OBEDECER A DEUS É UM PRIVILÉGIO, NÃO UM FARDO

Marco Peixoto

OBEDECER a DEUS É UM PRIVILÉGIO, NÃO UM FARDO

Seja Deus gracioso para conosco, e nos abençoe, e faça resplandecer sobre nós o rosto; para que se conheça na terra o teu caminho e, em todas as nações, a tua salvação. Salmos 67:1-2

Quando o Senhor regenera uma pessoa Ele o desperta para a beleza do Seu Reino, a vida de obediência deixa de ser vista sob o peso de uma obrigação e passa a ser compreendida como uma constante oportunidade de glorificar a Cristo. O desejo de ver os caminhos do Senhor conhecidos por toda a terra não nasce de uma imposição moral exterior, mas sim do derramar abundante da graça no interior do indivíduo.

Quando olhamos para a grande comissão e para o chamado de seguir a Cristo, a nossa alma se enche de um gozo inexprimível, pois reconhecemos que atender à voz do Mestre é a maior honra e a mais elevada alegria que uma criatura pode experimentar neste mundo. A verdadeira piedade não arrasta os pés com amargura; ela corre com passos leves e jubilosos na direção dos mandamentos de Deus, sabendo que em Sua presença há plenitude de alegria e em Sua vontade está o nosso supremo bem.

A busca por santidade e o empenho na proclamação do Evangelho são respostas de um coração que foi profundamente constrangido pelo amor de Cristo no Calvário. O verdadeiro cristão não obedece para ser salvo, mas obedece porque já foi resgatado.

Quando a Palavra nos exorta a andar nos caminhos da justiça, o espírito renovado responde com prontidão e entusiasmo, vendo em cada mandamento uma promessa de comunhão e em cada instrução um guia seguro para a verdadeira felicidade.
Como podemos aplicar esse ensino no dia a dia?
1) Obedecendo ao Senhor como uma expressão pura do nosso amor e da nossa gratidão pela salvação imerecida que recebemos na cruz. Quando contemplamos o sacrifício de Cristo e a imensidão da Sua graça, o nosso coração é naturalmente constrangido a responder com uma entrega voluntária e entusiasmada, descobrindo que servir ao Reino é o nosso maior privilégio nesta terra.
2) Cultivar diariamente o hábito de meditar nas Escrituras com um espírito pronto e alegre. A leitura da Palavra não deve ser encarada como uma tarefa mecânica, mas sim como um banquete celestial onde o próprio Senhor nos instrui e renova as nossas forças para caminharmos em retidão.
3) Anunciar e testemunhar o Evangelho é fruto de uma vida transformada, e isso ocorre de forma espontânea. A proclamação da verdade não é uma exigência dolorosa, mas a alegre transmissão de uma notícia gloriosa que transformou o nosso próprio destino e pode transformar a vida do nosso próximo.
4) Comunhão diária com o Espírito Santo nos capacita a trilhar os caminhos da justiça com perseverança, mesmo em meio às adversidades e oposições do mundo. A força para permanecer fiel não provém da determinação humana, mas do poder capacitador de Deus que opera em nós o desejar e o realizar segundo a Sua boa vontade.
5) A perspectiva da eternidade deve encher o nosso coração de viva esperança, motivando-nos a viver cada momento do dia presente com o olhar fixo na glória vindoura. Quando compreendemos o destino eterno que nos está reservado em Cristo Jesus, os desafios desta vida presente perdem o seu peso e a nossa caminhada ganha uma dimensão de alegria inabalável.
Que a nossa vida seja um testemunho vivo e faça resplandecer sobre nós o rosto; para que se conheça na terra o teu caminho e, em todas as nações, a tua salvação.

Marco Peixoto