O Mundo: Um reino de escuridão – Por William MacDonald – Tradução: Dorival Zemuner
O mundo, na verdade, é vazio. É apenas uma fachada. Uma piada doentia. Tudo o que ele oferece não pode satisfazer o coração humano.
Quando falamos em mundo neste sentido, não queremos dizer o planeta terra que Deus nos deu como um lugar temporário de habitação. Tampouco queremos indicar o mundo da natureza, que Deus nos deu para desfrutar. E certamente não queremos dizer o mundo da humanidade, que Deus espera que o amemos assim como ele o ama (João 3.16). O que então queremos dizer?
O mundo é a civilização que o homem tem construído para poder satisfazer seus desejos sem Deus. Não é somente independente de Deus, mas em oposição a ele. O sistema do mundo está baseado em princípios enganosos promovendo falsos valores. É inteiramente egoísta. Riqueza, poder e sexo são aspectos centrais de sua cultura. “Toda a civilização sem Deus, desde o princípio, tem sido marcada pela sua maldição; e o que os homens chamam de desenvolvimento, invenções e progresso, sem Deus, parecem simplesmente ser uma tentativa de erigir uma torre de Babel, essencialmente idólatra e centrada em sua própria glória”.[1]
Toda a sociedade é inspirada e energizada por Satanás. Assim como os anjos santos são guardiões do povo de Deus, os poderes demoníacos são ativos nos acontecimentos do reino do mal.
Um show vazio
Na verdade o mundo é vazio. É apenas uma fachada. É uma piada doentia. Tudo o que ele oferece não pode satisfazer o coração humano. Um livro inteiro da Bíblia – Eclesiastes – é dedicado para expor a vaidade do mundo da vida abaixo do sol. Malcom Muggeridge compreendeu isto: ele escreveu: “Agora percebo, que a vida humana, em todas as suas manifestações públicas ou coletivas, é apenas um teatro, e apenas um melodrama barato”.[2]
Outra pessoa disse: “O mundo trabalha com o que é falso e imaginário; o reino é uma realidade eterna”. As pessoas do mundo estão querendo mais dele do que ele realmente pode oferecer.
E mesmo assim ainda é muito atrativo às pessoas. O mundo se apresenta como o summum bonum, isto é, o maior bem. As pessoas ficam deslumbradas por suas luzes psicodélicas, por sua música contemporânea, por suas roupas sensuais. Todos na região do Marlboro são bonitos, possuem um cavalo, ou se apoiam ao lado de um lindo carro conversível, fascinam ou são fascinados por uma linda mulher. É uma terra do nunca – uma sociedade artificial. É muito brilho e sucesso sem substância alguma.
O que é mundano?
O mundanismo é o amor pelas coisas passageiras. É qualquer coisa que afasta um cristão de Deus. Uma pessoa mundana é uma pessoa em que todos os seus planos se encerram na sepultura. Jowett disse muito bem: “O mundanismo é um espírito, uma condição. Não é tanto um ato como é uma atitude. É uma pose, uma postura… Mundanismo é atividade humana sem Deus. Mundanismo é vida sem chamada divina, vida sem ideais, vida sem aspirações. O mundanismo não reconhece nada do glorioso chamado de Deus em Jesus Cristo. Não há perspectivas para cima. É apenas uma vida horizontal. Não há nada de vertical no mundanismo. Tem ambição, mas não tem sonhos. Sua motivação é o sucesso, e não a santidade. Está sempre dizendo ‘Para frente’ e nunca ‘Para cima’. Um homem mundano ou uma mulher mundana nunca dizem, ‘elevo os olhos para os montes’”.[3]
Em alguns círculos, a definição para mundanismo tem sido limitada a beber, fumar, jogar, dançar, cinema e atividades semelhantes. Porém, é mais amplo do que isto. O dr. Dale escreveu:
“Ser mundano é permitir que a lei maior à qual devemos obediência, e as glórias e temores do universo invisível que nos é revelado pela fé, e nossa relação transcendente com o Pai dos espíritos por meio de Cristo Jesus nosso Senhor, sejam superados por interesses inferiores”.
“Meu irmão, se você quiser voltar a viver uma vida mundana, você tem que retornar a ela através da sepultura, porque a sepultura encontra-se entre o corpo de Cristo, do qual você faz parte, e o mundo que o expulsou. O mundo o expulsou e nós fomos sepultados em Cristo pelo mundo que odeia a Igreja”.[4]
Existe um limite da paciência divina com alguém que tenta extrair o melhor de ambos os mundos.
Notas
1. Herbert F. Stevenson, ed., The Ministry of Keswick: First Series 1892-1919 (Grand Rapids: Zondervan Publishing House, 1963), p. 110.
2. The Boston Herald (15 nov. 1990).
3. Dr. J. H. Jowett, documentação indisponível.
4. F. B. Meyer, The Christ Life of Your Life (Chicago: Moody Press, n.d.), p. 78.
William MacDonald
William MacDonald (1917-2007) dedicou-se ao ensino bíblico nos últimos 60 anos de sua vida. Sua ênfase era ressaltar com clareza e objetividade os ensinamentos bíblicos para a vida cristã, tanto nas suas pregações como através dos mais de 80 livros que escreveu.
VOMITAR-TE-EI!
Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente. Quem dera fosses frio ou quente! Assim, porque és morno e nem és quente nem frio, estou a ponto de vomitar-te da minha boca. Apocalipse 3.15-16.
Estas são algumas das palavras mais solenes que Jesus dirigiu a uma igreja. A comunidade de Laodiceia não havia abandonado completamente a fé, mas também não vivia um relacionamento fervoroso com Cristo. Era uma igreja acomodada, autoconfiante e espiritualmente inútil.
A cidade de Laodiceia ajuda a compreender essa advertência. Enquanto as águas quentes de Hierápolis eram conhecidas por seu uso terapêutico e as águas frias de Colossos eram refrescantes, a água que chegava a Laodiceia tornava-se morna e desagradável. Não servia para aliviar a sede nem para restaurar o corpo. Era exatamente essa a condição espiritual daquela igreja.
Jesus afirma: “Conheço as tuas obras.” Nada escapa aos seus olhos. Ele não vê apenas nossas atividades religiosas, mas também as motivações do coração. Podemos aparentar fidelidade diante das pessoas e, ainda assim, estarmos distantes de Deus.
Esse é um dos maiores perigos da vida cristã. A pessoa acredita que está bem porque continua frequentando a igreja, orando ocasionalmente ou exercendo algum ministério, enquanto seu coração já perdeu o prazer em Cristo.
A mornidão espiritual manifesta-se de diversas maneiras. A oração torna-se uma obrigação. A leitura das Escrituras perde o encanto. O culto transforma-se em rotina. O pecado deixa de causar tristeza, e o amor pelo mundo cresce silenciosamente. Aos poucos, a comunhão com Deus é substituída por uma religiosidade sem vida.
Por isso a linguagem de Jesus é tão forte: “Estou a ponto de vomitar-te da minha boca.” Trata-se de uma figura que expressa sua completa rejeição à hipocrisia e à autossuficiência. Cristo não se agrada de uma fé dividida, que conserva a aparência de piedade, mas nega seu poder.
Entretanto, essa repreensão nasce do amor. Poucos versículos depois, o Senhor declara: “Eu repreendo e disciplino a quantos amo. Sê, pois, zeloso e arrepende-te.” (Apocalipse 3.19). O objetivo da disciplina não é destruir, mas conduzir ao arrependimento.
Existe esperança para quem reconhece sua condição. O caminho de volta começa com um coração quebrantado, que abandona a confiança em si mesmo e busca novamente a graça de Cristo. O fogo espiritual não é produzido pelo esforço humano, mas pela atuação do Espírito Santo por meio da Palavra.
Essa advertência também nos leva ao autoexame. Nosso amor por Cristo continua crescendo? A oração ainda é um privilégio? As Escrituras ainda alimentam nossa alma? Temos prazer em obedecer ao Senhor ou apenas mantemos uma rotina religiosa?
Quem vive sustentado pela graça procura permanecer perto de Cristo diariamente. Alimenta sua comunhão com Deus, participa da vida da igreja local, luta contra o pecado e serve ao próximo com alegria. Não para conquistar a salvação, mas porque já foi alcançado pelo amor de Jesus Cristo, nosso Salvador.
A boa notícia é que aquele que revela nossa verdadeira condição também é aquele que restaura. Cristo continua chamando pecadores ao arrependimento e renovando o fervor daqueles que voltam para Ele.
Peça hoje que o Espírito Santo aqueça novamente seu coração. Que seu amor por Cristo seja renovado, sua alegria restaurada e sua vida reflita o Evangelho. Afinal, o Senhor não busca uma religião de aparências, mas um povo que o adore com sinceridade, humildade e inteira devoção.
Marcos Peixoto – Julho de 2026
O SENHOR É QUEM NOS GUARDA
Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeçar e para vos apresentar irrepreensíveis com alegria diante da sua glória, ao único Deus, nosso Salvador, mediante Jesus Cristo, Senhor nosso, glória, majestade, império e soberania, antes de todas as eras, e agora, e por todos os séculos. Amém. Judas 24-25
A caminhada cristã nem sempre é fácil. Enfrentamos tentações, fraquezas e dias em que o desânimo parece querer dominar o coração. No entanto, a nossa segurança não está na força da nossa fé, mas no poder daquele que nos sustenta. Judas encerra sua carta com uma das mais belas declarações das Escrituras: Deus é poderoso para nos guardar de tropeçar e para nos apresentar irrepreensíveis diante de Sua glória.
Essa é uma certeza, não uma possibilidade. Se a perseverança dependesse de nós, ninguém chegaria ao fim. Nossa esperança repousa na fidelidade do Senhor, que preserva os Seus até o último dia.
Quantas vezes Deus nos livrou sem que percebêssemos? Uma palavra das Escrituras que confrontou nosso orgulho, uma tentação vencida pela ação silenciosa do Espírito Santo ou uma decisão precipitada da qual fomos preservados pela providência divina. O Senhor vela por Seus filhos continuamente. Como o bom Pastor, Ele enxerga o perigo antes mesmo que suas ovelhas o percebam.
Esse cuidado nos enche de descanso. Não enfrentamos o pecado sozinhos, nem caminhamos desamparados neste mundo. O Espírito Santo de Deus sustenta os filhos de Deus a quem Cristo resgatou do império das trevas.
Judas também declara que Jesus Cristo nos apresentará irrepreensíveis diante de Deus. Que promessa extraordinária! Olhando para nós mesmos, encontramos pecados, limitações e muitas falhas. Mas, em Cristo, somos justificados e estamos sendo santificados. Não compareceremos diante de Deus confiando em nossos méritos, mas na perfeita obra do nosso Redentor.
Paulo escreve: Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica.
Romanos 8.33. O sangue de Cristo não apenas cobre o pecado; Ele purifica completamente aqueles que n’Ele confiam.
Nossa esperança também está voltada para o futuro. A eternidade será o testemunho da fidelidade de Deus, e não da nossa capacidade de permanecer firmes. Spurgeon escreveu: Se algum dia eu chegar ao Céu, será milagre. E não um milagre meu, mas de Deus. Essa é a realidade de todo cristão. Como afirma Filipenses 1.6: Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus.
Essa verdade transforma a maneira como vivemos hoje. Ela produz humildade, porque reconhecemos que permanecemos de pé somente pela graça. Produz vigilância, pois o mesmo Deus que nos guarda nos ordena a vigiar e orar. Produz gratidão, ao percebermos que Seu cuidado está presente até nas circunstâncias mais comuns. E produz esperança, porque nenhuma luta desta vida poderá anular a promessa da glória futura.
Quem sabe que é sustentado pela graça torna-se mais paciente com os outros, mais compassivo com quem caiu e mais firme diante das dificuldades. A ansiedade perde força, porque o coração aprende a descansar na providência do Senhor.
O Deus que hoje nos guarda será o mesmo que, naquele grande Dia, nos apresentará diante do Pai com alegria. Nada disso será fruto dos nossos méritos, mas da obra perfeita de Cristo em nosso favor.
Por isso, Judas conclui sua carta com louvor. Toda glória, majestade, domínio e poder pertencem ao nosso Senhor Jesus Cristo, que preserva os Seus agora e por toda a eternidade. Nele podemos descansar, caminhar com confiança e perseverar até o fim.
Marcos Peixoto – Julho 2026
CRENDO SEM QUESTIONAR
Romanos 4:20 nos revela uma verdade simples e profunda: não duvidou, por incredulidade, da promessa de Deus; mas, pela fé, se fortaleceu, dando glória a Deus.
Este versículo revela o segredo de um homem que enfrentou o impossível, que precisou esperar muitos anos, mas que não permitiu que a incredulidade dominasse o seu coração. Esse homem era Abraão, conhecido como o pai da fé.
A palavra “fortaleceu” revela que sua confiança não estava em suas próprias capacidades, mas no Deus que havia feito a promessa. Abraão sabia que o Senhor era poderoso para sustentá-lo em meio às tempestades da vida e cumprir aquilo que havia prometido.
Quantas vezes você e eu nos encontramos questionando Deus? Não apenas em pensamentos teóricos, mas diante das situações reais da vida: portas que se fecham, enfermidades, relacionamentos difíceis, sonhos adiados e orações que parecem não receber resposta.
Muitas vezes, uma voz interior pergunta: “Será que Deus realmente prometeu? Será que Ele se esqueceu de mim?” Essa é a voz da dúvida, uma luta que acompanha a humanidade desde o Éden, quando a serpente lançou no coração do homem a semente da desconfiança contra a Palavra de Deus. Desde então, a dúvida tornou-se uma batalha constante na caminhada de fé.
Abraão foi chamado a crer em uma promessa que parecia impossível aos olhos humanos. Sara, sua esposa, era idosa e estéril. Naturalmente, não havia nenhuma esperança de que um filho pudesse nascer. Porém, Deus havia dito que daria um filho a ele com Sara, e inclusive deu o nome a este menino, Isaque (Gênesis 17.19)
Abraão não se firmou naquilo que seus olhos podiam enxergar. Ele não permitiu que as limitações humanas fossem maiores do que a Palavra de Deus. O primeiro passo para uma fé perseverante é compreender que a promessa do Senhor está acima das circunstâncias visíveis.
Também enfrentamos situações que parecem impossíveis: um diagnóstico inesperado, uma oportunidade perdida, uma crise familiar ou uma situação que parece não ter solução. A lição de Abraão é olhar além das circunstâncias e descansar na fidelidade de Deus.
Isso não significa ignorar a realidade, mas reconhecer que toda realidade está debaixo da soberania do Senhor. Esperar em Deus não significa simplesmente passar o tempo. A espera bíblica é uma espera ativa, marcada por confiança, oração e perseverança.
O desânimo tenta chegar, a dúvida tenta se infiltrar e o medo tenta dominar, entretanto crer e glorificar a Deus caminham juntos. A fé que nos sustenta é do próprio Cristo, e ele é o autor e consumador da fé verdadeira.
Pare por um instante e reflita: existe alguma área da sua vida em que a dúvida começou a crescer? Como você tem reagido? Tem permitido que o medo governe seu coração ou tem escolhido glorificar a Cristo?
O conhecimento sobre Deus e sobre a obra de Cristo em nosso favor não pode permanecer apenas como informação teológica. Ele precisa transformar nossa maneira de viver em todas as circunstâncias.
Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e eternamente. Mesmo quando tudo ao nosso redor mude, Ele permanece fiel. Essa certeza nos liberta da ansiedade e nos sustenta nos momentos de silêncio e espera.
Quando a dúvida surgir, leve-a ao Senhor em oração, busque forças na Palavra e caminhe em comunhão com outros irmãos. Crer sem questionar não significa nunca enfrentar lutas internas, mas escolher confiar em Deus acima dos sentimentos e circunstâncias.
Essa certeza traz descanso e força para vencer a ansiedade o medo e a dúvida.
Marcos Peixoto – 08/07/2026
MESTRE CUIDADO!
Meus irmãos, não vos torneis, muitos de vós, mestres, sabendo que havemos de receber maior juízo. Tiago 3:1
Tiago até aqui já falou sobre:
Sobre ser servo do Senhor
Alegria nas provações
Sobre pedir sabedoria
Que somos tentados pela nossa própria cobiça
Tudo vem do alto, do Pai das luzes
Nos exortou a ser praticantes da Palavra
CAP 2
Sobre não fazer acepção de pessoas
E a semana passada sobre a fé sem as obras é morta
CAP 3
Meus irmãos, não vos torneis, muitos de vós, mestres, sabendo que havemos de receber maior juízo. Tiago 3:1
Tiago nos exorta a não nos tornarmos mestres, pois sobre esses haverá maior juízo
Mestre no contexto bíblico da época e ainda hoje é aquele que ensina a Palavra, prega…
Era um ofício almejado de destaque na igreja, e muitas vezes requerido e exercido de maneira errada, egoísta, egocêntrica…
A igreja primitiva e até hoje temos combatido contra os falsos mestres, que se infiltram na igreja, tem cara de ovelha, mas o apetite de um lobo…
A responsabilidade do mestre é maior que do discípulo, por isso sobre o que ensina o juízo futuro será maior… O papel de mestre, professor, pregador é muito sério…
Meus irmãos, não vos torneis, muitos de vós, mestres, sabendo que havemos de receber maior juízo. Tiago 3:1
E para nós fica a exortação, inclusive estamos vivendo o momento da escolha do presbitério:
Não podemos assumir mais do que aquilo que o Senhor nos chamou, isso pode se tornar um perigo pessoal e acima de tudo para a Igreja.
O testemunho do cristão é observado por todos, e daquele que ensina, mais ainda…
A responsabilidade de ensinar, conduzir, estar à frente do povo de Deus é muito grande, e aí de qualquer um de nós aqui, se tentarmos nos fazer mestres… será um desastre…
Que o Senhor nos conceda graça de exercermos no corpo de Cristo tão somente aquilo a que Ele mesmo nos chamar e nos capacitar…
Meus irmãos, não vos torneis, muitos de vós, mestres, sabendo que havemos de receber maior juízo. Tiago 3:1
Marcos Peixoto
01/04/2024
OS LIMITES DA LIBERDADE CRISTÃ – 1 Coríntios 10:31-33
Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus. Não vos torneis causa de tropeço nem para judeus, nem para gentios, nem tampouco para a Igreja de Deus, assim como também eu procuro, em tudo, ser agradável a todos, não buscando o meu próprio interesse, mas o de muitos, para que sejam salvos.
V. 31 nos orienta a fazer tudo para a glória de Deus… e ele fala desde as coisas básicas…
Mas quero chamar a nossa atenção para o verso 32.
Não vos torneis causa de tropeço nem para judeus, nem para gentios, nem tampouco para a igreja de Deus,
Aqui estão todos os viventes da terra. Os que ainda não creram, os judeus (povo escolhido) e a Igreja de Deus, a Noiva, os Filhos de Deus.
COMO PODEMOS SER TROPEÇO PARA AS PESSOAS?
Cometendo pequenos deslizes ou grandes transtornos para os que não cercam. Todas as nossas ações, boas ou ruins refletem positivamente ou negativamente nos que ainda não creram e na Igreja de Deus.
Como ocorrem esses deslizes ou transtornos?
Por falta de atenção ou distração, ou mesmo falta de discernir as consequências de nossas ações para os que não creram e para a Igreja.
Ex1. Nosso linguajar, nosso modo de agir, nossas reações diante das adversidades, como lidamos com o dinheiro, como tratamos esposa, filhos, colegas de trabalho, como agimos nos negócios…
Ex2. Escolhas, ações, decisões equivocadas e em desacordo com a Palavra de Deus… Tudo isso em outras “cositas más” podem levar pessoas há prejuízos financeiros, há prejuízos emocionais, mas principalmente ao impedimento de chegarem a Cristo.
Cada um de nós daremos conta se formos impedimento para que alguém chegue ao conhecimento de Cristo… Não temos a possibilidade de impedir a ação do Espírito Santo, mas podemos atrapalhar, ser pedra de tropeço, ser mal testemunho para que um pequenino venha conhecer a pessoa de Cristo.
Somos líderes, arautos, talvez futuros presbíteros, dessa forma é:
… indispensável que o bispo seja irrepreensível como despenseiro de Deus, não arrogante, não irascível, não dado ao vinho, nem violento, nem cobiçoso de torpe ganância (…) é necessário que ele tenha bom testemunho dos de fora (não ser tropeço para ninguém), a fim de não cair no opróbrio (repreensão) e no laço do diabo. Tito 1:7 – 1 Timóteo 3:7
O que temos aprendido e ensinado, também deve ser vivenciado por cada um de nós.
Gálatas 5:22-24 – Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei. E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências. Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito.
Colocando em prática o fruto do Espírito, dificilmente seremos tropeço para outros.
Marcos Peixoto
31/10/2023