Devocionais

Devocionais para seu dia.

O BOM PASTOR

bom pastor

O BOM PASTOR

Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas. João 10:11

O pastoreio de Cristo exigia um sacrifício que levava à morte. Ele disse: Assim como o Pai me conhece, e eu conheço o Pai; e dou a minha vida pelas ovelhas. Por isso, o Pai me ama, porque eu dou a minha vida para a reassumir. João 10:15,17.

Cristo fez mais do que qualquer pastor dedicado faria por suas ovelhas. Davi, ao relatar sua experiência a Saul antes de enfrentar Golias, disse:
Teu servo apascentava as ovelhas de seu pai; quando veio um leão ou um urso e tomou um cordeiro do rebanho, eu saí após ele, e o feri, e livrei o cordeiro da sua boca; e, levantando-se ele contra mim, agarrei-o pela barba, e o feri, e o matei. O teu servo matou tanto o leão como o urso; este incircunciso filisteu será como um deles, porquanto afrontou os exércitos do Deus vivo. 1 Samuel 17:34-36.

No entanto, Cristo foi além. Ele não apenas arriscou sua vida, mas entregou-se completamente, morrendo em nosso lugar como nosso substituto. Ele tomou sobre si toda a culpa, toda a maldição e pagou, de uma vez por todas, a dívida que nos condenava. Como está escrito: Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor. Romanos 6:23.

O sacrifício de Cristo foi intencional, com um propósito eterno: separar as ovelhas dos bodes e conduzi-las à presença de Deus. Ele orou ao Pai: A minha vontade é que onde eu estou, estejam também comigo os que me deste, para que vejam a minha glória que me conferiste, porque me amaste antes da fundação do mundo. João 17:24.

As ovelhas do Bom Pastor reconhecem sua voz e seguem-no, pois Ele as conhece individualmente:
Depois de fazer sair todas as que lhe pertencem, vai adiante delas, e elas o seguem, porque lhe reconhecem a voz. João 10:4. Isso mostra um relacionamento real e íntimo, reservado àqueles que estão unidos a Cristo em sua morte, sepultamento e ressurreição.

Somente Cristo, o Bom Pastor, pode suprir todas as necessidades de suas ovelhas. Ele as salva, protege, cura, corrige em amor e, quando necessário, as carrega nos braços.

Que todos nós, como ovelhas do Bom Pastor, estejamos atentos à Sua voz e, mesmo nos momentos de dor e incerteza, possamos declarar com confiança: O SENHOR é o meu pastor; de nada terei falta. Salmos 23:1.

NÃO COMA A SEMENTE

Não como a semente

NÃO COMA A SEMENTE

Em tempos de crise, não coma a semente.
O que isso significa? Muitos, ao enfrentarem dificuldades financeiras, decidem deixar de devolver o dízimo ao Senhor, imaginando que essa seja a solução. Porém, quem consome a semente nunca verá a colheita. Em Malaquias 3.10-11, Deus chama Seu povo à fidelidade e promete honrar aqueles que confiam n’Ele.

É triste ver cristãos que desejam obedecer apenas aos ensinamentos bíblicos que lhes agradam. O dízimo é um princípio presente nas Escrituras. Então, por que muitos deixam de devolvê-lo? A resposta quase sempre é a mesma: falta confiança na provisão de Deus. Entretanto, a Palavra declara E o meu Deus, segundo a sua riqueza em glória, há de suprir, em Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades. Filipenses 4:19.

Alguns afirmam que o dízimo pertence apenas ao Antigo Testamento. No entanto, o princípio da consagração da décima parte é anterior à Lei de Moisés. Abraão entregou espontaneamente o dízimo a Melquisedeque (Gn 14.20), e Jacó também consagrou ao Senhor a décima parte de tudo quanto recebesse (Gn 28.22). A Lei apenas regulamentou uma prática que já existia.

Outros dizem que Jesus nunca falou sobre o dízimo. Mas, em Mateus 23.23, o Senhor repreendeu os escribas e fariseus não porque dizimavam, e sim porque praticavam o dízimo enquanto negligenciavam a justiça, a misericórdia e a fidelidade. Ao concluir, afirmou que essas virtudes deveriam ser praticadas sem deixar de fazer aquelas. O problema nunca foi o dízimo, mas um coração religioso e sem transformação.
O escritor de Hebreus também relembra o encontro entre Abraão e Melquisedeque (Hb 7), mostrando a importância desse episódio ao apresentar a superioridade do sacerdócio de Cristo. Embora o objetivo do texto não seja ensinar sobre contribuições financeiras, ele demonstra que esse acontecimento continua relevante na argumentação do Novo Testamento.

Deus não precisa do nosso dinheiro. Ele é o Criador dos céus e da terra, o dono do ouro e da prata. Nada do que possuímos pode enriquecer Aquele que é Senhor de todas as coisas. O dízimo nunca existiu para suprir uma necessidade de Deus, mas para revelar um coração que reconhece que tudo pertence a Ele.
A fidelidade financeira não compra bênçãos nem garante prosperidade automática. Ela é uma expressão de gratidão, confiança e dependência do Senhor. Quem retém aquilo que Deus ordenou demonstra dificuldade em descansar na Sua provisão e em reconhecer Sua soberania.

Olhe para os pássaros do céu, para as flores do campo e para toda a criação. O mesmo Deus que sustenta todas as coisas continua cuidando dos Seus filhos. Se Ele alimenta as aves e veste os lírios, quanto mais cuidará daqueles que confiam n’Ele.

Não coma a semente que Deus colocou em suas mãos. Semeie com fé, reconhecendo que tudo vem do Senhor e tudo pertence a Ele. A verdadeira segurança do cristão nunca esteve naquilo que guarda, mas na fidelidade do Deus que prometeu sustentar o Seu povo.

Marcos Peixoto

N’ELE

nele

N’ELE

Porquanto, nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade. Colossenses 2:9

Em Cristo habita toda a plenitude de Deus.
Deus não tem nada para o homem fora de Cristo
Nós não podemos oferecer nada a ninguém fora de Cristo.

Se nossas vidas e nossas pregações não estiverem centradas na pessoa de Cristo, ficarão apenas no âmbito relacional e até emocional, mas nunca trará vida, nunca trará edificação para a Igreja de Cristo.

Nós como cristãos não podemos negar isso, a plenitude de Deus a Igreja.
Temos a responsabilidade de anunciar a Verdade.
A Verdade está na pessoa de Cristo.

Conhecimento bíblico, cultura bíblica não é a solução para o homem.

A solução para o homem, para cada um de nós pessoalmente está na plenitude de Deus, Cristo.
nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade.

Paulo escreveu essa carta para combater as heresias que rondavam a Igreja de Colossos.
O gnosticismo e o judaísmo.

Precisamos ter cuidado para não cairmos nestas mesmas armadilhas de satanás.
Deus é espírito, ninguém jamais viu ou verá a Deus.

Mas em Cristo podemos ter comunhão com o Pai.
Em Cristo podemos ver o Pai.

Jesus garantiu isso:
E quem me vê a mim vê aquele que me enviou. João 12:45
Quem enviou Jesus?
Deus enviou seu Filho ao mundo… João 3.16

Então, quando formos falara a Igreja de Cristo, ou a outra pessoa, precisamos ter cuidado para não passarmos conhecimento acerca de Cristo, sem apontar o caminho que é Cristo.

Misericórdia Senhor da minha vida.
Que o Senhor use cada um de nós, mesmo com nossas limitações, pronúncias erradas, pouca eloquência, sem formosura, mas que o Espírito Santo traga vida a pregação centrada na pessoa de Cristo, pois, nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade.

22/04/2026

ANSIEDADE E SUAS CAUSAS: UM OLHAR À LUZ DAS ESCRITURAS.

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ANSIEDADE E SUAS CAUSAS: UM OLHAR À LUZ DAS ESCRITURAS Não andeis ansiosos por coisa alguma Filipenses 4.6a A ansiedade é uma daquelas aflições silenciosas que parecem apertar o peito sem hora marcada. Muitas vezes, ela não se apresenta com um rosto claro, mas invade os pensamentos com medos, suposições e incertezas. A mente corre para o futuro, o coração perde a paz, e os olhos não encontram repouso. Não importa se o dia foi calmo ou agitado — dentro dela, há uma tempestade. E o pior é que nem sempre ela sabe por quê. Charles Spurgeon, um homem que lidou com profundos episódios de tristeza e ansiedade ao longo de sua vida, certa vez disse: “A ansiedade não esvazia o amanhã de suas aflições, mas apenas esvazia o hoje de sua força.” Ele sabia, por experiência, que esse peso invisível podia imobilizar até mesmo o cristão mais devoto. Mas ele também apontava para uma direção segura: Cristo. A ansiedade, no fundo, revela uma luta interna por controle. A pessoa quer saber o que vai acontecer, quer garantir que nada sairá do seu planejamento. Deseja evitar a dor, antecipar o perigo, proteger os que ama e se proteger. Porém, a vida nunca esteve em suas mãos, mesmo quando ela pensa que está. O Senhor Jesus disse em Mateus 6:27: “Qual de vós, por mais ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado à sua estatura?” Essa pergunta de Jesus não é retórica apenas — ela é um chamado à realidade. A ansiedade, na verdade, é inútil. Não resolve, não previne, não fortalece. Só desgasta. Spurgeon dizia que o cristão vive entre dois mundos: o visível, que pressiona, e o invisível, que sustenta. A ansiedade costuma surgir quando o primeiro parece mais real que o segundo. Quando os boletos se acumulam, quando o diagnóstico médico chega, quando o casamento se esfria, quando os filhos se desviam ou quando a solidão se instala — nesses momentos, o visível grita. E é aí que a fé é provada. A raiz da ansiedade, muitas vezes, é a incredulidade. Isso pode soar duro, mas é bíblico. Em Mateus 6, Jesus repete algumas vezes: “Não andeis ansiosos” (v.25, v.31, v.34). E Ele encerra esse ensino com uma instrução clara: “Buscai, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.” (Mateus 6:33). Quando alguém se entrega à ansiedade, é como se dissesse, mesmo que sem palavras: “Deus pode cuidar de algumas coisas, mas não de tudo.” Ou ainda: “Ele é bom, mas talvez não seja o bastante.” Esse tipo de pensamento revela um coração dividido. Em Tiago 1:6-8, a Palavra afirma que aquele que duvida é como a onda do mar, que vai e vem, instável. E a ansiedade muitas vezes é fruto desse coração instável, que tenta crer, mas ainda está agarrado ao medo, ao controle ou à desconfiança. Outro fator que alimenta a ansiedade é o excesso de ocupação com o futuro. É claro que planejar é bíblico e responsável. Mas planejar em excesso, ou viver antecipando problemas que nem existem, é um fardo desnecessário. Spurgeon, em um de seus sermões, advertiu: “Não crie preocupações com os tempos que ainda não chegaram. Deus dará graça para hoje, e dará graça para o amanhã quando o amanhã chegar.” Isso ecoa Lamentações 3:22-23: “As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; renovam-se cada manhã.” O que se percebe aqui é que Deus não entrega hoje a graça de amanhã. Ele não promete forças acumuladas para o futuro inteiro, mas misericórdia diária, suficiente. Como o maná no deserto: caía na medida certa, dia após dia. Guardar para o dia seguinte fazia apodrecer. Assim também é a graça de Deus — sempre fresca, sempre fiel, mas sempre para hoje. Há ainda a causa da culpa. Muitos vivem ansiosos por causa de pecados não confessados, feridas não tratadas ou laços com o passado. A alma carrega culpas antigas, decisões erradas, promessas quebradas, e isso corrói por dentro. O salmista Davi passou por isso. Em Salmo 32:3-4 ele confessa: “Enquanto calei os meus pecados, envelheceram os meus ossos pelos meus constantes gemidos todo o dia.” Mas ele segue: “Confessei-te o meu pecado… e tu perdoaste a iniquidade do meu pecado.” (v.5). A ansiedade muitas vezes exige mais do que um calmante — ela clama por arrependimento, confissão, reconciliação com Deus. Por fim, existe a ansiedade provocada por uma vida sem descanso espiritual. A rotina pode ser agitada, as exigências muitas, e a alma, exausta. Há quem sirva na igreja, cuide da família, trabalhe com afinco, mas esquece de estar aos pés de Jesus. Como Marta, que corria de um lado para o outro, aflita, ansiosa e agitada, enquanto Maria escolhia a melhor parte (Lucas 10:41-42). Às vezes, a ansiedade é sinal de que a alma precisa parar, ouvir, sentar-se aos pés do Senhor. Mas o que fazer, então? O apóstolo Paulo nos oferece uma resposta clara e prática em Filipenses 4:6-7: “Não andeis ansiosos por coisa alguma; antes, em tudo sejam os vossos pedidos conhecidos diante de Deus pela oração e súplica, com ações de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus.” Aqui está o caminho: oração sincera, súplica humilde, gratidão no coração. E, como fruto, paz. Não uma paz natural, explicável, mas uma paz que guarda o coração e a mente — exatamente onde a ansiedade tenta agir. A ansiedade não é apenas um problema emocional. É uma questão espiritual. E o tratamento começa com a verdade. A verdade de que Deus está no controle. A verdade de que Ele é bom. A verdade de que a cruz já venceu o medo. A verdade de que Ele se importa, sustenta e conduz. Spurgeon afirmou: “Deus está conosco em todas as tempestades, e nenhuma delas sopra sem que Ele permita.” Isso não significa ausência de problemas, mas certeza de companhia. E essa certeza é o que tira o peso do coração. Reflexão prática: Se ela estiver ansiosa, que pare por um momento. Que feche os olhos e se pergunte: “O que estou tentando controlar que não me pertence?” Que ela se examine diante de Deus e exponha tudo — medos, expectativas, pecados, frustrações. Que ela ore com sinceridade, mesmo sem palavras bonitas. Que se alimente das Escrituras, mesmo que em poucos versículos por dia. E que, acima de tudo, descanse. Não num sofá ou numa viagem, mas na certeza de que “os que esperam no Senhor renovarão as suas forças” (Isaías 40:31). A ansiedade não será vencida com técnicas, mas com fé. Fé real, viva, fundamentada em Cristo. Porque é nEle que está a verdadeira paz. 16/06/2026