nossas decisões. Precisamos desejar conhecer sua vontade, ouvir sua Palavra e obedecer àquilo que Ele nos ensina.
E, acima de tudo, compreender que essa obediência não nasce de nossa própria capacidade, mas da nova vida que recebemos em Jesus Cristo.
A grande pergunta não é apenas se conhecemos o caminho do Senhor, mas se estamos andando nele.
PARA REFLETIR
1. Tenho buscado conhecer a vontade de Deus antes de tomar minhas decisões?
2. Existe algum ensinamento bíblico que conheço, mas continuo resistindo em obedecer?
3. Minha vida demonstra a transformação que Cristo realiza?
4. Existem práticas ou comportamentos que preciso abandonar?
5. Como tenho reagido às aflições e à disciplina do Senhor?
6. Aquilo que estou fazendo, pensando e decidindo glorifica a Deus?
Senhor, ensina-me o caminho em que devo andar. Isaías 48.17
Marcos Peixoto
(Outubro de 2026)
A SALVAÇÃO ETERNA E A OBRA DE DEUS
O homem “nasce nesse mundo morto espiritualmente”, separado de Deus, nessa condição ele pode, por decisão própria, viver dentro da sua vontade?
Não
O homem sem vida no seu espírito pode fazer alguma coisa por si mesmo e, assim, ganhar a salvação eterna?
Não.
A salvação e obra de exclusiva de Deus, que escolhe e destina para a eternidade todos os que Ele mesmo escolheu, os escolhidos serão separados para viverem eternamente em Sua presença. A escolha e exercida pela soberana vontade, que mediante a revelação da Sua Palavra, o salvo terá conhecimento que recebeu vida no seu espirito, e aos que Ele mesmo escolheu se tornarão capazes para ver e ouvir a voz do Senhor que os chama para viverem em santidade na Sua presença.
Por ação divina, todos os escolhidos receberão vida, foram tirados da morte em que se encontravam. Com essa nova vida, são habilitados entrar no reino de Deus, foram capacitados ouvir, ver e crer em Deus e mediante a ação do Espirito Santo, saberão que foram feitos, novas criaturas.
Os alcançados pela sua graça nasceram de novo, e esse acontecimento nunca foi e nunca será resultado da vontade humana. Sem a vivificação do espírito humano, o homem é incapaz de ver, ouvir e crer no Evangelho. Todo o esforço humano nunca poderá produzir a condição que para conduzi-lo à eternidade com Deus.
É Deus quem conduz os salvos à Cristo que é o caminho para a eternidade, pois foi Ele o Pai quem os escolheu para serem salvos na pessoa e obra de Cristo.
Só há uma maneira de ser salvo. Como está escrito:
Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. João 3.3
O homem morto espiritualmente é incapaz, de produzir fé nele mesmo, tão pouco o arrependimento ou qualquer condição que lhe permita um relacionamento com Deus. É necessário que primeiro seja vivificado ou receba nova vida no seu espirito. Somente depois de receber essa nova vida é que passa a ouvir espiritualmente a Palavra, que lhe dá condição para ver a sua verdadeira condição diante de Deus, e crer em Cristo e arrepender-se dos seus pecados.
Somente pela ação do Espírito Santo e por meio da Palavra, a pessoa passa compreender e ter convicção de sua união com Cristo em Sua morte e ressurreição. Todos que morrem juntamente com Cristo, também foi ressuscitado com Ele. A fé e o arrependimento e a conversão são resultado da nova vida concedida por Deus.
Hoje em dia, tornou-se comum ouvir pregadores estabelecendo padrões ou maneiras de viver a vida cristã. Entretanto, mesmo que alguém tente viver de maneira agradável a Deus, não conseguirá fazê-lo, se antes não nascer de novo. É necessário que a pessoa tenha recebido nova vida em Cristo. Somente aquele que foi vivificado ou regenerado poderá ver e entrar no Reino de Deus.
Por que é importante estarmos sempre nos lembrando disso?
Porque sempre haverá pessoas que precisam ouvir que Jesus Cristo é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. É Cristo quem transforma pecadores em filhos de Deus, e essa nova vida os torna adoradores do único Senhor.
Por que é necessária a pregação do Evangelho sobre a vida, morte e ressurreição de Cristo?
Porque, em uma pregação, estarão presentes pessoas em diferentes condições espirituais. Para facilitar nossa compreensão, podemos considerar três grupos:
O primeiro grupo
É formado por pessoas nascidas de novo, que têm convicção de que são novas criaturas e estão firmadas em suas convicções que são de fato filhos de Deus. Porém, pode haver nesse grupo pessoas que ainda passam por lutas e estão em processo de crescimento no conhecimento de Cristo, o que resultará em crescimento e maturidade espiritual.
O segundo grupo
É formado por pessoas que fazem parte do povo escolhido de Deus, mas que ainda serão alcançadas pela ação do Espírito Santo por meio da Palavra. Estando espiritualmente mortas, não podem, por si mesmas, compreender as coisas espirituais, crer ou produzir o próprio arrependimento, e ser convertida. É necessário que primeiro sejam vivificadas por Deus.
Na regeneração, Deus lhes concede nova vida e, então, passam a ouvir espiritualmente a Sua Palavra, enxergar sua condição de pecadoras diante de um Deus santo e reconhecer que não são capazes por si mesmas e necessitam viver totalmente dependentes da Sua graça. Essa nova vida produz seus frutos: o pecador é levado ao arrependimento e à fé em Cristo cada dia vai se fortalecendo e, assim, volta-se do seu antigo jeito de caminhar, e se firma no caminho do Senhor.
Não é o arrependimento que produz a regeneração; e sim o resultado dela, somente com a vida recebida de Deus que se torna possível o salvo se arrepender e viver crendo em Deus e na sua Palavra. A partir daí começa uma nova caminhada. Aquele que foi regenerado e convertido passa por um processo contínuo de transformação e de gloria em gloria o leva a santificação. O Espírito Santo, por meio da Palavra, vai conformando sua vida ao caráter de Cristo.
Essa transformação interior também se manifesta exteriormente. O bom testemunho, é resultado na vida daquele que foi alcançado, vive em obediência e o crescimento em santidade não são meios do ser humano conquistar a salvação, mas é os frutos da nova vida recebida de Deus. Esse processo é continuo e durante toda a vida na caminhada cristã, até a glorificação.
O terceiro grupo
É formado por aqueles que permanecem na incredulidade esses já não recebem os efeitos da graça de Deus em Cristo. Humanamente falando, não há nada que o homem possa fazer para produzir a própria regeneração ou salvar a si mesmo.
O Evangelho, porém, deve ser pregado a todos. O pregador não conhece quem são os escolhidos de Deus e não tem como identificar previamente quem será salvo. Sua responsabilidade é anunciar fielmente o Evangelho que é toda a obra e Cristo, deixando os resultados nas mãos soberanas do Senhor.
As três finalidades da mensagem pregada
A mensagem pregada cumpre os propósitos determinados por Deus: por meio dela, Deus busca e chama pecadores à salvação; edifica a sua Igreja, corrigindo, exortando e conduzindo os regenerados no crescimento e na santificação; e também torna indesculpável aquele que, ouvindo a verdade, permanece em sua incredulidade.
Portanto, podemos considerar três finalidades da mensagem pregada: salvação do pecador, edificação da Igreja e condenação do pecador que permanece em incredulidade.
Isso não significa que o pregador saiba a qual grupo pertence cada pessoa. Ele prega a mesma verdade a todos, e Deus cumpre soberanamente Seus propósitos por meio da Palavra.
Algumas situações quanto aos três grupos de pessoas:
No primeiro grupo, estão aqueles que já nasceram de novo. Uns estão mais maduros e, em sua caminhada, vivem pela fé; outros ainda são imaturos e imperfeitos, mas o Senhor está trabalhando na vida deles. A obra que Ele iniciou, Ele mesmo terminará. Por isso também há necessidade da pregação da Palavra: a Igreja precisa ser continuamente edificada, corrigida, exortada e conduzida ao crescimento na medida em que estão conhecendo a Cristo.
Também é necessário pregar o Evangelho porque Deus usa a pregação para chamar aqueles que Lhe pertencem. Foi assim no ministério do apóstolo Paulo. Quando ele estava em Corinto, o Senhor lhe disse:
Não temas; pelo contrário, fala e não te cales; porquanto eu estou contigo, e ninguém ousará fazer-te mal, pois tenho muito povo nesta cidade. Atos 18.9-10.
Observe a expressão: “tenho muito povo nesta cidade”. Deus disse “tenho”. Entretanto, muitas daquelas pessoas ainda precisavam ouvir a pregação do Evangelho. Elas ainda não sabiam, mas Deus conhecia os Seus. Assim também acontece nos lugares onde o Evangelho é pregado: Deus, por meio da Palavra, chama os Seus.
O pregador, entretanto, não conhece os decretos eternos de Deus. Ele não sabe quem será alcançado para a salvação nem quem permanecerá em incredulidade. Por isso, não deve selecionar a quem anunciar o Evangelho. Deve pregá-lo a todos, confiando que Deus conhece os Seus e cumprirá Sua vontade.
Deus não tem dois planos de salvação. Há um único plano: salvar pecadores por meio de Jesus Cristo. Os que foram predestinados para a salvação ouvirão a Sua voz por meio da pregação do Evangelho. Aqueles que fazem parte do Seu plano de redenção foram escolhidos antes da fundação do mundo.
Ao mesmo tempo, a mesma Palavra que é instrumento de salvação e edificação também testemunha contra aquele que a ouve e permanece em incredulidade. Assim, a condenação não acontece porque o pregador decidiu condenar alguém, mas porque o pecador permanece na incredulidade e por isso permanece rejeitando a verdade que lhe foi anunciada.
O homem não tem como promover a salvação de quem quer que seja. Podemos pregar, ensinar, aconselhar, exortar e anunciar o Evangelho, mas não podemos dar vida espiritual a uma pessoa morta. Somente Deus pode fazer isso.
Por essa razão, é um erro tentar impor simplesmente um padrão de comportamento cristão a quem ainda não nasceu de novo. É possível ensinar regras, costumes e comportamentos e até produzir mudanças exteriores, mas isso não produz vida espiritual. Um homem morto espiritualmente pode aprender a se comportar como religioso e, ainda assim, continuar morto espiritualmente.
Aos filhos de Deus cabe a exortação para que não vivam enganados pelo mundo. Aqueles que Deus escolheu e salvou são chamados a viver de acordo com a Sua vontade. Cabe aos pregadores ensinar e alertar os filhos de Deus quanto à necessidade de uma vida que agrade ao Senhor.
Essa vida de obediência, porém, não é a causa da salvação; é consequência da nova vida recebida de Deus. Na santificação, o cristão vai deixando para trás as práticas do pecado e, pela ação do Espírito Santo, sendo progressivamente conformado ao caráter de Cristo. Essa obra continuará durante toda a sua caminhada, até a glorificação.
O Antigo Testamento apresenta diversos exemplos de pessoas que presenciaram as obras de Deus e, ainda assim, permaneceram em incredulidade. Muitos ficaram pelo deserto. Tinham o coração endurecido e demonstraram sua incapacidade de confiar no Senhor.
Portanto, não são regras que ressuscitam um morto espiritual, nem o esforço humano que produz o novo nascimento. É Deus quem dá vida. Antes de tentarmos impor um padrão de vida cristã às pessoas, precisamos anunciar o Evangelho de Cristo.
Estar em Cristo é a única coisa que importa ao filho de Deus para a sua salvação eterna.
Elsso J.BARBOSA
Preciso preparar um Estudo Bíblico — e agora?
Existem muitas formas de preparar um estudo bíblico ou uma pregação, e não é simples determinar qual é o melhor método. Hoje temos livros, comentários, cursos, ferramentas digitais e até a inteligência artificial. Entretanto, antes de utilizar qualquer recurso, devemos fazer uma pergunta fundamental:
Esta pregação, este estudo ou está devocional glorifica a Deus?
Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus. 1 Coríntios 10.31
Se a resposta não for um claro “sim”, é necessário parar e rever as motivações. Se o objetivo for receber reconhecimento, demonstrar conhecimento ou impressionar as pessoas, a mensagem terá perdido sua verdadeira finalidade. Aquele que prega não foi chamado para exaltar a si mesmo, mas para anunciar fielmente a Palavra de Deus e apontar para Cristo.
Esta frase é atribuída a Spurgeon: “Aquele que prega para exibir sua inteligência ou a sua eloquência está tentando roubar os raios da glória da coroa de Cristo para iluminar o seu próprio rosto miserável”. Pesado, mas é uma realidade…
A partir desta frase, relacionei alguns passos, como sugestão, que utilizo que utilizo na preparação de um estudo bíblico. É importante deixar claro que não são regras nem constituem um método infalível que deva ser seguido rigorosamente. Também não tenho a pretensão de colocar um ponto final nessa questão. São apenas orientações práticas, baseadas em minha breve experiência como pregador, que podem ajudar na organização e preparação de uma mensagem bíblica.
1. Ore e peça sabedoria ao Senhor
Antes de escolher o tema ou abrir qualquer livro, busque a direção de Deus. Peça sabedoria, humildade e entendimento.
Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e nada lhes impropera; e ser-lhe-á concedida. Tiago 1.5
2. Escolha e delimite o texto bíblico
Defina qual passagem será a base da mensagem. Não utilize o texto apenas para confirmar uma ideia que você já possui; permita que ele determine o conteúdo da pregação.
3. Leia o texto várias vezes
Observe atentamente:
o os verbos;
o as palavras repetidas;
o as ordens e promessas;
o os contrastes;
o as causas e consequências;
o os personagens envolvidos;
o a ideia principal.
4. Examine os versículos anteriores e posteriores
Um versículo não deve ser interpretado isoladamente. Leia o parágrafo e as passagens que vêm antes e depois para compreender o raciocínio completo.
5. Conheça o contexto do capítulo
Procure entender o assunto que está sendo desenvolvido naquele capítulo e como o texto escolhido se encaixa nele.
6. Conheça o contexto do livro
Pergunte:
o Quem escreveu?
o Para quem escreveu?
o Em qual situação?
o Com qual propósito?
o Qual é a mensagem principal do livro?
7. Escreva o que o texto tratou primeiro em você
Antes de pensar no que os ouvintes precisam ouvir, pergunte: O que Deus está mostrando ao meu próprio coração?
O pregador também precisa ser confrontado, corrigido, consolado e transformado pela Palavra.
8. Medite no texto e no que escreveu
Não tenha pressa para transformar suas anotações em sermão. Medite, ore e verifique se suas conclusões realmente procedem da passagem bíblica.
9. Pense nas pessoas que ouvirão
Considere as dificuldades, dúvidas e necessidades do público. A verdade bíblica não muda, mas sua apresentação deve ser clara e compreensível.
10. Acrescente aplicações e exemplos práticos
Mostre como a verdade estudada alcança a vida diária. Quando apropriado, utilize uma experiência pessoal ou outro exemplo verdadeiro que ajude na compreensão, sem desviar a atenção do texto e de Cristo.
11. Leia e revise tudo novamente
Confira:
• se a mensagem é fiel ao texto;
• se existe uma ideia central clara;
• se os pontos estão conectados;
• se as aplicações procedem da passagem;
• se a conclusão conduz a uma resposta;
• se Cristo, a mensagem da cruz está sendo apresentada e Deus glorificado.
Somente depois consulte os comentários
Quando seu estudo inicial estiver concluído, consulte comentários bíblicos, dicionários, sermões e outras fontes confiáveis. Eles ajudarão a confirmar, corrigir ou aprofundar aquilo que você encontrou. Mas nunca comece pelos comentários.
Se começar por eles, você corre o risco de apenas repetir a interpretação de outra pessoa, sem ter examinado o texto cuidadosamente. Os comentários são auxiliares importantes, mas não substituem a oração, a leitura, a meditação e o esforço pessoal de compreender as Escrituras.
A ordem pode ser:
Oração → texto bíblico → contexto → observação → meditação → aplicação → comentários → organização final.
O pregador não é o dono da mensagem, mas um servo encarregado de transmiti-la com fidelidade:
Prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina. 2 Timóteo 4.2
Em Cristo.
Marcos Peixoto – 12/08/26
PECADO, TRANSGRESSÃO E INIQUIDADE
Existem diferenças quanto aos termos pecado, transgressão e iniquidade?
O Salmista diz assim no Salmos 32:5 “Confessei-te o meu pecado, e a minha iniquidade não encobri. Disse eu: Confessarei ao Senhor as minhas transgressões; e tu perdoaste a culpa do meu pecado”. Nesse versículo, “pecado”, “iniquidade” e “transgressão” comunicam a mesma ideia de maldade e ilegalidade,
No entanto, após uma análise mais detalhada, observamos que cada palavra tem um significado ligeiramente diferente.
O que é pecado?
O pecado é a condição natural de todos que nascem nesse mundo separados de Deus, – estão mortos espiritualmente e que por consequência não conhecem e não creem em Deus. Assim sendo, todos os seus pensamentos são contrários a Deus, como resultado, as suas ações ou palavras são geradas por uma mente reprovada tendo em vista a falta do conhecimento do Deus verdadeiro. Por isso, estão distantes e não conhecem a verdade e nessa condição, mesmo que queiram jamais alcançarão por si mesmos um relacionamento com Deus – todos sem exceção, estão fora do padrão que os permite glorificar a Deus.
Pecado é uma palavra que deriva do termo grego, “hamartia” que significa literalmente “errar o alvo”. O arqueiro conhece o alvo, mas erra quando lança a flecha. Mesmo o homem caído sabe o que é certo e o que é errado, já que pós pecado tornou se conhecedor do bem e do mal, mas não tem a mínima condição de fazer o bem, ele só faz o mal diante de Deus.
A presente situação ocorre na vida de todos os homens antes de conhecerem a Deus? Sim, a causa e por conta do seu velho homem adâmico com a sua natureza caída. A mesma situação pode também ocorrer na vida de uma pessoa regenerada ou alcançada pela graça de Deus, pois está num processo de mortificação da sua carne, que necessita de um constante tratamento à luz da Palavra de Deus, para que a sua natureza terrena seja de forma continua mortificada pela ação do Espirito Santo. O apostolo Paulo escrevendo a sua carta aos Colossenses 3:5 diz: “Assim, façam morrer tudo o que pertence à natureza terrena de vocês: imoralidade sexual, impureza, paixão, desejos maus e a ganância, que é idolatria”.
Esse texto nos faz lembrar da condição do povo quando da saída da escravidão no Egito. Por falta de um novo coração e um espirito novo o povo transgredia os mandamentos de Deus. Havia em seus corações, maus desejos, ganancia e Idolatria – estamos falando de um povo que Deus havia escolhido para possuírem a terra prometida, mas muitos ficaram pelo deserto.
E hoje?
Aqueles que receberam uma nova vida vinda de Deus, estão em condições de viver a vida cristã, ainda que tropece ou transgrida as leis de Deus por falta de maturidade, mesmo assim, por ser um filho de Deus ele não ficará prostrado ou caído, a pessoa é levada pela ação do Espirito Santo ao arrependimento e a confessar o seu delito. E quando isso acontece ela passa viver uma vida de comunhão e retidão – o que aprendemos com o Apostolo Paulo que disse: levando sempre no corpo o morrer de Cristo dia a dia para um caminhar diante da vontade de Deus, até chegar ao ponto e assim dizer “não mais eu, e sim Cristo” isso só é possível para aqueles que confessam e creem na sua morte juntamente com Cristo, Ele morreu e eu morri juntamente com Ele.
A iniquidade:
Iniquidade é o mesmo que dizer (Tortuosidade e raiz): sabemos avaliar quais sentimentos têm nos movido a tomar as decisões em nossas vidas, sejam em momentos bons ou ruins?
Ou ainda, o que tem tomado conta dos meus pensamentos? Estou vivendo submisso a vontade de Deus? Isso é algo muito importante porque só vive de acordo com a vontade de Deus aquele que renova a sua mente a cada momento da sua vida. A renovação da mente vem pelo meditar na Palavra de Deus, e isso vai evitar que a pessoa retenha ou guarde sentimentos que por vezes a impede de viver uma vida que glorifique a Deus.
Cultivar maus pensamentos certamente produzirá maus sentimentos. E por falta de zelo na vida de muitos, essa tem sido a raiz do problema. Na vida pratica, o filho de Deus necessita avaliar suas atitudes – o que fala o que pensa, rever seus sentimentos ou falta de perdão, que precisam serem confessados. Assim a pessoa estará alinhada com a vontade de Deus, e essa é a única maneira de viver sendo grato a Deus por tudo. Procedendo assim, a pessoa impede voltar a velhos hábitos – estar livre de sentimentos ruins, como: amargura, ressentimentos e enganos, julgamentos que não produzem glorificação a Deus.
A nova criação em Cristo, não pode dar espaço para coisas ruins na sua vida. O regenerado o Espirito Santo trabalha e cuida, e a nova criação estará se nutrindo da Palavra de Deus, vivendo alinhada aos princípios do Evangelho, sendo frutífero para Deus, porque a árvore boa dá bons frutos.
Só lembrando:
A iniquidade, refere-se à inclinação que ainda resiste na vontade da alma humana, e contem resquícios da antiga vida sem Deus. Essas inclinações podem por algum momento presentes na vida da pessoa e a causa é a falta da mortificação da sua natureza terrena caída, e em muitos casos, se torna a causa desses maus sentimentos e desejos chamado de iniquidade.
Reforçando:
A causa principal, são os pensamentos mantidos na mente que necessita dia a dia ser renovada com a Palavra de Deus. Isso levará a pessoa a ficar longe de sentimentos que a faz agir com falta de controle e confiança no que Deus disse quanto ao que devemos fazer. A pessoa cuja mente não é renovada vai continuar convivendo com pensamentos que muitas vezes são perversos, e isso significa viver uma vida sem prazer na presença de Deus. Tal situação não tratada acaba por crescer no interior do ser que os mantém – essa com certeza é a raiz do problema de muita gente que se acham boas. Porque, quando a maldade cria raiz produz amargura, e toma conta da vida da pessoa que não vive meditando no que Deus disse, resulta em sentimentos ruins que ficam internalizados, ocasionando muitas vezes uma condição caracterizada pelo distanciamento contínuo dos padrões de justiça contidos na Palavra de Deus, que é a única regra de fé e conduta.
Paulo escrevendo aos Efésios 5: do 15 ao 21 exorta: “Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, e sim como sábios, remindo o tempo, porque os dias são maus. Por esta razão, não vos torneis insensatos, mas procurai compreender qual a vontade do Senhor. E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito, falando entre vós com salmos, entoando e louvando de coração ao Senhor com hinos e cânticos espirituais, dando sempre graças por tudo ao nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo
E o que seria então uma transgressão?
Alguém escreveu “É o ato exterior e explícito de uma rebelião, e a quebra formal de uma lei conhecida”
Vamos lembrar, que a transgressão é o ato de cruzar uma linha demarcada, e quando uma pessoa de forma consciente desobedece uma ordem ou viola uma lei já conhecida, o resultado é esse como fala o Apostolo Paulo: que diz Romanos 7:15 “aquilo que eu quero eu não faço mais aquilo que aborrece isso eu faço”
O que Paulo está dizendo aqui pode parecer um pouco estranho – por que você faria o que não aprova? Mas Paulo não está falando sobre cometer intencionalmente pecado – conscientemente ou ceder aos desejos da carne. Porque quando você voluntariamente comete uma transgressão, não é por falta de conhecimento, você sabe e conhece e entende muito bem o que você está fazendo. O pecado pode ser um deslize, enquanto que a transgressão é a rebeldia deliberada de agir contra uma ordem de antemão conhecida e bem clara.
Naturalmente nem todos os erros de uma pessoa são da mesma natureza. Há erros que a pessoa comete porque é orgulhosa, rebelde, e se recusa a obedecer a vontade de Deus, como também há erros que a pessoa comete porque é imperfeita (a obra que Deus iniciou ainda está por terminar) a pessoa é imatura e ainda está aprendendo a agir como deveria – pode ser que ela até queira fazer a coisa certa, mas acaba errando, e quando entra o Espirito Santo para convence-la do pecado e da justiça de Deus.
Embora nem todo erro tenha natureza igual, em muitas passagens da Bíblia os erros de uma pessoa são todos resumidos por uma mesma palavra, como “pecado”.
E, isso
SER CRISTÃO E VIVER TESTEMUNHANDO O EVANGELHO DA GRAÇA DE DEUS
Porém em nada considero a vida preciosa para mim mesmo, contanto que complete a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus para testemunhar o evangelho da graça de Deus (At 20:24).
Que corrida é essa? No final do versículo vemos o que Jesus havia confiado ao apóstolo Paulo e a cada um de nós cristãos que foram chamados: “Testemunhar o evangelho da graça de Deus”.
Assim como o Senhor chamou Paulo, Ele nos chamou para sermos suas testemunhas do evangelho da graça de Deus nesse mundo caótico. Sem exceção, todos os que foram alcançados por Deus, foram chamados, e os que foram chamados a eles foram confiadas uma verdade revelada: O evangelho da graça de Deus, que nos salvou sem nenhum merecimento.
Outro texto que fala sobre essa graça: O Deus de toda a graça, que os chamou para a sua glória eterna em Cristo Jesus, depois de terem sofrido durante pouco de tempo, os restaurará, os confirmará, lhes dará forças e os porá sobre firmes alicerces (1 Pe 5: 10-11-12).
Aqui o texto nos fala: “depois de terem sofrido longe do Senhor ainda que por durante pouco tempo, Ele os restaurará. Como foi isso? Os salvos receberam nova vida, foram tirados da morte que é o império das trevas, a eles foram concedidos uma maneira de viver.
Depois de termos sido alcançados pela graça de Deus, quando olhamos para o retrovisor do nosso passado sem Cristo, podemos avaliar o quanto era ruim viver sem a presença da Sua graça. Sabemos que embora depois de termos sido alcançados pela graça de Deus, podemos viver em certos momentos da vida com aflições, mas também sabemos que temos um Deus, e podemos buscar refúgio Nele. E como o apóstolo Paulo disse: “Eu sei em quem tenho crido, e sei que é poderoso para guardar o meu depósito até aquele dia (2 Tm 1:12).
Quando olhamos no retrovisor, podemos lembrar de como era esse tempo antes da sermos alcançados pela graça de Deus. Veja o que Paulo escreve a igreja de Éfeso: ² “Em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência; ³Entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também. ⁴ Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou.⁵ Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos)” (Ef 2: 2 a 5).
Praticamente sobre o mesmo assunto Paulo escreve aos irmãos de Colossos:
¹³ Pois ele nos resgatou do domínio das trevas e nos transportou para o Reino do seu Filho amado, ¹⁴ em quem temos a redenção, a saber, o perdão dos pecados.¹⁵ Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação, ¹⁶ pois nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos ou soberanias, poderes ou autoridades; todas as coisas foram criadas por ele e para ele. ¹⁷ Ele é antes de todas as coisas, e nele tudo subsiste. ¹⁸ Ele é a cabeça do corpo, que é a igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a supremacia.¹⁹ Pois foi do agrado de Deus que nele habitasse toda a plenitude, ²⁰ e por meio dele reconciliasse consigo todas as coisas, tanto as que estão na terra quanto as que estão no céu, estabelecendo a paz pelo seu sangue derramado na cruz. ²¹ Antes vocês estavam separados de Deus e, em suas mentes, eram inimigos por causa do mau procedimento de vocês. ²² Mas agora ele os reconciliou pelo corpo físico de Cristo, mediante a morte, para apresentá-los diante dele santos, inculpáveis e livres de qualquer acusação, ²³ desde que continuem alicerçados e firmes na fé, sem se afastarem da esperança do evangelho, que vocês ouviram e que tem sido proclamado a todos os que estão debaixo do céu. Esse é o evangelho do qual eu, Paulo, me tornei ministro (Cl 1: 13 a 23).
Foi para isso que o Senhor nos chamou:
Então, cuidado para não serem enganados por aquilo que não é o evangelho. Preceitos puramente humanos são sombras, mas a realidade é a Graça de Deus em Cristo Jesus:
Sobre isso veja também alguns versos do Capitulo 2 de Colossenses:
³Nele estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento. ⁴Eu lhes digo isso para que ninguém os engane com argumentos aparentemente convincentes. ⁶Portanto, assim como vocês receberam a Cristo Jesus, o Senhor, continuem a viver nele, ⁷ enraizados e edificados nele, firmados na fé, como foram ensinados, transbordando de gratidão. ⁸Tenham cuidado para que ninguém os escravize a filosofias vãs e enganosas, que se fundamentam nas tradições humanas e nos princípios elementares deste mundo, e não em Cristo. ¹⁰e, por estarem nele, que é o Cabeça de todo poder e autoridade, vocês receberam a plenitude. ¹³Quando vocês estavam mortos em pecados e na incircuncisão da sua carne, Deus os vivificou juntamente com Cristo. Ele nos perdoou todas as transgressões, ¹⁶Portanto, não permitam que ninguém os julgue pelo que vocês comem ou bebem, ou com relação a alguma festividade religiosa ou à celebração das luas novas ou dos dias de sábado. ¹⁷ Estas coisas são sombras do que haveria de vir; a realidade, porém, encontra-se em Cristo. ¹⁸Não permitam que ninguém que tenha prazer numa falsa humildade e na adoração de anjos os impeça de alcançar o prêmio. Tal pessoa conta detalhadamente suas visões, e sua mente carnal a torna orgulhosa. ²⁰Já que vocês morreram com Cristo para os princípios elementares deste mundo, por que é que vocês, então, como se ainda pertencessem a ele, se submetem a regras: ²¹”Não manuseie! ” “Não prove! ” “Não toque! “? ²²Todas essas coisas estão destinadas a perecer pelo uso, pois se baseiam em mandamentos e ensinos humanos. ²³Essas regras têm, de fato, aparência de sabedoria, com sua pretensa religiosidade, falsa humildade e severidade com o corpo, mas não têm valor algum para refrear os impulsos da carne.
Portanto:
O Senhor nos chamou para sermos participantes da sua gloria eterna, Ele mesmo nos dará força do seu próprio poder, para ficarmos firmes, e para isso o Pai nos colocou Nele Cristo, o único alicerce firme – estamos em uma rocha que é Cristo
Voltemos, para o texto de 1 Pedro 5: versos 11, e 12: Por isso, ou por causa do que Ele fez: ¹¹A ele seja o poder para todo o sempre. Amém. ¹²Com a ajuda de Silvano, (ou Silas) a quem considero irmão fiel, eu lhes escrevi resumidamente, encorajando-os e testemunhando que esta é a verdadeira graça de Deus. Mantenham-se firmes na graça de Deus.
Por causa da graça de Deus que nos alcançou, vivemos em comunidade, encorajando uns aos outros, testemunhando sobre a verdadeira graça de Deus.
Quero lembra aos irmãos, e um contexto, que é uma oração do Apostolo Paulo aos irmãos em Éfeso: ¹⁷Peço que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o glorioso Pai, lhes dê espírito de sabedoria e de revelação, no pleno conhecimento dele.¹⁸Oro também para que os olhos do coração de vocês sejam iluminados, a fim de que vocês conheçam a esperança para a qual ele os chamou, as riquezas da gloriosa herança dele nos santos (Ef 1:17-18).
Oração:
SENHOR, ABRA OS NOSSOS OLHOS E NOSSO ENTENDIMENTO, PARA QUE POSSAMOS ESTAR OUVINDO ACERCA DA GRAÇA DE DEUS, E ASSIM MANTERMOS FIRMES A NOSSA ESPERANÇA, PARA A QUAL O SENHOR NOS CHAMOU, QUE O SENHOR NOS MANTENHA FIRMES, NAS VERDADES DA SUA SANTA E BENDITA PALAVRA.
QUERIA FAZER UMA PERGUNTA PARA PENSARMOS:
Quem estamos ouvindo? À voz do mundo, ou a voz de Deus? Tem muitas vozes produzindo coisas ruins nas nossas mentes, as vezes ficamos com tantas coisas guardadas nas nossas mentes, e se não cuidarmos, essas vozes nos impedirá na caminhada. A falta de cuidado pode nos manter longe daquilo que é a vontade de Deus.
Lembrando o que Jesus disse: Quem são os que ouvem a voz do Senhor Jesus? (Jo 10:27) As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e elas me seguem” As ovelhas ouvem a voz do Senhor. Creio que o Espirito Santo do Senhor e, somente ele, pode abrir o nosso entendimento ou nossa mente para compreendermos, à luz da Palavra de Deus, o que o Senhor quer falar a cada um de nós, nesses tempos em que vivemos.
E preciso estar atento, para poder ouvir quanto ao que o Senhor fala: Como exemplo, quero compartilhar com os irmãos um fato, registrado nas escrituras, de um contexto que serve para nós hoje, e que nos fará pensar na importância de querer ouvir e estar atento quanto ao que está sendo falado. E nesse contexto, vamos ver o que Deus fez, e o que Deus pode fazer ainda hoje nas vidas, quando nos colocamos à disposição para ouvir atentamente a voz do Espirito Santo do Senhor.
Nos dias de hoje tem sido comum ouvirmos pessoas falarem de terem tido visões, não vou duvidar, más quero lembrar; do Texto de Hebreus 1: 1 e 2 que Diz: ¹Havendo Deus outrora falado aos nossos Pais pelo profetas, hoje nos fala através do Filho a quem constituiu herdeiro de todas as coisas.
Agora, vamos reproduzir o texto sobre as visões que Paulo Teve:
⁹Durante a noite Paulo teve uma visão, na qual um homem da Macedônia estava em pé e lhe suplicava: “Passe à Macedônia e ajude-nos”. ¹⁰Depois que Paulo teve essa visão, preparamo-nos imediatamente para partir para a Macedônia, concluindo que Deus nos tinha chamado para lhes pregar o evangelho. ¹¹Partindo de Trôade, navegamos diretamente para Samotrácia e, no dia seguinte, para Neápolis. ¹²Dali partimos para Filipos, na Macedônia, que é colônia romana e a principal cidade daquele distrito. Ali ficamos vários dias. ¹³No sábado saímos da cidade e fomos para a beira do rio, onde esperávamos encontrar um lugar de oração. Sentamo-nos e começamos a conversar com as mulheres que se haviam reunido ali. ¹⁴Uma das que ouviam era uma mulher temente a Deus chamada Lídia, vendedora de tecido de púrpura, da cidade de Tiatira. O Senhor abriu seu coração para atender à mensagem de Paulo. ¹⁵Tendo sido batizada, bem como os de sua casa, ela nos convidou, dizendo: “Se os senhores me consideram uma crente no Senhor, venham ficar em minha casa”. E nos convenceu (At 16:9 a 15).
Algo que podemos ver nesse relato de Lucas em Atos: Paulo ouviu a voz do Senhor e fez o que lhe foi ordenado, a ordem era “Passe à macedônia”.
Lidia (V,14) era uma mulher temente a Deus. A Bíblia nos fala que o temor ao Senhor e o princípio da sabedoria (Pv 9:10). Esse temor aqui é postura de reverência diante de Deus e quando isso acontece, Deus nos leva à obediência, nos afasta de todo o mal, e o Espirito Santo nos conduz ao discernimento da vontade de Deus.
Lidia foi alcançada pela graça de Deus. Ela estava atenta ao que Paulo pregava, e o Senhor abriu a sua mente. Ela foi batizada e logo depois convidou Paulo e seus amigos para ficarem na sua casa. Quando uma pessoa e alcançada por Deus, ela coloca tudo o que tem para que o Evangelho seja anunciado, e Paulo e seus amigos ficaram em sua casa – ela se colocou a disposição para cooperar para que o evangelho da graça fosse pregado.
Para você, o que tem sido o Evangelho, e o que estamos fazendo para o progresso do Evangelho? Ou seja, como você vive diante das verdades de Deus na sua vida? Como você crê nesse evangelho da graça de Deus? Isso faz toda a diferença, porque quem crê, recebeu vida e por isso, vive com a mente renovada, porque sabe o que espera.
Esse Evangelho que você crê, tem feito você caminhar, com perseverança, esperança e fé, buscando uma sabedoria que vem do Senhor?
Lembrando: Somente Deus através da sua Palavra Santa, pode abrir nosso entendimento quanto ao que vivemos. Quem vive dependente de Deus vive uma experiência sobrenatural, e é capacitado a viver uma vida que agrada a Deus.
Através da Palavra de Deus, o Espirito Santo nos capacita viver com uma mente renovada, e somente com uma mente renovada é possível viver além de uma lógica humana. A renovação da mente através do Evangelho, nos leva viver por fé, e a fé não se fundamenta nas coisas que vemos, mas nas coisas que não vemos – o que não vemos são verdades eternas, eu não vejo mais creio porque é a Palavra, e vivemos pelo que a Palavra diz.
Amem,
Elson barbosa,
DOIS GRUPOS – Em qual você está inserido?
Eu creio que, todos os seres humanos de todos os tempos, que já nasceram, e que ainda vão nascer, estarão divididos nesse mundo em dois grupos distintos de pessoas.
O primeiro grupo:
Será formado por todos os escolhidos de Deus, estes estarão destinados para salvação eterna O destino já foi decretado, de todos os escolhidos, seus nomes já foram escritos no livro da vida, “o livro do cordeiro já está pronto e selado” – todos os salvos, os seus nomes estão escritos no livro do cordeiro:
Veja o que escreve Paulo:
Aos Filipenses 4:3 Que, as pessoas que cooperavam com ele no evangelho tinham seus nomes escritos no Livro da Vida.
Eles cooperam porque fazem parte de um povo escolhido de Deus, antes de serem alcançados os seus nomes já estavam escritos no livro do cordeiro. Esses certamente em um determinado momento das suas vidas serão alcançados pela Sua graça, somente os escolhidos de Deus serão colocados no caminho, que caminho? O caminho é Cristo. – ao serem colocados no caminho o seu destino é a eternidade com Deus.
O segundo grupo;
Será formado por todos aqueles que não foram escolhidos, e o seu destino está selado- a perdição eterna. Humanamente falando, nenhuma ação humana poderá mudar o destino final de uma pessoa; não há nenhuma possibilidade para se mudar tal realidade, porque tudo foi decretado antes mesmo da fundação do mundo.
Desses dois grupos, existem algumas situações:
Do primeiro grupo que fazem parte dos escolhidos:
Dos que foram destinados para vida eterna: O Senhor mediante a Palavra – num determinado momento da sua existência, e segundo a sua vontade – irá se revelar a ela, e nenhum dos escolhidos de Deus vão se perder. O Senhor mediante a Palavra se revelará aos seus escolhidos e eles conhecerão o Senhor, e vão saber que foram tirados da morte e receberam uma nova vida no seu espirito. Isso chamamos de regeneração ou novo nascimento, e que só ocorre por exclusiva vontade de Deus, com a ação do Espirito Santo. Assim que esse momento acontece, a pessoa passa a ver o que antes não via; ela é capacitada para conhecer o Senhor e ver quem é Deus, e toma consciência da sua condição, que naquele momento é de um pecador que estava perdido separado de Deus sem vida.
A ação do Espirito Santo leva a pessoa a um profundo arrependimento, o arrependimento só acontece após a ação de Deus na vida do alcançado. Essa pessoa toma conhecimento de que foi salva por causa do grande amor de Deus, que a salvou incluindo-a no corpo de Cristo, quando da sua morte e da sua ressureição.
Más, devemos cuidar ainda do nosso modo de viver nesse mundo, mesmo tendo sido regenerado? SIM
Por isso que, em algumas das suas cartas o apostolo Paulo faz algumas exortações aos irmãos quanto:
O viver de um filho de Deus, alcançados pela sua graça:
Pode parecer uma redundância, porque para ser um filho de Deus e viver como tal, é necessário primeiro ter sido alcançado pela sua graça, ou ter nascido de novo.
O apóstolo Paulo chama os cristãos da galacia de “insensatos”. Em Gálatas 3:1 Ele usa a expressão “Ó gálatas insensatos!”
O motivo foi, que a igreja daquela região começou a abandonar a salvação pela graça para voltar a cumprir as regras e obras da Lei de Moisés.
O contexto bíblico e o significado dessa repreensão envolvem alguns pontos fundamentais:
O significado:
A palavra usada no grego (anoētos) refere-se a alguém que age sem pensar, que age de forma tola, muitas vezes age de maneira impulsiva, não medindo as consequências. E quando ocorre na vida de alguém esse tipo de situação, é porque falta o entendimento espiritual.
Qual era a situação dos irmãos da região da Galacia?
Falsos mestres estavam convencendo os irmãos de que a fé em Jesus não era suficiente, e que eles precisavam de manter os rituais judaicos (como por exemplo a circuncisão) para serem salvos.
O argumento de Paulo:
Ele lembra aos gálatas que eles receberam o Espírito Santo tão somente pela graça de Deus, e não por guardar a lei.
Ele ficou chocado ao ver como eles estavam “fascinados” e abraçando o engano tão rapidamente.
A repreensão tinha um motivo: eles estavam se afastando do Evangelho e da cruz de Cristo.
Paulo também escreve aos Gálatas, sobre como eles deveriam viver com sabedoria, alertando para que os cristãos compreendessem qual é a vontade de Deus – conhecendo a vontade de Deus Pela Palavra, não há espaço para viver de maneira insensata.
O novo nascimento ou regeneração no espirito humano é algo necessário – tão necessário quanto ao ar que ele respira. A graça de Deus produz no alcançado uma transformação que o conduz a viver uma vida que agrada a Deus – tal condição e operada pelo Espírito Santo porquanto ele é agora uma nova criatura pois, recebeu uma nova vida com o Senhor.
Não se trata de uma simples mudança de religião, mas o receber uma nova natureza divina agindo nele. Antes a pessoa estava em Adão, agora está em Cristo – uma perspectiva totalmente transformada. Assim como Paulo escreve em sua 2 carta aos Coríntios: 5;17 “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.”
A Bíblia nos ensina e destaca de forma clara os grandes contrastes entre a vida Velha e a vida Nova.
Essa é uma advertência para nós hoje, ou seja, como era a minha vida antes do Novo Nascimento?
Antes a pessoa vivia cega e na escravidão do pecado.
A Palavra de Deus nos mostra quem nós éramos antes quando estávamos em Adão, e agora, o que somos estando em Cristo, se de fato a graça de Deus nos alcançou.
Sabemos que, o ser humano ao nascer nesse mundo, sua vida é governada por uma vida velha, ou seja, o velho homem dita a forma de viver, e essa pessoa tem uma natureza pecaminosa caída. Nesse caso quem comandava a vida velha era a sua própria vontade – uma natureza carnal contrária a vontade de Deus.
Durante a nossa vida antes de conhecermos a graça de Deus em Cristo, éramos influenciados pelos padrões desse mundo
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Agora, a nova criatura não pertence a esse mundo:
Veja o que Jesus disse em sua oração por nós, registrada no Evangelho de João 17; 14,16. Ele fala ao Pai: “Eles não são do mundo, como eu do mundo não sou, santifica os na sua Palavra a sua Palavra é a Verdade”.
O Pecado de Adão produziu (separação) ou morte espiritual:
Como resultado do pecado, houve uma separação real entre Deus e o homem, que resultou em um vazio interior, caracterizado pela ausência de propósito divino e escravidão emocional.
Cegueira espiritual:
Éramos incapazes de compreender as verdades divinas e de enxergar o Reino de Deus.
Depois do Novo Nascimento
Nova Criação: A pessoa é tornada uma “nova criatura”, ganhou um novo DNA espiritual e uma nova mentalidade, foi tirado o coração de pedra e lhe foi dado um coração de carne e nela veio habitar um Espirito novo.
Habitação do Espírito Santo: Esse Espírito de Deus passou a habitar no interior do indivíduo, guiando-o e fortalecendo-o contra as tentações.
Vida de obediência e amor: O pecado deixa de ser a prática habitual e o domínio da vida. Há o derramamento do amor de Deus, gerando compaixão pelo próximo.
Cidadania Celestial:
A pessoa passou a pertencer ao Reino de Deus para viver de acordo com os princípios da Palavra de Deus. Para isso, precisamos conhecer a Palavra Em: João 8:32 diz assim: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”
Libertará de que:
Daquilo que éramos por natureza. Depois da graça de Deus, há no alcançado uma necessidade de buscar e conhecer cada dia mais, e torna-lo conhecido, esse é o resultado da graça de Deus operando.
Era, isso
Elson Barbosa,